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quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Dia Internacional do Homem

Me senti meio aquele tipo 'o último a saber': hoje, 19 de novembro, é o Dia Internacional do Homem e eu não fazia a menor ideia de que existia essa data. Mas ainda dá tempo. Portanto, parabéns, homens! Nós também temos o nosso próprio e internacional dia.





O evento foi iniciado em 1999 por Jerome Teelucksingh, de Trinidad e Tobago, e é apoiado pela Organização das Nações Unidas (ONU) e vários grupos de defesa dos direitos masculinos dos EUA, Europa, África e Ásia (não tem representação na América Latina, que falha!).


O objetivo principal da data é, ao contrário do que parece à primeira vista, bem encantador: aumentar a qualidade da saúde do homem, (tentar) melhorar a relação entre homens e mulheres, promover a igualdade entre ambos os sexos e destacar papéis positivos exercidos por homens (em qualquer área).





Essa data se conecta ao "Movembro" (que vem de 'mo', gíria australiana para bigode), evento mundial (que eu também desconhecia por completo) que acontece em novembro de cada ano no qual os homens deixam a barba crescer para alertar sobre os problemas de saúde masculinos. E, ainda, o Dia Internacional do Homem se relaciona ao Dia Mundial da Criança (celebrado amanhã, dia 20), e tem por inferência a paternidade (ainda que eu acredite que tenha mais a ver com o fato de os homens - eu incluso - sermos eternos Peter Pans).


Abaixo, um vídeo do movimento que tem até site: International Mens Day.







Picture

Hoje, 19 de novembro, é dia da bandeira e esta, que estampa o post, é o pavilhão puído que se desfralda no Congresso Nacional, em Brasília. Apropriadamente, o local abriga rotos e esfarrapados.




Foto: Lula Marques/Folha Imagem


Tudo que é sólido flutua no ar

Uma cadeira flutua no ar como o monolito negro de "2001: Uma Odisseia no Espaço". Para obter o efeito, a Toshiba captou imagens por duas câmeras digitais de alta definição acopladas a um balão de gás hélio. A gravação foi feita em parceria com a Nasa, o que coloca a publicidade no plano da estratosfera.


O objetivo da Toshiba foi divulgar tanto as câmeras digitais quanto o novo modelo de TV em alta definição que acabou de lançar. As imagens gravadas foram recebidas por um satélite terrestre e o sistema que gerenciou a captação era baseado em GPS. De 15 em 15 segundos, as imagens eram transmitidas para terra. Abaixo, o vídeo das gravações.


O local em que o balão foi solto fica em um deserto de Nevada, EUA. Ao completar 1 hora e 23 minutos de voo e chegar a 30 mil metros de altura, a cadeira se soltou do balão e se desintegrou no espaço. O balão retornou à Terra em 24 minutos. Imagino o custo de um comercial desse nível. O filme será apresentado na TV europeia e a Toshiba já prepara um outro comercial do mesmo tipo para a linha de notebooks.




quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Nude do dia

Por que os geeks (pessoas obcecadas por tecnologia e afins como games, redes sociais e novidades da internet) são associados a uma determinada atitude conservadora? Talvez essa concepção se explique pelo que essas pessoas, teoricamente, têm de aversão ao ambiente social já que, também na teoria, esses indivíduos passam a maior parte do tempo isolados e entretidos apenas com a realidade virtual.



Tanto isso não é verdade que um escritor geek (!) reuniu jovens que se entendem em linguagem de bits para posarem nus para o calendário beneficente (mais um) "Nude London Tech", cuja renda se destina ao programa "Take Heart India", que oferece capacitação de informática para portadores de deficiência daquele país.














O resultado foram 24 fotografias com alguns geeks que vivem em Londres numa total interação com notebooks e cabos de computador, como você pode ver nas fotos aqui postadas. No vídeo, o making of do calendário. O objetivo, além de arrecadar fundos, é acabar com a ideia de que os geeks são desinteressantes. De minha parte, nunca achei isso, deixo claro desde já. Basta tirar os óculos (se a pessoa os tiver) e, ai, nem sei... O calendário está à venda no site acima citado por cerca de R$ 30.




A interpretação dos sonhos



Nudez pública: indica o desejo de viver com mais liberdade e menos responsabilidade (conforme Sigmund Freud). Ou, melhor, enseja a vontade de mostrar quem realmente somos.


Água: representa o inconsciente (segundo Carl Jung). Se estamos a nadar tranquilamente, significa que estamos prontos para imergir nas profundezas d'alma.


Nadar: a água representa as emoções. Nadar em piscina e, portanto, em águas calmas, representa que as emoções estão tranquilas.





Foram esses os elementos de um sonho - não-recorrente, posto que não me recordo de o ter tido antes ou, pelo menos, se o tive, não o registrei a ponto de lembrar quando consciente - que tive a semana passada e sobre o qual comentei aqui: eu estava na minha rua, e subia em direção à Avenida Paulista, a duas quadras de casa. A uma quadra da Paulista, encontrei com um rapaz que descia a rua completamente nu. Estava molhado e deixava as marcas dos pés descalços pela calçada.


Eu o abordei e perguntei se havia passado a ser comum que as pessoas caminhassem nuas pelas ruas. Ele me disse que sim, que ali, na Avenida Paulista, 900 (prédio da Gazeta), havia uma piscina gigantesca em algum lugar do prédio na qual as pessoas nadavam despidas, completamente nuas. E que, portanto, era usual que as pessoas nas redondezas caminhassem nuas em público.


E que, ao terminarem suas aulas de natação, saiam assim, nuas, a pé, para suas casas. Fui eu mesmo conhecer a piscina e vi que era verdade. Claro que também eu comecei a nadar nu. E, ao sair da piscina e do prédio, fiz companhia para outros colegas de natação que caminhavam para todas as direções - Paulista, Joaquim Eugênio de Lima, Santos, São Carlos do Pinhal, Campinas, Brigadeiro - completamente despidos, apenas cobertos pela água da piscina que ainda escorria de seus corpos. E o sonho se resumiu a isso, apenas.





Em nenhum momento do sonho houve qualquer situação de conotação sexual, fosse desejo, um olhar sobre os corpos despidos ou algum tipo de tara. Nada disso: as pessoas que se dispersavam nuas juntavam-se aos demais transeuntes vestidos e uns e outros - pelados e vestidos - mal pareciam se notar, assim como ocorre com a multidão que se cruza na Paulista o tempo todo. Vestida, por enquanto.


Me lembrei imediatamente do sonho e, desde então, tenho recordado detalhes: a água que escorria dos cabelos do menino que encontrei primeiro, o decalque dos pés na calçada, a piscina gigante no número 900 da Paulista (aliás, um detalhe: estudei exatamente neste prédio, no 5º. andar, quando fiz a Cásper Libero), a cor esverdeada dos azulejos, a água límpida e as pessoas a tomarem elevadores com pisos apropriados e a total naturalidade em mover-se despidas.





Por isso, procurei explicações. Tenho a faculdade de me recordar dos meus sonhos com bastante frequência. E, em alguns casos, me são muito nítidos. Foi o que ocorreu. Conversei com algumas pessoas sobre isso mas ninguém me deu uma explicação aceitável.


Ontem, terça-feira, fui à fnac resolver uma dúvida com o HD portátil que adquiri recentemente e, claro, não resisti, subi as escadas e fui direto aos livros. Quando entro numa livraria, raramente sei o que quero. Mas pouquíssimas, quase nulas foram as vezes em que saí sem um livro ou diversos nas mãos.





Não foi diferente desta vez: comprei "A Educação Sentimental" - Gustave Flaubert - editora Nova Alexandria - 413 páginas -, numa edição capa dura primorosa. E já ensaiava deixar para trás os livros quando me dirigi à seção das ciências humanas - Filosofia, Psicologia, Sociologia. E é sério! Um dos primeiros livros com o qual me deparei foi "A Interpretação dos Sonhos", de Sigmund Freud.


Ainda circulei por entre as estantes antes de me decidir. Na prateleira imediatamente em frente a este livro, estava a obra completa do pai da psicanálise. Me agachei para olhar - são, talvez, uns 30 volumes, que compreendem a obra completa do psicanalista - e puxei um dos 30 ao acaso. E, sem surpresa, retirei exatamente "A Interpretação dos Sonhos", volume X (acho, não me lembro, que vai até 1900). Porque o volume XI vai de 1901 a algum ano entre 1920 e 1930.





Não havia engano. Relutei, peguei o livro (edição integral, não a edição de volumes em separado) e perguntei ao atendente se havia mais algum livro daquele disponível. Não, me disse, temos apenas este. A minha relutância se devia ao fato do livro estar com aspecto de mostruário. Certamente, outros potenciais clientes o folhearam por curiosidade e o deixaram. Entre minhas manias, está a de comprar livros o mais minimamente manipulados por outras pessoas. Quase livros virginais.


Voltei ao atendente e insisti e comparei com as edições em volumes separados. Ele me disse que aquele volume que eu tinha nas mãos era o único e integral. Satisfeito em derrubar todas as eventuais restrições que eu mesmo havia colocado, saí e me dirigi ao caixa do andar de baixo. Não sem antes comprar, ainda, a revista "Prazeres da Mesa", edição de novembro, que as tenho quase todas.


O livro que agora jaz na minha mesa - folheei repetidamente e não encontrei exatamente o significado do meu sonho - é "A Interpretação dos Sonhos" - Edição Comemorativa 100 Anos - Sigmund Freud - editora Imago - 595 páginas. Me custou R$ 115. Claro que eu já conheço o livro, cuja reputação está amplamente assentada não apenas na área de psicologia e psicanálise, mas no sentido mais amplo do conhecimento popular. Sobremaneira, as pessoas costumam relacionar com relativa frequência Freud aos sonhos. "Freud explica", dizem, quando se esquecem de dizer "Deus sabe o que faz". Portanto, o livro e teor não são desconhecidos para mim.





Desconhecido é o fato de acontecimentos circulares e sem aparente correlação terem se encadeado de forma que, agora, lerei Freud à luz do meu sonho. Ou, melhor, lerei a obra mais querida do autor (assim considerada por ele mesmo) com olhos de lince, a apurar os contornos, entornos e significados expressos ou ocultos de cada oração e parágrafo do livro em busca de respostas. Se não para o sonho que pontifica este post, para outras buscas.


Postulo, com isto - a aquisição do livro -, nada mais nada menos do que respostas que, aparentemente, o consciente não mas têm dado. Talvez o inconsciente o faça. E, se não o fizer e me deixar com as minhas constantes e inquietantes questões, ainda assim me adicionará mais repertório. Nem que seja para encher linhas de textos como essas.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Gallery

O destino do alemão Anton Raphael Mengs (1728-1779) estava traçado desde o nascimento: recebeu como nome de batismo um duplo apêndice. Anton veio de Antonio Allegri (pintor mais conhecido como Correggio) e Raphael, obviamente, veio de Rafael. Com esse duplo estandarte, Mengs pintou não apenas o sete. Pintor neoclássico, se mudaria para Roma e, mais tarde, para Madri, onde se tornaria artista oficial da corte espanhola e do rei D.Carlos III.


O quadro que estampa este post é "Perseu e Andrômeda" ("Perseus and Andromeda") e tem uma trajetória bastante tumultuada: foi feito entre 1774 e 1777, sob encomenda do lord britânico sir Watkin William Winn (precursor da WWW?!). Mengs produziu a pintura em Roma e, durante a transferência da obra para a Inglaterra, o navio que a transportava foi capturado por piratas e a carga, "Perseu e Andrômeda" incluso, foi vendida no porto espanhol de Cádis ao ministro da marinha francesa. O ministro levou a tela para Versalhes e, por fim, o quadro foi comprado por Catarina II, imperatriz da Rússia.





Na tela, enquanto Andrômeda encobre-se por pudor, Perseu está pronto para o interlúdio amoroso que ocorrerá. Portanto, o Cupido sai de cena. O dedo indicador de Perseu aponta para o monstro marinho que ele abateu para salvar a amada. Perseu usa a sandália alada de Mercúrio, o elmo e espada doados por Atena e segura as rédeas do cavalo alado Pégasus.


A obra faz parte, atualmente, do acervo do Museu Hermitage de São Petersburgo, na Rússia.


segunda-feira, 16 de novembro de 2009

Não é trabalho, é tara!

Pelo terceiro ano consecutivo, volta a ser editado o já controverso e também popular calendário Mormons Exposed. São 12 bonitões (dos quais seis estão estampados neste post) que não se acanham em mostrar partes do corpo em poses inspiradas na história "Capitão Moroni e o Título da Liberdade", do Livro dos Mórmons.



A produção do calendário foi feita por Arnold Friberg e os 12 modelos são missionários mórmons legítimos que serviram missões em tempo integral para a Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Este ano, o tema é "Men on a Mission".










Abaixo, o vídeo promocional. O objetivo do calendário, aparentemente, é atrair mais fiéis para as hostes dos mórmons. Aqui entre nós: isso não é trabalho, é tara! Tanto de quem produz quanto de quem consome, né? E, affeee!!!, de quem repassa também...





Não é tara, é trabalho!

Se você estiver em Londres, for ao supermercado e encontrar com um sujeito estranho que olha longamente para os vegetais e verduras, não se preocupe: não é uma tara nova, é apenas trabalho. O fotógrafo Carl Warner passa horas em observação de legumes, frutas e vegetais para, depois, fotografá-los e, com eles, montar imagens que mais parecem paisagens pintadas à mão.


São tempestades feitas de couve, florestas com árvores de brócolis e colinas de batata cozida. Tudo comida de verdade. São as 'foodscapes' - paisagens de alimentos.


O trabalho de Warner é bastante requisitado pela publicidade das companhias de alimentos e, para resultar nessas belas imagens comestíveis, o processo é bastante lento. São dois ou três dias para construir, retocar e refinar alimentos e imagens. O resultado final é lindo. Para ser apreciado pela visão e pelo paladar.


















domingo, 15 de novembro de 2009

Meu rugido dominical




Assisti a um filme sobre cyberterrorismo em que um supercomputador começa a disparar ordens por vontade própria e parece ter o controle absoluto sobre todas as demais máquinas - semáforos, circuitos internos de TV, transporte de cargas automatizado etc. Não é novidade. Trata-se de um clone de longa linguagem iniciado desde que "2001, Uma Odisseia no Espaço" lançou a ideia original. De réplica em réplica, uma sequência de "Matrix" ou "Big Brother" sem muita novidade.


E me ocorreu que, assim como acontece com os filmes, o cérebro deveria ter um processador central que controlasse tudo. Aparentemente, o software que nos impulsiona mistura hardware e programas: um é o cérebro, inteligência central da máquina-corpo que, na teoria, deveria fazer de tudo para que agíssemos certo. Mas os softwares, centralizados por uma memória volátil chamada 'coração', tendem a agir por conta própria. O outro, o hardware, é o corpo que ora padece, ora compadece, ora aparece nessa estranha estrutura incontrolada pelo coração, mais conhecido como 'alma'.


Ao fazer isso, nossos próprios softwares expõem-se de forma bastante arriscada a invasões, bugs e hackers. Racionalmente, levantamos muros de proteção (firewalls) e filtros que, de novo na teoria, teriam que aparar os golpes e nos preparar para os ataques que virão.


Ocorre que, como ouvi em outro filme, tudo é tão excitante que preferimos o risco de morrer a não ter aquilo que, acreditamos, nos é, naquele momento, tão atrativo que riscos e perigos, a despeito dos cálculos precisos do processador-cérebro, passarão ao largo de quaisquer iniciativas preventivas e de alerta.


Queria que meu coração sempre seguisse o que o cérebro, sofisticada peça que procura antever eventuais falhas, avisa em letras garrafais e vermelhas: "Atenção! Você tem certeza que deseja deletar esse arquivo-procedimento-atitude?" E você tem apenas dois caminhos: sim/não. Como naquelas encruzilhadas de filmes (os filmes são recorrentes neste rugido) pelas quais se você pega o lado esquerdo, corre o risco de enfrentar o vilão e, ao pegar o lado direito, cai numa cilada.


Quer dizer, não existe um caminho. Não existem GPS na vida real que orientem em voz metálica: siga à esquerda, à direita, avance 100 metros, pare, estacione. Nada disso. Por mais que sejamos racionais, cada passo é tomado pela irracionalidade: uma distração, um passo em falso e, pronto! A queda, o vazio, o terror.


Claro, vai um pouco de exagero. Tendo sempre a me exprimir por extremos quando quero definir um conceito. Mas é mais para exemplificar. O que quero dizer é que nem milhões de sinais sinalizadores são capazes de nos fazerem seguir pelo caminho que seria o certo. Porque não há caminho certo. E, portanto, exatamente por isso, o corpo, o coração e o cérebro não agem feito supercomputadores que controlam tudo.


O imponderável sempre será um fator. Eu quero isso, você aquilo. Nasce o conflito. Para se chegar a uma solução, há que se debater. Alguém prevalecerá. Ou, ainda, um consenso que esteja bom para ambas as partes.


Não se trata aqui de um tema pontual que esteja a acontecer comigo. Não é nada disso. É sobre algo mais abrangente. Sobre a vida que, pretensamente, cada um de nós escolhe viver. Digo pretensamente porque desconfio que por detrás da arbitrariedade de escolher A ou B, acho que como pano de fundo há sim uma célula-master a nos controlar.


Por que então nos arrependemos? Por que, às vezes, voltamos atrás em alguma decisão? Por que paramos para pensar em algo que já aconteceu se não temos o poder de fazer nada para inverter a situação? Acho que são bugs da máquina humana. São resquícios de arquivos corrompidos os quais, por mais varreduras que se façam, continuam a fazer parte do todo.


São extensões de arquivos que o processador central não nos deixa deletar. E há aqueles pequenos arquivos que deletamos rotineiramente e que, como mágica, ressurgem em memória flash, do nada.


O 'se' é uma condicionante amarga: sempre paira um 'se' numa ação ou comportamento. Jamais consegui tomar uma decisão e depois deixar de repensá-la com base no 'se'. Como avaliar sem a precisão de um computador 'se' as possibilidades de 'X' são melhores que as de 'Y'?


Este post, como eu disse, não trata de nada pontual. É sobre as minhas próprias escolhas de vida: de profissão, de vida privada, pública, de quem e como eu sou. De dúvidas sobre tudo. Sem certeza de nada. Não tem nada de absoluto. Antes, existem mais absurdos. Mas não há como usar uma máquina daquelas mostradas em "De Volta Para o Futuro" e fazer o tempo ser outro, com novas escolhas, pessoas e, finalmente, uma vida nova.


Esses dias, comentei com uma amiga que quero fugir e fazer de conta que não é comigo. Uma fuga metafórica, dessa vida a qual, neste momento, eu não gosto nem um pouco. Mas fui eu que a escolhi. Mas nem por isso tenho que esconder a insatisfação. Também posso querer, por alguns instantes, trocar de vida, ser um outro.


Garanto que muitas pessoas compartilham dessa fantasia: ser uma outra pessoa, com outros padrões, outras escolhas, outros começos e finais. Dizem que a vida é uma festa. Discordo completamente. A vida é mais intervalo entre as festas do que as próprias festas. E vivemos em suspenso à espera de festa e, entre os longos períodos que conectam uma festa à outra, é que a vida se realiza, para o bem e para o mal.


Porque, para as festas, nos preparamos, nos trajamos, vestimos roupa e cara novas e somos, afinal, um outro ser. Quando nos despimos da luz, dos rostos banhados de expressões alegres e do figurino de gala, a vida real volta como um choque. Eletrocutados pela realidade, pelo padrão que nos cerca, não há festa que tenha durabilidade suficiente para que se chegue à nova festa sem antes se chamuscar.


Portanto, seria bom que processadores nos anestesiassem e prevessem curto-circuitos. Estaríamos mais aptos a receber essas descargas elétricas sem o pavor do susto e a consequente sensação de queda.


Acho mesmo que até somos bastante similares aos softwares. E que travamos ou não. Que retardamos ou não a ampulheta e, por vezes, giramos e giramos até quem se 'reinicialize' o sistema operacional interno. Por favor, chame o help desk de alma já porque os circuitos da minha placa estão 'dando pau'.

sábado, 14 de novembro de 2009

A confeitaria da separação

Creio que fazer lindos e grandiosos bolos para celebrar casamento é uma iniciativa praticamente universal. Quase sempre podemos ver, em filmes, as pessoas de várias partes do mundo celebrarem as bodas com serviços de mesa onde, ao final, o bolo sempre é o destaque.


Agora, por que não celebrar em alto estilo a desunião, a separação ou o divórcio? Se comemorar o casamento pode ser bonito e doce, talvez seja ainda mais necessário fechar determinados ciclos da vida com uma festa e, de preferência, com um toque grandioso que enterre qualquer resquício daqueles que se foram. Abaixo, cinco bolos de separação. É um esmero da confeitaria para ficar óbvio que nada é para sempre, nem mesmo esse símbolo de união e doçura.







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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)
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