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quinta-feira, 10 de dezembro de 2009

A Single Man

Depois de muito barulho por nada, aparentemente, em relação ao filme brasileiro "Do Começo Ao Fim" (somente li críticas negativas de blogueiros - incluso os gays - que mais valem do que os críticos de cinema), creio que este, sim, é um filme que vale a pena ser assistido. É "A Single Man", primeiro filme dirigido pelo estilista Tom Ford. A estreia ocorre nesta sexta-feira, nos EUA.





E um dos grandes trunfos do filme é o ator Colin Firth, que interpreta o protagonista - George, um professor inglês homossexual nos anos 60 em luto pela morte do seu companheiro de 16 anos em função de um acidente. A crítica tem sido completamente conquistada pela atuação de Colin Firth e já há quem fale em Oscar. Colin é conhecido: fez Marc em "O Diário de Bridget Jones", Jamie em "Simplesmente Amor" e Brown em "Nanny McPhee" (no Brasil, "Nanny McPhee - A Babá Encantada").





Particularmente, gosto mesmo é da atuação de Colin em "Simplesmente Amor" ("Love Actually" e, em Portugal, "O Amor Acontece"). No filme, Colin é um escritor que se apaixona por Aurélia, uma garçonete portuguesa. OK, adoro a cena em que ele vai em busca dela. #prontofalei!


Mas não quero divagar. Colin Firth já ganhou o prêmio de melhor ator no Festival Internacional de Cinema de Veneza por "A Single Man". Sobre o papel, Colin disse que fazer o personagem - que tenta acabar com uma vida triste por meio do suicídio - foi "uma perturbação de riquezas, uma chance que, apesar dos 20 anos de carreira, dificilmente aparece". "A Single Man" levou também o Leão Gay 2009 de melhor filme de temática homossexual.





"Apesar do exterior contido desse homem, ele experimenta desespero, lascívia, frivolidade, raiva, medo, anseio, remorso, ternura - a lista de emoções é extraordinária. Não me lembro da última vez que levei um filme nas costas. Ter uma história de um homem confiada a mim é algo muito raro", afirmou o ator, em entrevista.


terça-feira, 24 de novembro de 2009

Avatar

"Avatar" é o primeiro filme de James Cameron desde que o diretor levou o arrasa-quarteirões (e navio) "Titanic" às telas. Depois de vários revezes, espera-se que "Avatar" chegue ao cinema daqui a pouco menos de um mês, no dia 18 de dezembro (em estreia mundial, inclusive no Brasil).





O roteiro começou a ser escrito por James Cameron em 1995, baseado na sua própria experiência de ficção científica consumida desde que era criança. O texto somente foi finalizado em 2006, com a preciosa colaboração de um linguista da University of Southern California (USC) para criar o idioma dos extraterrestres. Cameron já havia tentado produzir o filme antes, e não foi bem-sucedido. Agora, declarou que, caso "Avatar" faça carreira de sucesso, está disposto a fazer ao menos duas continuações.


O filme foi feito em 3D e os atores foram transformados em versões digitais por captura de movimento. Essas técnicas foram aprimoradas de outros filmes que usaram tecnologia 3D. O orçamento inicial, apenas a execução do filme, foi de US$ 237 milhões, a quarta produção mais cara da história do cinema. E é também a primeira produção cinematográfica que não é considerada apenas mais uma animação digital.





A história de "Avatar" começa na Terra com Jake Sully (Sam Worthington), um soldado que perdeu os movimentos da perna e se sente vazio, sem perspectivas. Quando surge a oportunidade de explorar minas no planeta Pandora, Jake Sully não hesita em fazê-lo, em atitude evidentemente auto-destrutiva - 'a vida não importa'. Pandora é um planeta ao mesmo tempo exuberante e hostil. O ar é venenoso para humanos e as plantas e criaturas nativas são predadoras e perigosas. Os nativos - humanóides azuis com 3 metros de altura, chamados de 'Na'vi' - não gostam da invasão de homens e máquinas em Pandora. Mas o interesse por Pandora tem um motivo: somente no planeta poderá ser encontrado um mineral que revolucionará a produção de energia na Terra. Bem, era mais fácil ter optado pelo álcool brasileiro, mas, enfim, não haveria 'Avatar' se assim o fosse.





Para proteger os trabalhadores humanos das minas de Pandora, não bastam os exércitos tradicionais. Para tanto, um programa de clones, chamado 'Avatar', que combina o DNA de humanos e de Na'vi, foi criado. A partir daí, se desenvolve a trama do filme. O cenário é, praticamente, baseado todo em Pandora: lua que orbita em torno do planeta Poliphemus da constelação Alfa Centauri. No elenco, alguns nomes conhecidos como Sigourney Weaver, talvez pela experiência com 'Aliens', vive a doutora Grace. E também Michelle Rodriguez, a encreiqueira atriz que bebe e vai presa a todo o momento e que os brasileiros conhecem pela personagem Ana Lucia de "Lost".


Ontem, 23 de novembro, foi divulgado mais um teaser de 'Avatar', que você pode assistir abaixo.






E os demais vídeos já divulgados pela produção:









sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O fim do começo

Adorei! Amo esse tipo de paródia e, particularmente, de Las Bibas From Vizcaya. Vi lá no blog do Celso Dossi e não resisti a reproduzir a versão de traz para a frente do filme "Do Começo ao Fim" (ao qual eu, ao contrário do Celso e de outros blogueiros, não fui convidado para a cabine de blogueiros e jornalistas; ai que raiva!). Repare até a indicação das salas de cinema: 'no cine do Gay Caneca'. Perfeito!






terça-feira, 3 de novembro de 2009

Prince of Persia: Sands of Time

A Walt Disney Pictures liberou o primeiro trailer do filme "Prince of Persia: Sands of Time" ("Príncipe da Pérsia: as Areias do Tempo"), baseado na série de games de mesmo nome, lançados a partir de 1989. O game foi adquirido pela Ubisoft em 2003. E é o jogo lançado em 2003 que agora vira filme da Disney.





O longa-metragem é dirigido por Mike Newell (o mesmo de "Harry Potter e o Cálice de Fogo") e protagonizado por Jake Gyllenhaall ("O Segredo de Brokeback Mountain") A previsão de estreia é no dia 28 de maio do ano que vem, no mercado norte-americano e, segundo pesquisa divulgada nos EUA, "Prince of Persia" é o sétimo filme mais aguardado pelo público.





Eu já joguei dois games em PS2 dessa série - o próprio "Prince of Persia: Sands of Time" e "Prince of Persia: The Two Thrones" (de 2005) - e gostei bastante.








sexta-feira, 30 de outubro de 2009

I Love You Phillip Morris

Enquanto não estreia "Do Começo Ao Fim" (a última previsão é para o dia 13 de novembro), podemos ficar com um outro filme, "I Love You Phillip Morris" (não confundir com o fabricante do cigarro Marlboro), estrelado por Jim Carrey e Ewan McGregor, com a participação do brasileiro Rodrigo Santoro (foto abaixo).  A primeira sessão acontece neste domingo, 1º., e vai até a próxima quinta-feira, 5, dentro da programação oficial da 33ª. Mostra Internacional de Cinema de São Paulo.





O filme "I Love You Phillip Morris" conta a história de Steve Russel (Jim Carrey), um policial texano que decide fazer o outing (sair do armário). Mas, descobre que, além de ser gay, sê-lo exige dinheiro. Russel passa a fazer trapaças e cometer fraudes para manter o alto padrão de vida e acaba preso. Na penitenciária, conhece Phillip Morris (Ewan McGregor), um sensível companheiro de cela por quem se apaixona.





Quando Morris sai da prisão, Russel foge quatro vezes para se reunir com o amado. O filme é baseado numa história real e a direção é de Glenn Ficarra e John Requa. A produção é norte-americana, de 2009, e o filme estreou pela primeira vez no Sundance Film Festival. Abaixo, dois trailers de "I Love You...": um com legendas em português e o outro para a divulgação oficial em Cannes, na França, de melhor qualidade, com legendas em francês.







segunda-feira, 26 de outubro de 2009

O ridículo das religiões

Há dias que algumas coisas nos são entregues assim, de supetão. Tanto melhor. Como assinante da TV paga brasileira, devo dizer que o serviço é ruim: caro, cheio de repetições sem fim de filmes e séries, com mais breaks do que conteúdo (exceto pelos canais premium) e, a despeito da centena de canais, há momentos em que, definitivamente, não há nada de útil para se ver.


Entre um zapear e outro interminável pelo mar de canais, de repente, me deparei com "Religulous" ("Irreverente", no Brasil, na péssima tradução). O misto de documentário/comédia é uma produção de 2008 protagonizada pelo comediante norte-americano Bill Maher e dirigida por Larry Charles (por referência, é o mesmo diretor de "Borat"). O título original do filme deriva das palavras inglesas 'religion' e 'ridiculous' (religião e ridículo, respectivamente). Assim, o documentário/comédia se propõe a analisar e satirizar a religião (todas) e as crenças religiosas (todas).





Para isso, Bill Maher vai a lugares como Jerusalém (católicos, muçulmanos e judeus), Vaticano (católicos) e Salt Lake City (mórmons) e entrevista, entre outros:


- A mãe e a irmã.
- Um ex-satanista.
- Um franciscano que diz que a homossexualidade é aceitável segundo a Bíblia.
- Um pastor cujo objetivo é ajudar as pessoas a superar sua homossexualidade.
- Um cientista a quem é creditada a descoberta de um gene gay.
- Um jornalista secular.
- Um senador democrata dos EUA.
- Um criacionista.
- Um rabino.
- Um profeta que se diz a reencarnação de Cristo.
- Uma política holandesa.
- Um rapper britânico muçulmano.
- Um ativista radical judeu.
- Os proprietários de um bar gay muçulmano de Amsterdã.


Não vou entrar no mérito dos métodos de Bill Maher. O comediante não é truculento com os entrevistados. Ao contrário, prefere, algumas vezes, retirar-se. Mas a edição do filme eu achei brilhante porque anula os fundamentos das religiões seculares. E mostra a falta de consistência para subsidiar a fé do humano no divino. Não que eu precise de mais elementos os quais eu mesmo tenho capacidade de avaliar. Mas é de uma clareza, para mim, bastante elucidativa.


Principalmente quando mostra, em Dorset, na Inglaterra, a figura de um gigante  - o Cerne Abbaa Giant, The Rude Man, que está incrustado na montanha e seria símbolo de fertilidade (veja a foto e o tamanho correspondente do órgão genital do Rude Man). Esse gigante, embora não se saiba sua origem, têm sido praticamente objeto de culto na região e também por visitantes há milhares de anos. O comediante chama a atenção para o fato desse culto se assemelhar a uma religião porque, embora as pessoas não saibam dizer porque tal figura existe, continuam a cuidar da vegetação e da própria incrustação porque 'sempre foi assim'.





Obviamente, esse argumento é por demais simplista para correlacionar fé e religião. Mas coincide com um argumento que me é muito mais caro: os gregos e romanos adoravam a vários deuses; os gentios adoravam bezerros de ouro; os índios brasileiros adoravam (e talvez alguns ainda o façam) o sol, a lua e o trovão como deuses. Todos esses povos eram politeístas (vários deuses). As religiões monoteístas (um só deus) nasceram da necessidade dos líderes (políticos) de canalizar a fé das pessoas numa só direção, voltada sobretudo a objetivos políticos que se movem - e à fé do humano - conforme seus interesses. Caso mesmo dos muçulmanos, dos cristãos, hindus e tantas outras crenças.


Na faculdade de jornalismo, tive uma professora de antropologia com o qual eu debatia essa necessidade do humano em ter acesso ao divino. A explicação nunca foi totalmente conclusa para mim mas girava em torno do fato de nos exasperarmos ante nossas próprias limitações e, pior, ante nosso próprio fim com a morte. Para não ficarmos submetidos a esse triste e inglorioso fim (ou, no caso dos povos politeístas, por não dominar o conhecimento dos elementos naturais), inventamos o místico.


De qualquer forma, o filme é bastante claro e cabe a cada telespectador, na medida da sua fé - ou falta de - concordar ou discordar dos argumentos do comediante. Eu gostei e concordo. Abaixo, um pequeno trecho do filme.





sábado, 10 de outubro de 2009

De olhos bem abertos, o cinema pode ser um nuovo paradiso



Três filmes assistidos do último sábado para cá fizeram com que eu pensasse em como alguns pensamentos e conceitos, de repente, unem-se para dizer alguma coisa. Não programei nada: simplesmente aconteceu. E isso é o inusitado. Sempre que o inesperado se interpõe à nossa frente talvez seja, não sei por quais mecanismos, para nos dizer ou nos fazer ver algo.


O primeiro filme foi 'Zeitgeist'. Longo - são mais de duas horas ou 122 minutos -, 'Zeitgest, The Movie' foi produzido em 2007 por Peter Joseph e aborda temas como o cristianismo, os ataques de 11 de Setembro e o Federal Reserve, dos EUA. Foi lançado somente em versão online pelo Google Video. Em 2008, foi lançado um segundo filme, em continuidade ao primeiro, chamado 'Zeitgeist:Addendum', com foco em outros pontos: globalização, manipulação do ser humano pelas grandes corporações e a insustentabilidade material e moral da humanidade.





Mas não foi no último sábado que 'Zeitgeist' me foi introduzido: eu conheço e já havia assistido ao filme no início do ano passado, quando um amigo virtual me falou sobre o vídeo. Uma pausa: sinto falta desse amigo que sumiu, aos poucos, até que desapareceu do meu horizonte virtual. Saudade das nossas conversas online e uma enorme frustração por, afinal, não termos nos conhecido pessoalmente quando poderíamos tê-lo feito.


Quando vi o filme pela primeira vez, fiquei pasmo pela amplitude de 'Zeitgeist'. Esse filme diz muito da contemporaneidade e das incertezas que nos cercam a nós, a humanidade, com nossas inexoráveis questões sobre nossa tênue existência na linha do tempo. 'Zeitgeist' é estruturado em três seções:


- Primeira parte: 'The Greatest Story Ever Told' ('A Maior História Já Contada'), que começa aos 13 minutos. Essa seção faz uma avaliação crítica da religião, sobretudo em relação ao cristianismo. Sugere-se que Jesus é um híbrido literário e astrológico e que a Bíblia é uma miscelânea de histórias baseadas em princípios astrológicos pertencentes a civilizações antigas (como o Egito). O filme mostra o movimento do sol e das estrelas e remete às religiões pagãs (ou pré-cristãs). Apresenta várias semelhanças entre a história de Jesus e a de Hórus, deus-Sol egípcio que tem vários pontos de contato com o messias do cristianismo.


- Segunda parte: 'All The World's a Stage' ('O Mundo Inteiro É Um Palco'): a partir dos 40 minutos. Nessa seção, 'Zeitgeist' aborda os ataques de 11 de Setembro de 2001 e sugere que o governo dos EUA tinha conhecimento prévio desses ataques e que a queda das Torres Gêmeas do World Trade Center foi uma obra de demolição encetada pelo próprio governo norte-americano. Faz, ainda, conexões entre as famílias Bush e Bin Laden, parceiros comerciais de longa data, e mostra testemunhos sobre explosões internas e sabotagens no episódio do World Trade Center.


- Terceira parte: 'Don't Mind The Men Behind The Curtain' ('Não Se Importem Com os Homens Por Detrás da Cortina'): a partir de 1:14 minutos. Essa parte aborda o sistema bancário mundial e o domínio que esse setor exerce sobre a mídia, inclusive por meio de atos criminosos. Fala sobre o FED (Banco Central dos EUA) e sobre os lucros obtidos pelos bancos, de forma geral, com a I e II Guerras Mundiais, com a Guerra do Vietnã, do Iraque e do Afeganistão. Aponta, ainda, para uma potencial invasão da Venezuela para o controle sobre o petróleo e também sobre o comércio de armas. Segundo o filme, os banqueiros mundiais estão em processo de criação de um governo unificado mundial. É uma teoria da conspiração.


Abaixo, os filmes. Se você tiver tempo e disposição, assista. Para saber do que se trata e concordar ou discordar da abordagem de 'Zeitgeist'. Eu o assisti na TV no último sábado, por meio de download em DVD, e mal dava para ver as imagens e legendas. Recomendo que você o assista na tela do computador mesmo para manter a qualidade. 'Zeitgeist', como eu disse, é longo: 122 minutos. Também posto aqui a continuação - 'Zeitgeist:Addendum', tão longo quanto o primeiro: são 116 minutos. No total, são quase quatro horas de filme.









O segundo filme sobre o qual quero comentar é 'Número 9' ('The Nines', EUA, 2007, dirigido por John August). O protagonista é Ryan Reynolds, em três interpretações que me surpreenderam, já que Ryan é mais conhecido por papéis algo canastrões (em filmes como 'O Dono da Festa', 'Quando a Vaca Vai para o Brejo' e 'Até Que os Parentes Nos Separem' - veja as fotos na sequência). Em 'The Nines', um ator problemático (Ryan), uma apresentadora de um programa de entrevistas na TV e uma conhecida criadora de jogos para videogame têm suas vidas cruzadas por acontecimentos misteriosos, ligados ao número 9.





Assim como 'Zeitgeist', 'The Nines' tem três histórias distintas, aparentemente sem ligação entre si. Na primeira parte, Ryan Reynolds é Gary, ator de TV famoso que, após perder a namorada, abusa das drogas, é preso e condenado à prisão domiciliar, inclusive com o uso da tornezeleira eletrônica que emite um sinal de alarme quando ele ultrapassa os limites estabelecidos pela justiça.


Na segunda história do filme, Ryan vive o criador de um reality show que acompanha as gravações do processo de criação e de aceitação de um programa de TV pela emissora e os eventuais conflitos entre o roteirista (Ryan) e os executivos da emissora.


Por fim, a terceira parte mostra uma família - pai, mãe e filha - presa numa reserva florestal por conta de um problema com o carro. Ryan vive o pai. O filme é aparentemente desconexo. Mas, de uma forma estranha, me disse muito sobre a identidade do ser humano e, ao contrário de 'Zeitgeist', passa ao largo de potenciais teorias conspiratórias para definir que as únicas conspirações existentes são as que imaginamos, sejam reais ou fantasiosas.





Fiquei bastante comovido com o filme e com a capacidade de irmos e voltarmos em nossas mentes para, no final das contas, nos darmos conta de que o que importa é o que temos, e não aquilo que almejamos. É algo simplista mas eficiente. Esse filme eu o assisti durante a semana, numa daquelas crises de insônia que se me abatem durante as madrugadas. E já não sei se tenho insônia ou se me comporto feito aquelas crianças que combatem o sono e, com isso, adquirem o hábito da insônia.


Digo isso porque, na mesma madrugada, ao zapear pelos canais depois do término de 'The Nine', encontrei 'Maurice'. Quer dizer, reencontrei. Já lá se vai mais de uma década desde que assisti ao filme no cinema e, ato contínuo, comprei e li o livro. E, de alguma forma simbólica, 'Maurice' fechou a trindade de filmes - 'Zeitgeist', 'The Nines' e 'Maurice'. Cada um com uma essência, um conceito, uma forma diferente de explicar, ou tentar explicar, o mundo. Cada um em busca de soluções.






'Maurice' (1987, Inglaterra, dirigido por James Ivory) se passa na Inglaterra vitoriana de 1900 e conta a história de Maurice (James Wilby) e Clive (Hug Grant). Ambos estudam juntos e descobrem que estão apaixonados um pelo outro. Enquanto Maurice se atira na paixão, Clive se retrai e os dois mantêm um amor platônico, sem sexo, pelo temor de serem descobertos numa época em que, na Inglaterra, o homossexualismo era crime e os 'criminosos' eram punidos de forma severa, inclusive com o repúdio da família. Enquanto Clive se força a um casamento de fachada para atingir ambições políticas, Maurice jamais consegue se libertar da sensação de estar deslocado dos verdadeiros sentimentos. E é nessa busca que Maurice encontrará respostas onde jamais imaginou. O filme fala sobretudo da aceitação de si mesmo e do que é preciso, enfim, para encontrar a felicidade. Comovente, une-se aos demais filmes relatados por este post - 'Zeitgeist' e 'The Nines' - na mesma busca: por respostas.





O que me levou a fazer tão extenso post é a união de três filmes, do cinema mesmo, em torno de temas que me são caros e que querem, apenas, respostas: de sentido, de identidade e da vida na mais pura concepção do cotidiano. Na verdade, a aparente complexidade dos temas propostos pelos filmes não passa de uma questão bem mais simples: a de que as respostas estão sempre em nós mesmos e na forma como abordamos, ou não, essas questões.


Foi uma semana produtiva no contexto fílmico, a despeito de muito trabalho e um stress crescente pelo pouco tempo que tenho em fazer as coisas que realmente importam. Mais: os filmes me fizeram alongar a mente ao invés de me perder em divagações subjetivas. Não obstante o fato de debaterem justamente a subjetividade, conseguiram, de alguma forma, me serem, os três filmes, mais objetivos do que eu previa. Simples assim!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Do começo ao fim

O que é o amor? Alguém é capaz de me dar uma definição ilimitada sobre o que é o amor? De simplesmente exterminar as convenções e dizer: "isso é amor". E pronto! No seriado 'True Blood", uma demoníaca criatura que vibra, literalmente, e faz com que sentimentos os mais primitivos - sexuais, violentos - aflorem nas pessoas, defendeu, em episódio recente, que o estado de natureza, do caos, é, na verdade, a libertação. Segundo a personagem, é nesse estado de êxtase que se encontra a felicidade plena, e não no amor controlado.



O incesto, que é a relação sexual ou marital entre parentes próximos, é considerado, praticamente, um tabu universal por ser interditado a quase todas as culturas. Somente não é totalmente proibido porque algumas sociedades o aceitam, segundo antropólogos.

Mas, de forma geral, é considerado, conforme a cultura, pecado, crime e ilegal. São consideradas incestuosas as relações entre pais e filhos, entre irmãos e meio-irmãos, entre tios e sobrinhos e entre primos. Há pequenas variações, mais ou menos flexíveis, conforme o país. Mas, no geral, o incesto é proibido. Moral e legalmente.

O homossexualismo, que é a relação sexual entre dois homens ou entre duas mulheres, é considerado, igualmente, em vários países, outro tabu. Não chega a ter a universalidade do incesto. Mas é condenado sob as mesmas condições: ou é pecado ou é crime. Onde é permitido, legalmente, pode ser, no entanto, condenado moralmente.



E o que acontece quando se juntam as duas interdições? É amor, pecado, crime ou é tudo isso? Ou nada disso? Em 30 de outubro, estreará o filme "Do Começo ao Fim", que conta a história dos meio-irmãos Francisco e Thomás e dos pais, Julieta, Alexandre e Pedro. Pedro é pai de Francisco e Alexandre é pai de Thomás. A intenção do filme é falar de um amor incondicional, ainda que tabu, e fazer desse amor um libelo contra a violência do mundo atual.



Será que o filme terá essa capacidade? No desenrolar da trama, os irmãos são muito próximos desde pequenos. Quando a mãe de ambos morre, Francisco tem 27 anos e Thomás, 21 anos. É quando se tornam amantes. Com alto teor polêmico, será o amor do filme capaz de transpor as telas e inundar os corações das pessoas? Antes mesmo de ser lançado, o fato é que o filme tem sido objeto de críticas. Afinal, o que é amor?

Abaixo, trailer do filme:

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Minotauros, lobisomens e vampiros

De repente, uma conjunção, astral por certo, reuniu minotauros, lobisomens e vampiros de uma só vez, tal qual um festival de criaturas mitológicas que, volta e meia, povoam nossas mentes. Talvez por ser agosto, se me permite, que é o mês mais propício para a abertura do selo às bestas-feras ou sei lá por que outros mecanismos, o fato é que esses seres estão por aí, juntos.


(Brad Pitt é 'Louis' e Tom Cruise é 'Lestat' em 'Entrevista com o Vampiro', ambos em modelitos vitorianos; Brad está algo afetado; talvez sejam os caninos)

Os primeiros são os minotauros. Em roupagem moderna, são touros. Mais especificamente, são Toros. Na verdade, Del Toro. O primeiro é Guillermo Del Toro, autor (em parceria com Chuck Hogan) de "Noturno", primeiro livro da "Trilogia da Escuridão", que traz os terceiros referidos na segunda linha do post, os vampiros, à tona. Para quem não se recorda, Guillermo é o diretor do filme "O Labirinto do Fauno" (mais um ser mitológico, portanto). Daí que não precisei de muito esforço para juntar minotauros (e labirintos) aos vampiros e lobisomens.


(Robert Pattinson é "Edward" e Taylor Lauther é 'Jacob" em 'Crepúsculo'; o primeiro, um queer vamp, digamos; o segundo, um muscle vamp)

Esqueça "Twilight" (Crepúsculo). Esqueça "Lestat" ("Entrevista com o Vampiro", "O Vampiro Lestat", "A Rainha dos Condenados"). Esqueça até mesmo "True Blood". Em "Noturno", o vampiro é criminoso, não é atraente e muito menos o ser sexual vivido por Brad Pitt, Tom Cruise ("Entrevista"), Robert Pattinson, Taylor Lautner ("Crepúsculo") e Stephen Moyer e Alexander Skarsgård ("True Blood"). No livro de Del Toro, os caninos são outros. E letais. Ahh! Repare que no cinema, na literatura e na TV, sempre são dois os vampiros. Humm...


(Stephen Moyer é 'Bill", o vampiro-mocinho; Alexander Skarsgård é 'Eric', o vampiro-loura má; o segundo é o chefe-criador do primeiro em 'True Blood')

O segundo minotauro é outro Toro. Benicio Del Toro será protagonista na refilmagem de "O Lobisomem" (o original é de 1941), que tem também Anthony Hopkins e Emile Blunt.

Os touros, ops, os Toro não têm parentesco, como eu já disse antes neste blog. Guillermo Del Porto é natural de Porto Rico e Benicio Del Toro é natural do México. Em entrevista ao jornal Estado de São Paulo, inclusive, Benicio Del Toro disse que não apenas não era parente de Guillermo como, inclusive, era mais bonito do que ele. Se bem que, mesmo sob os pelos de um lobisomem, Benicio ainda leva vantagem sobre Guillermo, me parece. O filme deve estrear em fevereiro do ano que vem.


(Benicio Del Toro em refilmagem de 'O Lobisomem')

O certo é que, com todas essas feras à solta, alguma coisa está fora da ordem. Por enquanto, garanto que não sou eu. Que as minhas feras estão presas. E contidas. Ainda.

Aproveito para postar um vídeo de outro lobisomem cuja morte foi atribuída, nesta segunda-feira, a uma dose letal de anestésicos. E lá se vão dois meses da morte de Michael Jackson. Na verdade, a única besta-fera real é o tempo, pois!



sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Metrópolis: São Paulo ou outro lugar qualquer

Vou para as ruas daqui a pouco, em função punitiva, e acabei de me lembrar de dois clássicos que são sinônimos dessa São Paulo. Para mim, na verdade, são, ambos, clássicos: o 'Metropolis', de Fritz Lang, e o 'Metropolis Anime', de Akira Rintaro, baseado em versão mangá de Osamu Tezuka. De forma que lá vou eu me enfronhar na metrópole, em meio a expressionistas e modernistas faces.



sexta-feira, 5 de junho de 2009

Bill, que amava Uma, que kill Bill

David Carradine, o Bill, de "Kill Bill" (Mate Bill), morreu ontem, dia 04/06/2009, em um hotel em Bangcoc, Tailândia, onde estava para filmar "Strecht", do diretor Charles de Meaux. Conforme as informações da polícia tailandesa, Carradine foi encontrado nu, no quarto, dependurado numa corda. Não haviam sinais de violência. As primeiras notas davam conta de que o ator morreu enquanto se masturbava porque a corda estava amarrada na garganta e no pênis. Não sei. Depois a polícia mudou a versão. O corpo foi levado para autópsia.



Abaixo, presto homenagem a David "Bill" Carradine que estava impecável nos dois volumes do filme de Quentin Tarantino. A cena acontece quase no final de "Kill Bill - Volume 2".


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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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