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quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Dica do Chef

De repente, achei que me devia um bolo. Por nada, assim, de graça. Deu vontade de adoçar o paladar, de me agradar, de uma forma eufórica e calórica. Cremosa. Fui à padaria e fiquei, pasmado, em frente à TV de bolos que giravam e se ofereciam, faceiros. Chocolate, morangos, limão, tuti fruti, amêndoas e nozes. Eu, feito criança, assisti ao desfile dos models dessa nada fashion vitrine. Daí veio a atendente e os nomeou, um a um. Piscou quando citou o bolo trufado. Mas, eu já havia me decidido pelo de nozes. Tive pena dos demais, derrotados pelos olhos de um faminto glutão. Que fiquem lá, à disposição de outros olhos gulosos. Trouxe o meu, tirei a embalagem e o fotografei, feito um objeto que vai a leilão. Depois, apaziguei minha fome de doce. A cobertura é de um marshmallow fraco, coberto por uma calda que não se decidiu se quer ser laranja ou maracujá na curta vida bolina. É industrial, claro, daquele tipo acidulante e corante para ficar vistoso na passarela. O gosto é proporcional ao processo industrial e pude visualizar máquinas e esteiras a rolar saquinhos de sabores artificiais que nunca serão identificados. Por dentro, uma massa recheada, extremamente entremeada de nozes. Fofa, macia. Que é para os dentes não encontrarem resistência e a língua chafurdar num mar de cremosidade. Enjoativo sim. Me coube, e ao meu estômago, apenas uma fatia (média, mais para grande). Por enquanto. São quase 500 gramas (tá bom, tá bom, meio quilo!) que terão que ser devoradas. Não me furtarei de dar fim a tão vistosa peça de exposição. Ao preço de adicionar calorias extras (e supérfluas) ao corpo. É um presente. Para matar vontade. Para tirar o gosto de amargo. Da vida, da boca. Fiquei feliz. Às vezes, mas só às vezes, a felicidade pode ser comprada na padaria.

quinta-feira, 29 de novembro de 2007

Dica do Chef

Passei tardiamente no supermercado e me esqueci: queria um vinho legal, quer dizer, uma meia garrafa, que acho extremamente apropriada para beber quando se está sozinho. Adoro a combinação pasta & vinho e, quando saí da faculdade, resolvi combinar pasta, vinho e peixe. Me lembrei da pasta e do peixe, mas não do vinho. Por que será? A fome era maior que a sede? Acho que não! Eu não tenho a tradição de tomar vinho e começo a entrar nesse reino. É difícil saber que vinho escolher. Geralmente, vou pela procedência, preferencialmente, pelos da França. Gosto de vinho branco, mas, depende da ocasião. Agora, começo a me interessar pelos tintos secos. Tenho procurado elaborar e apurar meu gosto de vinho porque realmente me sinto bem com um bom vinho. Para mim, que fumo, é muito agradável beber vinho. É quase como o cigarro. Os fumantes entenderão o que quero dizer. Agora, o preço determina o vinho? Quase sempre, é verdade. Um bom vinho francês custa caro. Uma meia garrafa de um vinho mediano pode sair por mais de R$ 100. São duas taças e pronto! Você bebeu mais que um tanque de gasolina. Mas, não, não quero colocar as coisas nestes termos. Há exorbitâncias maiores: o vinho mais caro do mundo é o Chateau d’Yquem Sauternes (1787), cuja garrafa custa de US$ 60 mil a US$ 80 mil. O Chateau d’Yquem é um sauterne (vinho branco e doce, para sobremesa) da região de Bordéus, na França. Mas, quer saber? Compre o chateau que você gosta, que é mais barato e dá na mesma. Se você gosta de vinho apreciará do mesmo jeito. Salute!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

Dica do Chef

O Electrolux Design Lab 2007 premia designers do mundo inteiro pelo desenvolvimento de novos produtos úteis que serão usados em casa. Na foto, um dos produtos finalistas, que é uma panela solar, aproveita a luz do sol para fazer comida. É o máximo. Só que, na Suécia, terra de origem da Electrolux, isso deve ser complicado, porque o sol é escasso. E aqui, para nós, é mais complicado ainda porque primeiro que essa panela será roubada se você cozinhar à luz do dia. Segundo, alguém lá tem tempo de cozinhar com o sol na cara? Fica aí, contudo, a dica. Eu adoro panelas e sou até capaz de ter uma dessas para cozinhar debaixo de chuva em São Paulo. Outra notícia legal é que um estudante brasileiro, João Diego Schimansky (brasileiro?), da PUC do Paraná, é um dos finalistas, com o "Fog Shower". O chuveiro usa dois litros de água para um banho de 5 minutos. Ah! O concurso premia produtos verdes, claro.

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

Pão da Clarice

Patty, não resisti. Depois de ler sobre o pão no O Quem, resolvi fazer um post sobre o assunto também. O pão é principal gênero alimentício de todos os povos, desde a pré-história. Acredita-se que o pão tenha mais de 6 mil anos. No Brasil, o consumo era pequeno até o século XIX por causa do acesso ao trigo, que era caro e raro, porque importado. O pão pode ser feito no forno, na chapa, no vapor ou frito. Há uma infinidade de tipos de pães: francês, árabe, italiano, de leite, de centeio, de cevada, de milho, de batata, doce, brioche, bisnaga, cacete (tinha que ter uma referência sexual), de queijo (totalmente made in Brazil), almofadinha, filão, trança, de fôrma, de ló, de alho, de soda, preto, de minuto e mais uma cesta gigantesca. O melhor pão, para cada um, é aquele que remete a um cheirinho bom de café de casa, da casa dos pais, de quando éramos pequenos. O meu favorito até hoje é o que a minha mãe fazia no forno do fogão a lenha quando morávamos na zona rural. Ah! Nunca mais aquele pão. Também havia o da minha avó, feito em forno de barro. Hummmm! E o da minha outra avó. Das velhas parentes que faziam fornadas de pãezinhos de forno de barro que elas mesmas construiam. Mas, também gosto do pão francês das padarias de portugueses de São Paulo, do pão de batata do supermercado, do pão de queijo de cada café da cidade, do pão doce do posto da Castelo Branco. Não tem limite. Acho que não tem ninguém que não goste. Você pode gostar da casquinha ou só do miolo, mas sempre comerá um pedacinho de pão. Alimento mundial, reconhecido em qualquer lugar. Depois de tanta falar de pão, claro que vou passar uma receitinha. Bem fácil. Tenta fazer. É uma delícia. O nome é Pão da Clarice (falecida precocemente, foi casada com meu tio, irmão da minha mãe). A Clarice foi uma das quituteiras e cozinheiras de mão mais cheia que já conheci. Aliás, sua família inteira, desde o pai, sempre foram ótimos doceiros. Sua irmã é uma das grandes boleiras da minha cidade natal. Vamos à receita:


Ingredientes
- 4 ovos
- 3 colheres (sopa) de óleo
- 1/2 colher (sopa) de sal
- 6 a 9 colheres (sopa) açúcar (depende do seu gosto)
- 1 colher (café) de pó Royal
- 1 Kg farinha de trigo
- 1/2 litro de leite

Repare que, ainda que algumas marcas de farinha de trigo atuais incluam fermento na própria farinha, é necessário, mesmo assim, adicionar a colherzinha de pó Royal. Senão, o seu pão vai ficar tão duro que você quebrará seus dentes e, quando atirar o pão fora, poderá matar alguém, porque o alimento atinge uma consistência de chumbo. Bem, bata todos os ingredientes no liquidificador, exceto a farinha (me lembrei de uma foto de uma mulher esfarinhada, mas, não, não vem ao caso). Despeje o líquido, espesso, em uma bacia (por favor, de aço inox), acrescente a farinha de trigo e bata com um fouet (de silicone, sim?) até formar bolhas (não nas suas mãos, que essas não importam, e sim pequenas bolhas na massa). O ideal é estender a massa numa superfície fria e sem fissuras (mármore, criança!) e estender essa massa como se lavasse uma roupa suja de mecânico (sem distender seus músculos; a massa requer carinho, não ódio). Depois, nessa mesma superfície ideal que, acredito, você tem em casa, aspirja (estava louco para usar essa palavra e só escrevo este post com esta finalidade) farinha, corte pedaços da massa e estenda em formatos mais ou menos circulares (forma de ameba). Enrole carinhosamente, no formato do pão que você tem guardado na sua memória. Dá para fazer uns cinco pães. Se você for minimalista, pode fazer 15. Coloque os pães (que devem quase flutuar de tão leves) em uma fôrma untada com manteiga (e um tiquinho, quase nada, de farinha) e deixe crescer (pensa no mecânico, enquanto isso). Para você se orientar, porque o conhecimento de sua avó perdeu-se quando você migrou para a cidade, faça uma pequena bolinha, encha um copo d'água (de preferência, daqueles do tipo Nadir Figueiredo) e coloque a bolinha lá dentro. É claro que se a massa tiver uma merda, boiará de imediato (desculpe misturar cré com lé, mas é para você visualizar em sua cabeça). Se você fez tudo certinho, a bolinha boiará alguns minutos depois (tá! não sei quantos! depende de você! que coisa! talvez sejam uns 15, 20 minutos). Quando os pães crescerem e a bolinha boiar (dentro do seu próprio tempinho), leve para assar. De vez em quando, você coloca a cabeça dentro do forno e vê se está bom. Aqui, fica a seu critério. Depois de tudo isso, faça café, passe manteiga no pão e saboreie a sua obra. Você é inteligente! Pense que o antigo egípcio fazia a mesmíssima coisa apenas com cevada e água, sem fermento, e descansava o pão na pedra. Até hoje eles consomem assim e é uma delícia (lembra dos filmes iranianos?). Se nada der certo, denomine-se, em voz alta, de asno. Vá à padaria e peça pão francês quentinho. De quebra, paquere o padeiro.

domingo, 23 de setembro de 2007

Dica do Chef

Tambaqui, tempura lá! Peixes, mundo pisciniano. Dieta ideal. Conheço a comida japonesa desde 1987. Minha introdução ao universo gastronômico do país do sol nascente foi em alto estilo: num restaurante original da Liberdade. Antes da comida japonesa virar modinha na cidade e tornar-se junkie food como tantas outras, eu já apreciava o sushi, o sashimi, o tempura, yakisoba e tantos outros nomes estranhos que foram absorvidos junto com a comida. Fui jantar com duas amigas no último sábado num restaurante japonês. Bem, para mim, quando é uma cadeia de restaurantes, deixa de ser um estabelecimento que se quer sério. O Kazan é bem legal, ambiente idem e atendimento bom. Contudo, servir sushi de banana e outras frutas é de uma heresia totalmente ocidental. Se eu fôsse japonês e me servissem isso, não chegaria ao harakiri, mas empunharia minha espada feito um samurai feudal. É muita fusion food, até demais! O brasileiro tem mania de apropriar-se dos pratos das cozinhas internacionais e descaracterizá-los. Quando a "releitura" (odeio isto!) dá asas à criatividade, o resultado pode ser excelente. Mas, com o intuito de vender mais e mais barato (vide os rodízios japoneses, caso do Kazan, que casal!), acho que todos exageram na dose tupiniquim. Não conheço o Japão, mas duvido que eles têm essa infinidade de sushis que nós temos por aqui. Ainda bem que o povo nipônico cuida de suas tradições: o governo japonês lançou um selo de autenticidade de comida japonesa servida fora do Japão. Parece-me que teremos muitos restaurantes credenciados no Brasil, não é mesmo? Na foto, o barquinho do Kazan. Agora, que é bom, é bom. E com os amigos, melhor ainda!

terça-feira, 14 de agosto de 2007

Dica do Chef

Em Barcelona, visite o restaurante Maria Cristina. O menu inclui 30 pratos que mudam duas vezes ao ano e mais de 200 vinhos. O ambiente combina gastronomia mediterrânea com pintura e escultura. Experimente o risoto e o carneiro assado. E não se esqueça de pedir o moranguinho local. Simplesmente desmancha na boca. O preço médio é de 65 euros.


sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Dica do Chef

Você já almoçou? É canibal? Consumista? Aventureiro? Se sim para todas, vamos comigo para Kobe, no Japão. Em Kobe, está o bife mais caro do mundo, da raça de gado japonesa wagyu. O gado tem tratamento VIP para produzir a carne mais macia do mundo: massagens, dieta regada a cerveja e sessões de música clássica. O custo é um pouco alto: a média internacional do quilo é de US$ 1 mil. No Brasil (você encontra em São Paulo, Rio e Belo Horizonte, em churrascarias de primeira linha), o bife pode custar R$ 150. O bife de Kobe é uma das estrelas da gastronomia, assim como o foie gras, as trufas brancas e as ovas de esturjão-beluga. O gado wagyu tem bastante gordura e a forma como essa gordura se mistura à carne dá aos bifes suculência e maciez incomparáveis. O gado é originário da região de Hyogo, onde fica a cidade de Kobe. Até meados do século 19, essa raça era usada apenas para puxar carros de boi no cultivo de arroz. O consumo começou com a Revolução Meiji, de 1868, e aos poucos os japoneses descobriram as características únicas da carne e desenvolveram métodos especiais para potencializar essas qualidades. Os animais são alimentados com aveia, bebem cerveja e recebem três sessões diárias de massagem. Em algumas fazendas, toca-se música clássica para relaxar o gado, e os massagistas usam saquê para deixar o pêlo brilhante. No Japão, as autoridades criaram um índice para medir o nível de gordura entremeada à carne, que vai de 1 a 12. Os cortes que recebem notas acima de 9 são considerados os melhores do planeta.

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Dica do Chef

Você gosta de peixe? Minha dica: filé de peixe Saint Peter. Eu não sei a origem desse peixe e ainda não procurei. No mercado, em geral, não sabem dizer. Não importa. Faça assim: salgue os filés à vontade, passe na farinha de rosca e frite. Como guarnição, sirva molho tártaro ou use limão mesmo. Já foi aprovado por amigos e fica ótimo para acompanhar pasta.

domingo, 5 de agosto de 2007

Dica do Chef

Os animais se repastam; o homem come; somente o homem de espírito sabe comer.

Dito isto, preciso assistir "Ratatouille", por favor. Nada mais me encanta que o animalzinho mais temido numa cozinha se esforce tanto para ser um chef bem-sucedido.

Posso estar numa eterna repetição, mas é ou não é a busca do Graal de Megapixels? Até um ratinho quer ser bem-sucedido. E você, vai roubar o queijo de quem?

E, de acordo com algumas teorias minhas, uma das quais é a de que nos tornamos intolerantes após um certo período de carência (que pode girar até umas 6 horas), é a de que a mesa é o único lugar onde jamais nos entediamos durante a primeira hora. Portanto, para os que me sabem, estou a postos para novas aventuras na terra do nunca da gastronomia que, atualmente, é o meu bastião nesse mundo irrigado de falsos azeites e vinagres.

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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