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quinta-feira, 15 de maio de 2008

Rastreio de Cozinha - 53

Juro que não fui eu! Não falei nada, não abri minha boca. Tudo o que vocês sabem está neste blog que, duvido, alguém da faculdade leia. Pois não é que nesta quinta-feira a professora de Geografia Aplicada à Gastronomia foi desligada da faculdade? A pobre chegou na sala, falou que não estaria mais entre nós a partir desta quinta e que faria a chamada, passaria a nota e que estávamos dispensados, porque não havia mais sentido em dar aula.

Até agora, não sei o que aconteceu. Tenho a impressão de que houve um movimento da classe (do qual eu não participei) para que ela saísse. Mesmo porque, como eu sempre digo aqui, temos tudo na aula, exceto geografia aplicada à gastronomia.

Na próxima quinta-feira, 22, é feriado. Daqui até o final do semestre, teremos, então, apenas mais 5 aulas de Geografia. Será o terceiro professor de geografia em apenas 4 meses de aula! Tem algo podre no reino da Geografia na minha faculdade. E não sou eu (ao menos, não desta vez!).

E, por falar em podre, o tema da minha aula de geografia aqui é "De noite, eu rondo a cidade, a me procurar, sem me encontrar ...". Vou dar aula da geografia da minha balada, eterna enquanto dura. Saio, efetivamente, na balada paulistana há tanto tempo que nem ouso colocar aqui. Digamos que são muitos e muitos meses, com pequenos intervalos, que eu chamo de "vácuos". Esses vácuos acontecem por diversos motivos, dos quais o menor deles é a falta de opção. Porque, desde que me lembro, São Paulo tem opções para sair de domingo a domingo, sem exceção.

Adoro música eletrônica e desde que o techno se desmembrou em 78 vertentes, esta é a minha música. Gosto mesmo! Agora, jamais, never, nunca, me chame para pagode, samba, forró, sertaneja, caipira ou outras variações sobre o mesmo tema. Estou, em definitivo, fora desse tipo de música, a despeito do meu ecletismo.

Uma das primeiras incursões que fiz no universo eletrônico foi na Hell´s. Saudade!!! Era tudo de bom a Hell´s. Havia a Hell´s, a Nation, o Massivo. Depois, teve a U-Turn. A Mad Queen. A B.A.S.E. (depois, Base/Diesel). A Disco Fever. Sra. Krawitz. Havia uma casa especificamente que eu adorava: o Latino, da Babete Indarte. Adorava o corredor de luz negra ou roxa, não me lembro bem. Era um dos clubes de que eu mais gostava.

As festas eram outras. Fui em raves no Embu das Artes, antes que começassem a morrer pessoas nas raves. Imagine! As raves tinham 200, 300 pessoas. Hoje, massificaram-se e chegam a reunir 5 mil pessoas. As festas eram, definitivamente, mais íntimas.

O Mercado Mundo Mix era na Avenida Paulista, no casarão. No começo, era tudo mais divertido. Depois, foi para o Morumbi, para a Barra Funda e para o espaço!!!

Os bares Allegro, Gourmet (resistente), Torre do Dr. Zero, Egotrip. Aliás, o que aconteceu com a rua da Consolação? Está vazia, desde que o pessoal do bairro fez aquela gigantesca campanha para acabar com a Ultralounge. A Ultra, na época da Gi(sele Bündchen), era do outro lado da Consolação. Depois, mudou de endereço e a implicância continuou. Até que fechou. Tenho a impressão que muito da Consolação acabou por conta dos tristes episódios de violência de punks. Não vou nem lembrar os detalhes aqui. Mas, que ficou a marca, ficou.

Alguém se lembra do bar Pittomba (que eu chamava de Stonewall), que lotava a esquina da Consolação e a Lorena? E o Papparazzi e o Garden? E o Ampgalaxy, tão diferente?

A cidade está mais espalhada, é fato. Barra Funda, centro, Itaim, alguma coisa nos Jardins. E a Lov.e, que acabou de fechar? E o que tem de atual? A The Week, o Pix, o Inferno, Vegas, Glória! E mais um monte de lugar.

O fato é que não há um período de 2 ou 3 anos em que as mesmas casas ficam abertas simultaneamente. Há uma grande exceção e que, para mim, é muito familiar: a decana A Lôca. Uns restaurantes, ainda: o Ritz, o Spot, o Mestiço.

Mas, tudo são fases, não é? Um dia a cidade bomba, cheia de lugares criativos. Outros, está meio deslocada. Ou sou eu mesmo que estou deslocado?

Não importa. Do que eu gosto é das possibilidades. De ter conhecido um templo chamado Xingu. De ter conhecido até mesmo um forró estranho, o Bailão (aka UTI, pé na cova e outros adjetivos nada agradáveis). Mas, isso é São Paulo. É o espírito da cidade. Mudanças, mudanças. Sempre, a cada semana. Um prédio novo. Um bar que fecha. Uma danceteria que abre. Uma festa. Um restaurante queridinho da hora. Outro que perde o tom.

Se não fosse assim, creio que não seria São Paulo. Este post é uma homenagem à 12ª. Parada Gay de São Paulo que acontece no dia 25. O evento é considerado o maior do mundo, com 3,5 milhões de participantes no ano passado. É a tomada da cidade e de seu símbolo maior (Avenida Paulista) pelo arco-íris que se estende na imensa bandeira. Se ainda somos uma cidade e um País provincianos, ao menos a Parada mostra que é possível mudar esse cenário. Em 1996, quando ocorreu a primeira edição, foram apenas 300 pessoas que se reuniram na praça Roosevelt. Agora, 12 anos depois, pode chegar a quase 4 milhões. É uma mudança e tanto, não? E, em sintonia com essa cidade, que gosta tanto de mudar tão rápido.

5 Comentários:

Sig Mundi disse...

De fato, a igualdade está na diferença!
bjocas, andrea

marco* disse...

oie

e olha, não quero ser o chato e sei que metade da congregação gay discorda do que vou dizer: a melhor coisa que fizeram foi dislocar as baladas pra barra funda. já li críticas de vários blogueiros que dizem que odeiam a barra-funda, mas sei que dizem isso porque não são eles que tem os seus 70 anos e não dormem. porque querem ir da balada pra casa a pé e que por isso nao andam de carro e não vêem que as alamedas estão saturadas, caóticas e trasnformam um bairro que tem toda sua elegância pra privilegiar o espaço de convivio num caos.***
que legal que vc conheceu tantos lugares, eu nem a level conheci.

bjus

marco* disse...

e demorou já pra fecharem a loca, hahahahahahah. manda pra barra funda tbm ! rsrsrs o inferninho viu!

marco* disse...

acho que vou morar perto da loka

assim sou mais um a assinar pra assassinar aquele lugar.

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Redneck disse...

Andrea, igulatitè now! Beijo!

marco*, não seja fascista. Olha o que a Andrea acabou de comentar. Eu adoro A Loca. Beijo!

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