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domingo, 20 de abril de 2008

Meu rugido dominical (reeditado)

A amiga de uma amiga um dia entrou num vagão do metrô e simplesmente soltou um berro. Em resposta aos assustados olhares dos demais passageiros, disse que estava estressada e que queria muito gritar. Depois, comentou que estava bem, após ter feito ressoar seu rugido por todo o vagão.

Quantos de nós já não sentiu necessidade de berrar, rugir mesmo, no meio de um monte de gente para se fazer ouvir, e, mais importante, para se ouvir diante de tanto barulho? É situação similar àquela na qual você quer correr, dar o fora de algum lugar.

Pensei nesse grito primevo a se confrontar com o imenso silêncio no lugar onde estou. Aqui, no interior de São Paulo, há quase 400 Km da capital, há um barulho completamente diferente e o silêncio também é distinto.

Chegamos agora há pouco do sítio. Foi uma elegia à natureza: bichos que nos perseguiram e nós a eles. No sítio, há galinhas, carneiros, vacas, berrezos, uma mula, gatos, duas cachorras e um bando de pássaros que passa a toda hora, na pressa de se recolher. Quando chegamos, pelo menos umas 50 galinhas passaram a nos seguir em busca da comida diária que o meu irmão lhes dá. Uma verdadeira orgia galinácea. Pena que não estava com a câmera para registrar o momento.

Depois, o trabalho de apartar as vacas leiteiras dos bezerros e nós no meio, cinco bezerrinhos meio assustados com todo o movimento. A mula, que se aproxima do paiol para a quota diária de milho. Os carneiros e vacas que berram ao menor sinal da presença do humano.

Temos um vizinho de sítio distante pouco mais de 1 Km. Nos comunicamos com ele aos berros. É uma comunicação, digamos, gutural. Berro aqui e berro acolá, libertamos todo e qualquer eco reprimido dentro de nós. Pelo meio dos berros, claro, um jorro de palavrões. Não tem terapia mais adequada, xingar ao léu, com um horizonte imenso à sua frente.

Entre a mulher do metrô e nós e o vizinho, há uma enorme diferença de significados dos berros. Lá, em São Paulo, é o som e a fúria. Aqui, no interior, é o som e a cura!

(Odeio a conexão discada. É a terceira vez que escrevo este texto, que já está, claro, na terceira versão. E cada vez menor. De repente, a minha concisão tem tudo a ver com o tamanho da banda que me cabe no latinfúndio da internet. Devo ser prolixo por ter banda larga ou tenho banda larga por ser prolixo? O Blogger não conecta e não salva. Se você gosta de mim, envie banda larga de presente. Sem banda larga, minha conexão não passa de um corregozinho, um fio de água! Entre começar o post e publicá-lo, já se vão mais de 1:30 hora.)

P.S. Leitor, veja como eu penso em você o tempo todo. Não consegui publicar este post às 20, 20:30 horas, por imcompatibilidade da malfadada banda. E, pela primeira vez desde a existência deste blog, concedo a reedição de um post, de um rugido, para ser específico. Agora, são 4:30 da manhã de segunda-feira, 21, e acabei de chegar em casa. Vim de Ourinhos, distante 18 Km da minha cidade, de um lugar chamado Jacaratiúca (acho!). É um misto de bar, pizzaria e restaurante. Berrei, mais uma vez, a plenos pulmões, uma porção de músicas do interior, das duplas caipiras. Dancei todas as músicas. E, acredite se quiser, no mesmo espaço havia música eletrônica, do jeito que eu gosto, para dançar. Estou cansado. Mas, berrei - durante o dia e à noite - e xinguei também bastante, de forma que estou feliz e sem voz, neste momento. E, admito, um pouco bêbado. Ainda fui capaz de esquentar a sopa de mandioca que a minha mãe deixou no fogão e comer, fartamente. Dá para ser triste assim?)

2 Comentários:

marco* disse...

a leitores vc quis se adressar né?(nossa, existe adressar em portugues? os galicismos tomam conta da minha mente) porque de repente esse blog está se tornando muito "exclusivista"...to cansado de estudar, então acho que vou soltar um berro, ou quem sabe disparar o alarme de incêndio do prédio propositadamente...huahua.bju e bom retorno!

Redneck disse...

marco*, então, né! Como te dizer? Ficou muito evidente que eu quis "endereçar" o post especialmente para alguém "exclusivo"? De repente, você tem razão porque, quando cheguei em casa, de madrugada, deu a maior vontade falar com alguém, em particular ... Pena que, como você leu, a conexão é péssima. Berre porque faz bem. Eu juntei meu berro ao berro das vacas e3 dos carneiros e estou calminho, calminho. Estou de volta! Beijo!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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