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sábado, 21 de fevereiro de 2009

Lost encontrada, enfim!

Atlântida é um dos mitos mais antigos e falados da humanidade. Já em 400 a.C., o filósofo grego Platão citava Atlântida nos diálogos "Natureza" e "Atlântida". Conforme os relatos de Platão, o povo atlante viveria em uma ilha localizada entre o final do Mediterrâneo e o começo do oceano Atlântico. Uma lenda grega evoca a construção do mito da ilha.

Em Atlântida, vivia uma órfã, Clito. Poseidon, deus dos mares, apaixonou-se por Clito e, para ficar junto dela, erigiu uma barreira feita de muralhas de água ao redor da morada da jovem. Dessa relação, nasceram cinco pares de gêmeos. Ao primogênito dos dez filhos, Poseidon deu o nome de Atlas. Poseidon dividiu a ilha em dez áreas circulares e a Atlas coube a supremacia de toda a ilha, governada a partir da montanha mais alta da região.


(Simulação do que teria sido Atlântida)

Nos demais anéis da ilha, reinavam os outros nove filhos de Poseidon e Clito. Os gêmeos reuniam-se uma vez por ano no centro da ilha, no palácio dos pais. Esse encontro anual dava início a um festival no qual cada um dos descendentes ia à caça de um touro. Da caça, os filhos bebiam o sangue e comiam a carne.

A ilha de Atlântida era abundante em riqueza vegetal e mineral e os reis (gêmeos) construíram inúmeras pontes, canais e passagens fortificadas entre os anéis, o que transformava a ilha em ponto praticamente inatingível a partir do oceano. Esse é o mito da ilha que, conforme Platão, teria sido destruída por um terremoto ou maremoto (lembre-se das tsunamis) no ano 9 mil a.C. Outra versão dá conta de que o povo atlante teria sido vítima da própria ambição colonialista, o que teria provocado sua derrocada pelos atenienses. Uma terceira hipótese, da região da Sicília, afirma que Atlântida teria sido posta abaixo pela ação das amazonas. A civilização atlante era muito mais evoluída do que os outros povos da época (semelhante à lenda dos incas e astecas, não?) e, ao pressentir a iminente destruição, teria emigrado para a África, o que teria dado origem aos egípcios.


(Os escombros submersos de Atlantis)

Essas lendas sobreviveram ao tempo e foram transportadas aos dias de hoje como mitos. No entanto, pairam na cultura atual e Atlântida é retratada, no coletivo imaginário, como uma cidade submersa, povoada por sereias e outros tipos humanos subaquáticos.

Mas, uma versão bastante contemporânea foi proposta por um pesquisador recentemente, o que aproxima Atlântida de Lost, o seriado da TV. Em Lost, passageiros remanescentes da queda de um avião enfrentam dificuldades cada vez mais misteriosas na ilha perdida em algum ponto do Pacífico. Mudou o oceano, mas não os mitos. A ilha de Lost é cercada de segredos e cheia de insinuações mitológicas.


(Palácio de Poseidon na antiga Atlântida)

A teoria polêmica proposta pelo pesquisador Ezra Floid propõe que Lost, quer dizer, Atlântida, era uma gigantesca nave espacial, um imenso objeto voador não-identificado (OVNI) descrito em muitas culturas como "A Ilha Voadora" (citada no livro "Viagens de Gulliver", por exemplo).

A ilha voadora é mito recorrente de várias culturas: na Bíblia, é descrita como "Jerusalém Celestial"; a Purana Hindu (um dos 18 ensinamentos indianos, escritos em versos) cita que "a ilha" desce dos céus (e é do hinduísmo que vem o termo "dharma", que é o nome do projeto científico de Lost; dharma significa "lei"); e para os astecas, maias, incas e egípcios, a ilha era disco solar. No contexto dessa teoria, Atlântida era uma missão colonizadora e, como tal, percorria diferentes regiões da Terra. Motivo exato da sua presença em pontos tão distintos quanto o Mediterrâneo, a Indonésia, os oceanos Atlântico e Pacífico, os pólos Norte e Sul e os Andes. E mais: Atlântida seria a mesma nave descrita na epopéia dos sumérios, que são considerados a civilização mais antiga da humanidade.


(Os pontos amarelos indicam hipotéticos lugares por onde passou a "ilha voadora")

Na concepção defendida pelo pesquisador Floid, Atlântida não teria submergido pela ação de catástrofe natural, e sim de forma intencional, para se esconder. Ao se lançar ao espaço, de volta à sua própria região de origem, a "ilha voadora" teria provocado uma enorme onda circular (tsunami). Os sobreviventes (humanos), a partir dessa tsunami, teriam disseminado a tese da Atlântida afundada.

Mas, onde, efetivamente, o OVNI se baseava, quando estava na Terra? Há várias hipóteses. Uma das correntes defende que a ilha ocupava parte do local onde atualmente se localizam os Açores, a ilha da Madeira, as Ilhas Canárias e Cabo Verde. Outra tese afirma que Atlântida seria, na realidade, a própria América. Especificamente, a ilha Tiwanaku, boliviana, sob cujas escavações foram encontrados portos. Mais uma tese remete a nave à Ilha de Creta, nos Bálcãs. E, para concluir, há quem defenda que Atlântida ficava sob a superfície da Antártica.


(A imagem captada pelo Google Ocean do que seria Atlântida; a parte de cima é a imagem bruta captada pelo Google e a parte inferior foi tratada em computador)

Para colocar farofa nesse ventilador mitológico ancestral, um novo deus, esse sim onipotente e onipresente, acaba de divulgar que pode ter encontrado vestígios da civilização perdida de Atlântida. Esses deus, o Google Ocean (similar ao Google Earth), teria capturado imagens em um local próximo às Ilhas Canárias, a quase 1 mil quilômetros da costa da África. O pesquisador Charles Orser, da Universidade do Estado de Nova York, disse que a descoberta é fascinante.

A imagem captada pelo Google Ocean (veja acima duas versões) forma um retângulo cruzado por linhas que lembram o mapa de uma cidade. O deus Google Ocean forma, com o Google Earth e o Google Sky, a tríade que permite ao usuário obter imagens em três dimensões do céu, da terra e do mar. Falta ainda lançar uma ferramenta que nos permita fuçar o interior da terra e, quem sabe, descobrir um caminho alternativo que nos leve à China e que permita aos chineses virem ao Brasil, tudo por um túnel subterrâneo. Eu sabia que Lost existia, eu sabia!

2 Comentários:

La Voyageuse disse...

Red,

E viva o Deus Google, ne?

bjo

Redneck disse...

La Voyageuse, assim na terra como no céu e, agora, no mar. Amém. Beijo!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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