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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ordinariazinhas


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Amor entre felinos

Eu acho que vi um gatinho! Não?


terça-feira, 28 de junho de 2011

O tablet dos 10 mandamentos (ou como se comportar digitalmente)

A revista Veja publicou na edição desta semana os dez novos mandamentos, agora para o mundo digital, sobre o uso de smartphones, notebooks e tablets.




São sugestões da revista (em verde), seguidas do risco associado à quebra de cada um dos mandamentos (em azul), aos quais eu acrescento o castigo de minha própria cepa se o crime for cometido (em escarlate, porque deve sugerir sangue).


I - Não ireis, tu e teu parceiro, para a cama cada qual com seu iPhone


Isso abre a porta para muitos outros. A cama do casal é só dos dois.


Isso abre a porta, as windows, safaris inteiros e podem saltar das telas viados, tigresas, piranhas, piriguétis e outros répteis afins. Você será punido com a expulsão da cama, da casa, do jardim e do éden inteiro se pego em flagrante.


II - Não te levantarás da cama, depois do amor, para checar os emails


Ofensa gravíssima, pior do que virar para o lado e dormir, roncando.


Se te levantarás, que levante outra coisa que deve ser levantada. Se for para checares algo, cheque o saldo de seu talão de cheques e jamais dê um cheque em branco. Confrontado em falta, erga os braços e afirme, sem vergonha de parecer ridículo: É mail, tudo mail!


III - Só porás no Facebook fotos da festa se todos os fotografados concordarem


Desgraças assim evitáveis: emissões, separações e amizades rompidas.


Desgraçadamente, colocastes fotos da festa com todos os parentes, amigos e agregados ao final da festa, quando os salões se transformaram em dark rooms, as crianças já dormiam nos sótãos e restavam apenas os vagabundos e safadas de plantão, à espera da xepa. Claro que as fotos são de alto teor pornográfico. Se porventura postastes no Facebook as indecências e partes pudendas, suas e de outrens, diga que o movimento hacker LulzSec invadiu seu território digital e você não tem culpa. Espera-se que você tenha postado fotos próprias para confirmar que também foi agredido e, lógico, porque é exibicionista.


IV - Mesmo se todos concordarem, espera até o fim da festa


Exibicionismo? Carência? Descontrolados devem ficar em casa.


Vá ao banheiro de tempos em tempos e se conecte como quem aspira três ou quatro carreiras daquele pó branco. Se tiveres tremores, volte ao banheiro e acesse rapidamente tudo o que deseja, poste o que quiser e saia. Não se esqueça de limpar o nariz, digo, as digitais da tela do smartphone. Quando a festa acabar, não aja como um adicto: conduza o veículo calmamente e tente controlar os movimentos. Em casa, se o descontrole surgir, respire fundo: sempre há um papelote, ops, um teclado disponível, para ocasiões como essa. Se ainda assim for inevitável a queda, aja com decência e desmaie: será levado embora da festa e, no hospital, ficará confortavelmente instalado para se conectar durante o período em que estiver entubado.


V - Não usarás o iPad como similar de domesticação infantil


Almoço na casa da vovó é para conversar, brincar e fazer folia, à moda antiga.


Envie as crianças ao campo: ao campo de futebol, ao Campo de Marte (aeroporto em São Paulo), ao campo do além. Se casa de avó é para confraternizar, não se esqueça que as avós não medem recursos em servir comidas anti-saudáveis, quase envenenadas de tanta caloria. Dê um iPad para cada criança com o Angry Birds instalado. A cada porco tombado, uma criança será salva da obesidade mórbida. Se reprimido, use pássaros raivosos para abater aquele porcino que te acusas.


VI - Não tuitarás durante o casamento; em especial o teu próprio


Todo mundo precisa saber cada segundo da tua vida? Tens certeza?


Evidentemente que todo mundo deve saber de tudo o tempo todo, inclusive naquelas ocasiões em que você, bêbado até a alma, é capaz de voltar aos 2 anos de idade e irrigar seu colchão como se fosse um terreno árido. Poste isso, tuíte o casamento, comente que o vestido da sogra é de uma cor que lhe dá ânsia de vômito e solte impropérios ao padre com transmissão em streaming de vídeo. Aproveite para caluniar padrinhos e, eventualmente, aquele familiar que você odeia. Na saída, tire fotos e as deforme com o Instagram ou qualquer outro recurso e faça comentários abusivos sobre as pessoas. Se tentarem te deter, diga que está em estado de choque porque, afinal, casar é praticamente bloquear o acesso dos 3 mil amigos do Facebook ao seu Messenger e Skype e a toda a sorte de putaria que você pode (não que o faça) fazer no ambiente online.


VII - Só mostrarás o local das férias uma vez, e discretamente


Andar pelo resort de notebook aberto, e falando alto, é superadíssimo.


Caminhe pela praia de zíper ou botões abertos, nade nu, quebre alguns móveis do hotel, brigue com aqueles turistas indesejáveis e nunca, jamais, deixe de certificar-se de que a potente conexão 3G (que venha logo a 4G) esteja em pleno funcionamento em transmissão real time. Grave tudo, faça o upload no YouTube e depois compartilhe pelo Facebook, Twitter e, por fim, poste no seu blog. Guarde tudo em sistemas de armazenamento pagos para ter certeza de que os registros permanecerão até que sua memória se esvaia. Se a polícia for avisada e quiser lhe reprimir por atentado violento ao pudor, diga que é um teste para o próximo projeto experimental de Lars von Trier. Serás perdoado e compreendido.


VIII - Não erguerás o iPad como uma barreira à mesa do café da manhã


Valem para o tablet as mesmas regras aplicadas aos jornais.


Vale o que você quiser. Aproveite-se do recurso que lhe permite girar o dispositivo e ler tanto na horizontal quanto na vertical para, em momentos alternados, mostrar-se ou ocultar-se, tal qual uma dama árabe ao fazer o uso do chador. Você não precisa seguir complicadas regras de etiqueta dado que nunca as seguiu quando usava aquela muralha de papel que era o jornal impresso. Ah! Tempos bons aqueles, que permitiam que se desdobrasse uma cortina para que você não fosse obrigado a ter à sua frente aquela visão dos infernos! Agora, com esse equipamento minúsculo, é incrível como aquela pessoa do outro lado da mesa cresceu e tomou proporções de monstro. Se a pessoa revidar, baixe um aplicativo imediatamente, do tipo daquele que emite um som para repelir inseto, coloque tampões no ouvido e deixe o sistema processar.


IX - Acharás os aplicativos adequados a crianças pequenas


E ficarás junto delas o tempo todo. Ou preferes que abram aquelas galerias de fotos?


Fique longe delas o tempo todo. Te consomem mais do que a bateria do iPad. Deixe que abram as 85 milhões de galerias disponíveis, os 674 bilhões de vídeos do YouTube e as 9,128,634,385,021,567 páginas da internet. Você não é obrigado a garantir proteção contra tanto número. Xingado por detratores, diga que os desenvolvedores de aplicativos gratuitos são os culpados de haver tanta criança pequena no mundo.


x - Respeitarás um dia de guarda durante o qual ficarás desconectado


Semanal, quinzenal ou mensal: o importante é mostrar autocontrole.


Oi?


segunda-feira, 27 de junho de 2011

O primeiro beijo gay da Rede Globo

A maior emissora de TV do Brasil, a Rede Globo, acaba de derrubar um mito e um tabu: exibiu, numa reportagem na última quarta-feira, 22, no Jornal Nacional, em cadeia também nacional, o primeiro beijo gay e, ainda, o primeiro beijo lésbico. Para a Globo, é um avanço e significa, finalmente, que a emissora admite, sem rodeios, que os gays estamos todos aí, na sociedade, exatamente como parte dessa mesma sociedade.


O beijo passou desapercebido para mim e, acredito, para a maior parte das pessoas. A importância do fato, como lembrou o portal de comunicação Comunique-se, está na abordagem da emissora sobre o assunto. O site questionou a Globo sobre a existência de alguma regra para telejornais e outra para as novelas da emissora, as quais sempre tiveram as cenas gays - e de beijos gays - reprimidas.




Casal do Estado de Goiás, abordado pela reportagem, que teve o casamento
cancelado por um juiz preconceituoso e, depois, pode formalizar a união


Em fevereiro deste ano, o diretor da Globo, Luis Erlanger, segundo o portal, afirmou que as cenas não eram exibidas nas novelas apenas para respeitar a classificação etária, e não por proibição explícita. Em resposta ao Comunique-se, a Central Globo de Comunicação respondeu: "Não cabe comparação entre realidade e ficção. É papel do nosso jornalismo noticiar os fatos com qualidade e isenção. E não existem temas proibidos na nossa teledramaturgia. Ao mesmo tempo que a crítica ao preconceito é uma constante, nossa preocupação é preservar a liberdade de expressão artística mas sem levantar bandeiras de comportamento no campo da sexualidade, que é baseada na individualidade. Aqui nosso desafio está em respeitar uma audiência não-segmentada, múltipla em suas expectativas e preferências".


Repito que é um avanço porque a Rede Globo é a emissora que detém o maior share de audiência do Brasil e transmitir as cenas (conforme a foto acima, reproduzida do portal Comunique-se, e a matéria completa, no vídeo abaixo) em cadeia nacional, em programa jornalístico respeitado, é um passo grande para este País que, basicamente, se educa, ainda, pela TV, sobretudo pela própria Globo.





Em tempo: a assimilação dos gays pela Globo, e do beijo gay, se deve, na minha opinião, mais à concorrência do que a uma súbita mudança de comportamento dos executivos globais: uma outra emissora concorrente, o SBT, exibiu, pela primeira vez na história da TV aberta brasileira, o primeiro beijo gay (lésbico) da ficção, na novela Amor e Revolução", no dia 12 de maio deste ano, conforme o vídeo abaixo:





De qualquer forma, parabéns pela iniciativa de ambas as emissoras. Na ficção, pelas novelas, e, o mais importante, na vida real, pelos programas jornalísticos.

domingo, 26 de junho de 2011

Meu rugido dominical



Nesta próxima terça-feira, 28 de junho, celebram-se 42 anos dos eventos que aconteceram no Stonewall Inn, bar e, agora, ícone gay, que fica na 53 Christopher Street, no Greenwich Village, tradicional bairro gay da cidade de New York. Por puro esquecimento, quando estive no TriBeCa Grand Hotel, há apenas 1,1 km de distância, não fui até lá registrar o local histórico, que permanece em atividade até os dias de hoje.


Sem os acontecimentos do Stonewall, a Parada Gay que aconteceu em São Paulo neste domingo, 26, não seria possível. No dia 28 de junho de 1969, o bar Stonewall sofreu uma batida da polícia. É bom recordar que, na década de 60, o homossexualismo, nos Estados Unidos (e em muitos outros países) era considerado uma doença mental.


A batida policial foi feita justamente para prender os gays que estavam no bar por "atos obscenos" ou "imorais". Mas, naquele exato dia, os frequentadores, cansados da atitude policial e social contra eles, resolveram enfrentar a polícia. Os protestos se expandiram de dentro do bar para o bairro e, dali, tomaram corpo em todo o mundo. Foi o primeiro ato de resistência pública dos gays e marcou a reviravolta pelos direitos dos homossexuais. Um ano mais tarde, em 1970, os mesmos frequentadores que haviam confrontado a polícia realizaram a primeira parada gay da história. O canal pago GNT transmite parte dessa história no documentário "A Revolta de Stonewall", na madrugada desta segunda-feira, 27, à 0:30 hora.


Portanto, a Parada Gay de São Paulo, em 15ª. edição, somente existe porque houve, antes, Stonewall. Até o momento, a organização não divulgou os números oficiais do evento, mas, espera-se que os participantes tenham chegado aos 4 milhões de pessoas, número superior ao da edição do ano passado, o que a torna uma das maiores gay pride do mundo.


Com tudo isso, a mesma avenida que serve de cenário principal para a Parada Gay de São Paulo, a Avenida Paulista, foi, entre o ano passado e este ano, palco de vários atos violentos contra os gays. O que significa que, passadas mais de quatro décadas e com o apoio explícito de 4 milhões de pessoas que acompanham a Parada Gay de São Paulo, o preconceito está perto o bastante para que as pessoas vivam suas vidas (sexualmente e integralmente) da forma como quiserem.


Na minha curta estadia em NY, fiquei na região gay por excelência da cidade: entre TriBeCa, SoHo e Greenwich Village. Mas, andei por outras regiões também e o que vi, em toda a cidade, do aeroporto ao Central Park, foi o respeito mútuo. Vi casais gays em todo lugar. E não vi preconceito. Não vi olhares estranhos dirigidos a ninguém. Foi o que eu mais gostei na cidade, conforme postei outro dia.


As relações homoeróticas datam da mesma época do aparecimento do homo sapiens, há mais de 12 mil anos a.C. Por ora admitida (Grécia antiga na Antiguidade), por ora punida (Inglaterra e grande parte da Europa na Idade Média), por ora considerada crime capital, punível de morte (grande parte do Oriente Médio e África nos dias atuais), a homossexualidade sempre provocou reações as mais diversas.


Tenho experiência o bastante para saber que estamos longe de uma vida nova iorquina, infelizmente. Mas, também estamos longe de países como o Egito e o Iraque, que podem conduzir gays à morte apenas pelo fato de serem gays.


Ontem mesmo uma amiga me relatou que, cada vez mais, ela ouve gays se dizerem cansados do apêndice 'gay'. Funciona assim: ele é jornalista e gay. Ou: ele é médico e gay. Ainda: ele é ator e gay. Ninguém diz: ele é piloto e heterossexual. Ou: ele é engenheiro e hetero. Ainda: ela é diretora e hetero.


Eu também estou exausto desse apêndice. É como se a certidão trouxesse inscrita a palavra. Ou como a identidade oficial minha dependesse de ter tal definição para eu ter uma identidade completa.


Não participei da Parada Gay hoje. Por uma série de motivos que não vêm ao caso relatar. Temo que haja uma carnavalização do evento. Ainda assim, muito melhor tê-la, com tanta gente a simpatizar com a gente, que ter apenas o silêncio. Isso não impede, contudo, que, na rotina do dia-a-dia, o preconceito prevaleça. Hoje mesmo, domingo, 26, dois eventos praticamente se cruzaram: um jogo de futebol (Corinthians e São Paulo, às 16 horas, no Pacaembu, que é entorno da Paulista e da Consolação) e a Parada Gay (cujas principais vias são exatamente a Avenida Paulista e a Consolação). Li que os policiais tomariam o máximo de cuidado para que os "dois diferentes públicos" não se encontrassem. Vê? É disso que falo. Enquanto houver, na cabeça das pessoas, "diferentes públicos", não há parada que resolva a parada!


sábado, 25 de junho de 2011

Michael Jackson, dois anos sem

Hoje, 25 de junho, faz dois anos que Michael Jackson se foi, vítima de seu médico e da própria obsessão com a eternidade. MJ vive, no entanto, mais eterno do que poderia supor.


Abaixo, minha homenagem a essa estrela maior do pop que, certamente, brilha nesse firmamento efêmero da nossa própria eternidade.


domingo, 19 de junho de 2011

Meu rugido dominical



Nos últimos dias, dois eventos marcaram a cidade de São Paulo: um apagão parcial por conta de uma chuva mais forte em pleno outono e um caladão parcial no serviço de banda larga da operadora majoritária do Estado.


As duas concessões - de energia elétrica e de telefonia - foram dadas a duas empresas estrangeiras. A primeira, de energia elétrica, foi para a AES Eletropaulo, que é de capital norte-americano. A segunda, de telecomunicações (telefonia, banda larga, banda estreita e TV paga), é de responsabilidade da Telefónica, de capital espanhol.


A primeira foi concedida pelo governo do Estado de São Paulo em 1999, no programa de privatização das estatais de energia elétrica. A segunda foi concedida pelo governo federal em 1998, também dentro do programa de privatização que passou grande parte das empresas governamentais para a iniciativa privada.


Sou absolutamente a favor da privatização. Na minha modesta opinião, as empresas gerenciadas pelo governo são cabides de emprego ineficientes e servem apenas como peso na hora das moedas de troca que ocorrem nos gabinetes e plenários deste País. Claro que algumas áreas, estratégicas, devem permanecer sob o controle do governo. Mas, certamente, áreas como energia elétrica e telecomunicações não devem ficar sob o controle do Estado.


Quem viveu na era pré-privatização, especialmente da telefonia, pode muito bem se lembrar das filas de anos à espera de uma linha telefônica e do quanto era precário o serviço.


O regime de concessão significa o direito que o Estado outorga a uma empresa de capital privado para explorar determinado serviço. Concessão é sinônimo de permissão. Ou seja, é permitido que a AES Eletropaulo e a Telefónica explorem energia e telefonia, respectivamente.


Para que explorem tais serviços, no entanto, as empresas privadas assinam contratos. E, entre as cláusulas contratuais, estão claramente descritas as obrigações. Das quais a principal é fornecer ambos os serviços ininterruptamente, 24 horas ao dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano. Tolera-se um percentual aceitável de inoperância do serviço. Mas, embora eu não saiba qual é o limite dessa tolerância, imagino que os serviços devam ser prestados em 99% do tempo, com 1% de margem para ficar fora do ar.


Ambas as empresas foram privatizadas nos governos estadual e federal do PSDB. A Eletropaulo passou ao controle do grupo norte-americano AES em 1999, sob o governo de José Serra. Antes, em 1998, a Telebrás inteira, que controlava quase 30 operadoras de telefonia estatal, passaram à iniciativa privada sob o comando do presidente Fernando Henrique Cardoso. Portanto, as empresas privadas que operam no Estado de São Paulo vêm dos programas de privatização tucanos.


Com o último apagão da AES Eletropaulo, o atual governador do Estado, Geraldo Alckmin, veio a público reclamar que a empresa não tem sido eficiente no fornecimento de energia, pela qual pagamos um alto preço. O atual governador também é do PSDB.


A Telefónica, que opera em todo o Estado de São Paulo, tem figurado, nos últimos anos, como uma das piores prestadoras de serviço de telefonia no Brasil, nas listas mensais divulgadas pelo Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor (Procon-SP). A empresa nos fornece telefonia, internet (banda larga e estreita) e, mais recentemente, TV paga. Em 2009, a operadora foi proibida de vender novos acessos de banda larga até quer conseguisse melhorar a qualidade do serviço.


Ambas, Telefónica no ano passado e AES Eletropaulo nesta semana, compareceram com anúncios longos na TV para mostrar seus grandes feitos. Ambas se exibiram para o infeliz consumidor e asseguraram que têm feito tudo o que é possível para nos fornecer um serviço com a mínima qualidade.
Num regime de concessão, no limite, as permissões podem ser retiradas dos concessionários. É o que o governo deveria fazer com essas duas empresas que, no Estado mais rico do País, andam a fornecer serviços de terceiro mundo: uma espiada em países como o Afeganistão e você pode constatar: lá, a luz elétrica e o telefone são raridades.


Aqui, de tempos em tempos, esses serviços também são raridades. Basta uma tempestade, a queda de uma linha de transmissão, o roubo de cabos de fibra óptica e pronto! Ficamos todos no escuro e mudos!


Atualmente, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, numa tentativa midiática de se conservar evidente, resolveu defender a descriminalização da maconha (marijuana, beck, baseado ou o que for). Acho louvável sim, a partir do momento em que acredito que a liberação do consumo reduz mesmo o negócio do tráfico. O que acho detestável é que o ex-presidente jamais ousou abrir a boca (a não ser durante a primeira campanha, quando afirmou ter usado maconha) para vir a público defender o tema.


Portanto, creio que o PSDB, como partido que governou o Brasil durante oito anos antes da era Lula, e que tem administrado o Estado de São Paulo nos últimos 16 anos, tem se mostrado completamente fracassado como representante dos interesses do povo.


Primeiro, porque eu mesmo nunca votei no PSDB. Portanto, não os considero representantes das minhas aspirações enquanto cidadão político, embora lhes reconheça a legitimidade. Segundo, um governo é um ente administrativo. Lhe cabe gerenciar a coisa pública. E é tudo o que o governo, notadamente o deste Estado de São Paulo, não tem feito.


Quero luz e voz. Quero qualidade por serviços mais do que taxados. Pago alto pelo consumo de ambos, não tenho muitas opções de escolha (no caso da luz, nenhuma alternativa) e, portanto, quero ligar a luz e tê-la 24 horas. Quero tirar o telefone do gancho e ouvir o som de discar. Quero me conectar ao acesso de banda larga e tê-lo com a velocidade contratada, seja de 1 Mbps, 2 Mbps ou 10 Mbps. Quero o que pago. Se me derem luz, voz e internet, minimamente 23:50 horas por dia, não agradecerei. Não é um presente. É um serviço pelo qual pago.


PSDB, tire suas ancas das cadeiras palacianas, pare de tragar o baseadinho que Fernando Henrique Cardoso resolveu por bem acender, e acenda a luz. Ilumine esse Estado com luz e com internet. Ou ficaremos com a Idade Média do Afeganistão, às escuras.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Gente diferenciada

De New York - São Paulo protagonizou, há umas três semanas, um caso que é bem típico de uma cidade que deveria ser democrática e é pequena, bem pequena, quase que uma província quando se trata de comportamento entre pessoas que pensam que compartilham o mesmo espaço. Pensam porque, quando se dão conta, percebem que se obrigam a esse compartilhamento, o que não vem a ser, portanto, nada democrático. O que é imposto não é espontâneo e, logo, deixa de ser uma reunião civilizada em aglomeração humana e passa a ser um ajuntamento forçado.


O motivo foi funesto: uma associação de bairro, elitista, tornou público o desejo de parte dos moradores desse bairro, considerado elitista (e já por isso não-democrático), de bloquear a construção de uma futura estação de metrô em determinado lugar. Essas pessoas querem mover a estação para alguns metros adiante sob a premissa de que "gente diferenciada" tenderá a ocupar o entorno da estação e, consequentemente, poluirá, com sua diferenciação, a rua, as adjacências e o bairro.


Causou, claro, a maior polêmica e envolveu várias esferas, da pública à privada, e, creio, é na privada que acabará o perverso debate. O governo, anteriormente, cedeu a pressões bairristas e foi capaz de determinar a construção de uma estação de metrô bem distante do local originalmente previsto. Também envolvia outro bairro elitista e as pessoas diferenciadas não eram bem vistas.


A gente diferenciada foi um termo cunhado por uma moradora do bairro citado primeiro neste post e remete a pessoas como as faxineiras, os vendedores ambulantes, trabalhadores de quarto e quinto escalão que, eventualmente, achem por bem escolher o metrô como um meio de transporte alternativo entre tanto outro de que dispomos na província. São gentes diferenciadas justamente que trabalham para as pessoas não-diferenciadas daquele mesmíssimo bairro.


Já trabalhei no bairro em questão. É um dos bairros paulistanos conhecido por abrigar pessoas que têm algo em comum. No caso, os judeus. Que foram, eles sim, tratados como gente diferenciada há pouco mais de meio século atrás. Por muita gente considerada não-diferenciada.


Estou em New York desde segunda-feira e o que mais eu vi, até o momento, foi a verdadeira gente diferenciada. Gente de todos os lugares, culturas, cores. De todas as vestimentas. De chinelo. De bota. Sem camisa. Cobertos até o pescoço. Com cabelos à moda punk ou sem cabelo algum. Gente do mundo inteiro que vive uma democracia de fato. Gente diferenciada sim. Mas, pela diferença de saber conviver num espaço, e não por se achar diferente de outros apenas pelo que cada um tem ou não posses.


Abaixo, slide de fotos que fiz na Times Square e que representam justamente essa diversidade que São Paulo está a anos-luz de ter e praticar:


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sábado, 4 de junho de 2011

Otimismo

Ou é isso ou é o nada, nihil. Coloque em tela grande, aumente o som e enjoy it!



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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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