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quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O que a TV quer dizer, afinal?

As séries norte-americanas de TV tanto podem ser longevas (E.R., 15 anos) quanto durar o tempo dos indicadores de audiência nos EUA, vacilarem e deslizarem feito água morro abaixo (Dead Like Me, que era original, acabou na segunda temporada). Não existe um padrão. Ou melhor, as séries seguem padrões. Caso de "Lost", "Heroes" e "Fringe", com temática que mistura fantasia, uma pretensa ciência suja usada por grandes corporações, e também de "True Blood" que, por sua vez, me remete a "Six Feet Under", a "Buffy" e agora chega com "The Vampire Diaries".





De vez em quando, algumas iniciativas parece que buscam sair da mesmice dos roteiros comerciais. Inicialmente prevista para começar no dia 16 de novembro, no canal Sony, a série "Drop Dead Diva" (produzida por Josh Berman, de "CSI" e de "Bones") traz a atriz desconhecida Brooke Elliot como a advogada Jane Bingum. A advogada é uma mulher gorda e insegura e, de repente, sua vida é radicalmente mudada ao encarnar o espírito de Brooke D'Orsay (a modelo Deb), uma loura fútil e burra, bem ao gosto do estereótipo. A história tem um começo promissor: a modelo Ded morre em um acidente de carro e, quando chega ao céu, descobre que é uma pessoa nula: sem pecados e sem grandes feitos. Ao  apertar um botão por engano, no céu, o espírito de Deb, no entanto, encarna no corpo da advogada Jane, que havia levado um tiro.





De forma que a nova personagem tem o corpo da obesa Jane, a inteligência da advogada e sensibilidade e futilidade da modelo Deb. Nos EUA, "Drop Dead Vida" fez sucesso e garantiu a segunda temporada. O público norte-americano feminino recebeu muito bem a personagem - que tira o fator obesidade do centro da série - e, assim como acontece com "Uggly Betty", as pessoas não se importam com a aparência, e sim com a essência da personagem principal (então tá!). "Drop Dead Diva" tem recursos: são convidados especiais pessoas como Liza Minnelli, Paula Abdull, Rosie O'Donnel e Jorga Fox (para quem se lembra, a Sara de "CSI").





No último sábado, estreou na HBO outra série: "Hung" (veja abertura no vídeo abaixo), cujo protagonista é Thomas Jane, que vive o ex-jogador de basquete Ray Drecker. Ray é um típico 'loser', divorciado de Anne Heche, e pai de dois filhos gêmeos, adolescentes e obesos, dos quais um é emo. Ray perde tudo, inclusive a casa, e, depois de participar de um seminário de potenciais talentos, descobre que o único talento que tem é o tamanho generoso do próprio pênis. E resolve fazer uso desse atributo. Associa-se a Jane Adams, com quem saiu duas vezes, e que será a cafetina dele no agenciamento de Ray como um garoto de programa adulto. Assisti ao primeiro episódio e achei engraçado. E nada mais.






Agora, para responder a questão que dá título ao post, a TV oferece de vampiros a nudez, de seres extraordinários cheios de poderes, de mundos paralelos que são construídos à nossa volta sem que saibamos disso e do maniqueísta tema de beleza X inteligência. Isso é a TV norte-americana, com todos os enlatados que produz e vende mundo afora.


Não sei dizer exatamente o que a TV quer dizer com temas tão dissonantes entre si. Mas intuo que tem a ver com um vazio de conteúdo que se traduz em doações de sangue (vampiros), debates sobre o corpo e a mente (modelo e advogada), debates sobre o corpo (o bonitão superdotado) e um número sem-fim de programas policiais, médicos e reality shows. Isso é não-conteúdo. E conteúdo chega a soar mais do que batido porque, ao contrário do discurso pelo qual se professa a criatividade e a necessidade de produzir conteúdo, aparentemente os roteiristas estão tão perdidos quanto a maioria de nós.


Porque não há uma única série que, por mais que tente, responda a essa ausência de conteúdo. No final, resumem-se, todas, a lindos e lindas protagonistas, com cenas que ora ousam na nudez, ora ousam no consumo de drogas, mas que não passam de um dejà-vú a se repetir com pequenas atualizações pontuais. E, sabe o quê? Vou ler que ganho mais! Tenho a impressão que até este post ficou sem sentido. Me faltou conteúdo para falar da ausência de conteúdo.


8 Comentários:

pinguim disse...

Houve duas séries que me marcaram e ficam para sempre na memória: a "velhinha" e pequena( em número de episódios) "Brideshead Revisited" e a soberba "Six Feet Under".
Fora disso sigo com algum interesse "Brothers and Sisters".
Abraço.

ufming disse...

naõ sei que conteúdo esse de que fala nem onde cr~e encontrá-lo pq acha que exsite. dessas s´´eries conheço creio q só csi, e já não tenho paci~encia. six feet under nc cheguei a acompanhar o suficiente, lembro de uma, creio q curta, qq coisa dos anjos sobre a vida de 2 homossexuias e a morte de um deles. gostei mt. de resto tem o house q nem sei se tem conteúdo. será q a alma tem conteúdo??? o house amei pq nem entendo cm foi possivel tornar seriável e tenente uma historia q só expoe a alma de um ser demasiado humano. dscple a dislexia, mas tem dias assim...
bj

ufming disse...

ah pinguim no tp de reviver o passado em brightetal... lembro q erA MT pequena e havia algo q me atraia, algo sinistro, doentio, e nc mais esqueci aquele rosto do grd actor de filmes doentios. bj

ufming disse...

ah, e huff era misto de riso e miseria, td mt humano tb, familiar, o psiquiatra q nem a si mm conhece, o irmao esquizo... enfim, coisas da vida, q tem tt de aparente qt de essencial, para quem quebra essa cortina d vidro e cores q ofuscam.

Abraço-te disse...

Muitas séries falas no teu post...
De facto "drop dead diva" é engraçada ;
Heroes ainda sigo; dead like me, valeu a 1ª temporada, a 2ª ainda não vi. Conheço as restantes, The vampires Diaries, Fringe, são referencias engraçadas, mas tenho a destacar FlashFowards é EXCELENTE...


Abraço-te

Redneck disse...

Piguim, concordo quanto a 'Six Feet Under', a qual acompanhei integralmente. Já de 'Brideshead Revisited' não tinha conhecimento algum. Atualmente, assisto algumas coisas, das quais 'Brothers&Sisters' me emociona, principalmente com a atuação sempre emocional de Sally Field. Não à toa, finalizei o post de ontem (09/10) com 'brothers and sisters'. Abraço!

Redneck disse...

UFMing, que aparição esta, a sua, disléxica e completamente não-disléxica, de fato, porque, se alma não tem conteúdo, você me prova o contrário. Ainda que tremule a sua dislexia ao teclado, o conteúdo continua intacto. Apareça, com dislexia ou não, para debatermos se conteúdo é mesmo essencial ou, na verdade, somos sacos vazios que pensamos estar em pé. Das séries sobre as quais comenta ao comentário de Pinguim eu não sei de nada, mas sei de rostos doentios a povoarem recorrentes filmes. Vai aqui um bocadinho de gosto pelas franjas da vida, sabe, uma palidez que não me é inteiramente estranha. Beijo!

Redneck disse...

Abraço-te, prazer tem tê-lo por aqui. Engraçado que ao me falares de séries, assim como o Pinguim e a UFMing, é que percebo que os calendários português e brasileiro não estão nada alinhados quando se trata dos seriados norte-americanos: 'Flash Forward' estreia por aqui apenas em 2010! 'Drop Dead Diva' ainda estreará. E também 'The Vampires Diaries'. E tudo na TV paga, claro. Aqui, a audiência é da TV aberta, gratuita. O mundo do TV paga está limitado somente a 7 milhões de assinantes no País todo. De resto, com a proliferação de programas bit torrents, há uma geração inteira que faz download e assiste as séries integralmente. A TV paga no Brasil é muito cara. Abraço!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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