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segunda-feira, 1 de junho de 2009

Seremos 200 milhões em ação em 2014. Pra frente, Brasil?

Éramos 90 milhões em ação em 1970. Hoje, somos mais de 191 milhões e, em 2014, seremos quase 200 milhões. Pra frente, Brasil! Que um filho teu não foge à luta. Antes que me apontem ares de ufanismo, aparentemente embriagado de verde e amarelo, refuto a festa que celebra o País como palco do maior evento mundial de 2014, a Copa do Mundo. Que antes venha o pão e apenas depois, se houver tempo e vontade, o circo.


A um custo inicial previsto de R$ 5,7 bilhões (cerca de US$ 3 bilhões), o Brasil começou, neste domingo, 31, o desafio para se preparar para a Copa do Mundo de 2014. A Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) anunciou as 12 cidades-sede da copa que o Brasil abrigará daqui a cinco anos.


(Vivaldão, Manaus)


(Morumbi, São Paulo)

Conforme esperado, as cidades que sediarão a Copa são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo (veja os projetos de cada capital no decorrer do post). O anúncio foi feito pela FIFA em Nassau, nas Bahamas, e acontece 59 anos depois do Brasil ter sediado o Mundial de 1950. Na ocasião, foram sede dos jogos as cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Na disputa entre as cidades brasileiras, ficaram de fora as capitais Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco.


(Nova Fonte, Salvador)


(Maracanã, Rio de Janeiro)

O Brasil aguarda esse momento há 32 meses, desde que, em setembro de 2006, anunciou o interesse em sediar a Copa do Mundo de 2014. Agora, o País terá cinco anos para se preparar. Todos os estádios indicados terão que ser reformados ou totalmente construídos. A expectativa é que estejam prontos até o final de 2012, para acolher a Copa das Confederações, em 2013. Mas, quando se fala em prazos, no Brasil, é melhor ficar com um pé atrás ou o risco de sofrer um pênalti no último minuto do segundo tempo é alto.


(Cidade-Copa, Recife)


(Arena do Beira-Rio, Porto Alegre)

Espera-se que o retorno do investimento seja equivalente ao da última Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, que investiu 1,7 bilhão de euros na modernização dos estádios e obteve um retorno de 6,5 bilhões gerados por toda a economia que envolve um evento dessa natureza (turismo, venda de ingressos, consumo etc.) A intenção (mas dessas, o inferno está com superlotação) é não repetir os Jogos Pan-americanos do Rio de 2007, que custaram dez vezes mais do que o orçamento originalmente previsto - era de R$ 386 milhões e foi a R$ 3,5 bilhões, bancados, essencialmente, pelo governo federal.


(Estádio das Dunas, Natal)


(Mineirão, Belo Horizonte)

Particularmente, minha opinião é que o Brasil, de forma geral, e São Paulo, onde moro, em particular, estão totalmente despreparados para receber um evento desta envergadura. Em São Paulo, não há sinalização nenhuma em inglês, os taxistas não falam inglês (e raro, o português), não há um transporte público eficiente e toda semana somos espremidos em congestionamentos monstros de 200 Km por toda a cidade.


(Castelão, Fortaleza)


(Arena da Baixada, Curitiba)

Sinceramente, não vejo motivo de euforia para acolher a Copa do Mundo. Imagino que repetiremos, por São Paulo e pelas demais capitais, uma prática que nos é (do governo) muito comum: um verniz superficial, cheio de brilho, com o essencial acobertado da mesma forma que os maus faxineiros fazem com o pó: o colocam por debaixo dos tapetes. Foi assim para receber autoridades internacionais como o ex-presidente dos EUA, George Bush, o papa Bento XVI e outros eventos correlatos.


(Verdão, Cuiabá)


(Estádio Nacional, Brasília)

Faremos, no Brasil, como a China fez no ano passado, ao sediar as olimpíadas: esconde o que é feio por detrás de tapumes e, depois que a poeira das celebrações passa, tudo volta ao normal, com a população a conviver com a realidade rotineira. Mas, no rastro da poeira dos tempos, a propósito, é sempre assim: pão e circo ao povo, de tempos e tempos, e se mantém a turba sob controle.

4 Comentários:

Anônimo disse...

EU CREIO SIM QUE O BRASIL VAI EVOLUIR...

Carlos disse...

Sou totalmente contra essas olimpíadas, investimentos em educação, saúde cadê............pagar impostos para financiar joguinhos ............que merda hein....pão e circo...mesmo

Redneck disse...

Anônimo, eu também creio em evolução. Mas por outras vias.

Redneck disse...

Carlos, dispenso mais palavras. Com essa cultura, não sairemos do lugar nunca.

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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