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domingo, 7 de junho de 2009

Meu rugido dominical


Na próxima sexta-feira, 12 de junho, comemora-se, no Brasil, o Dia dos Namorados. Em outros países, principalmente os do Hemisfério Norte, a data é celebrada no dia 14 de fevereiro (Valentine's Day ou dia de São Valentim). A associação do dia do santo com o amor acontece, na Europa, desde o final da Idade Média. E apenas no século XIX adotou-se o costume de trocar cartões. Agora, talvez, sejam os cartões virtuais. Segundo estimativas, a cada ano são trocadas mais de 1 bilhão de mensagens no dia 14 de fevereiro (ou 12 de junho no Brasil).

Com a modernização dos meios, os cartões agora são mensagens curtas (torpedos ou SMS). A data específica do Brasil, que difere da maior parte do mundo, deve-se ao fato do dia 12 de junho anteceder o dia de Santo Antônio (13 de junho), que é um santo português associado à tradição casamenteira. Santo Antônio defendia a união matrimonial numa época em que o casamento encontrava-se em franca decadência (é, o mundo se repete).

Não há dados concretos que expliquem quando a data foi oficialmente declarada como o Dia dos Namorados no Brasil, mas, como as demais datas, surgiu a partir da necessidade comercial: foi em São Paulo, numa associação dos comerciantes, para estimular a troca de presentes e, com isso, movimentar a economia.

As datas tendem a transformar-se, simbolicamente, em referências, sejam de origem comercial ou religiosa. E não é diferente com o Dia dos Namorados. A despeito do comércio ter se apropriado desse dia, no íntimo, as pessoas, na maior parte do tempo, comemoram a simbologia. 

Às vésperas desse dia, leio muito coisa a respeito. Do amor virtual, daquele que se inicia no teclado e na tela do computador, ao amor estabelecido a partir de congestionamentos no trânsito de São Paulo. Do amor sem fronteiras, que estabelece uma relação quase platônica entre duas pessoas divididas por oceanos (nunca te vi, sempre te amei... ), ao romantismo antigo, daquele que ainda envia flores. Amores os há de todos os jeitos, cores, sabores, raças e credos.

Há o amor surgido da longa convivência e o amor breve, de uma noite apenas. O amor do tesão, sexual, rápido e sem nome. O amor longevo, de 50, 60 e até 70 anos de companheirismo. O amor que (ainda) não ousa dizer o seu nome. E o que ousa e grita o nome.

No ano passado, inconformado com a falta de destreza de Cupido, acabei por matar o infeliz. Este ano, mais contido (e ainda inconformado), resolvi que deixarei de lado mandingas, pequenos feitiços, magia negra e ficarei apenas com a (pretensa) sedução. Que, de qualquer forma, não sei bem o que é e como atua. A sedução é um estado da alma? Um feromônio mais ativo? O que é a química, afinal, que atrai dois corpos para ocupar um quase mesmo espaço?

Não sei, não sei e não sei. Só sei que nada sei e continuo nessa toada com uma certa camada de descrédito. Reproduzo abaixo, porém, opinião de especialista tanto para os que formam um par quanto para aqueles que, como este blogueiro, encalharam em algum ponto do rio e lá ficaram, a boiar feito um tronco que apodrece lentamente e que serve tão-somente como anteparo para folhas mortas.

Regina Vaz, autora dos livros "Vamos Discutir a Relação?" e "Precisa Ter Paixão", dá dicas de como manter a decantada chama da paixão. Que, na minha opinião, não se mantém. O que fica, se alguma coisa fica, é uma vontade de ambas as partes dirigida para a construção da solidez de um relacionamento. Paixão é apenas a alegoria que o feromônio usa para fazer o trabalho da natureza. Como eu não concordo integralmente com as opiniões da autora, faço um adendo a cada comentário, que está destacado em vermelho.

Para os que estão juntos:

1. Mantenha a privacidade nas coisas íntimas: use o banheiro sempre de porta fechada. O(a) outro(a) não precisa saber o que você faz lá dentro. Ou seja, nada de "vou fazer o número 1" ou o "número 2". De verdade, ninguém precisa saber.

2. Não se arrume somente quando passear. Esteja sempre arrumado(a). Ninguém merece ter uma namorada que se depila apenas no verão ou um namorado que só faz a barba quando vai trabalhar. Em resumo: tome banho todos os dias, escove os dentes e não fique de cueca ou de calcinha ou apenas nu(a) pela casa feito um(a) doido(a).

3. Tenha cuidado com declarações exageradas que podem ser mal interpretadas. Quer dizer, não vá "rápido" demais ('eu te amo, você é o amor da minha vida!', no segundo dia) e tampouco aja como um bicho-preguiça ('você gosta mesmo de mim?', dez anos depois).

4. Cuidado com o Orkut (e Facebook, Twitter, blog etc.) e declarações do amigo gay (???!!! que mulher preconceituosa!!!) que escreve que te ama. Isso pode "estragar" o namoro. Nesse caso, acho que a especialista tem algum problema com os gays.

5. Esteja sempre de bem com você, mantenha a auto-estima elevada. Isto é: trabalhe no que gosta, ganhe bem, viaje bastante e dispense o(a) namorado(a). Com tanto amor por si próprio(a), quem precisa de outra pessoa?

6. Não faça do(a) namorado(a) o(a) terapeuta particular. Minha teoria: engula todos os sapos e seja dono(a) do maior brejo da vizinhança.

7. Mantenha a privacidade e respeite o espaço do outro. Não bisbilhote no celular, carteira ou no Orkut. OK: a vovozinha está bem, né?

8. Não faça com que o(a) namorado(a) seja seu(sua) caixa eletrônico. Ele(a) não tem obrigação de arcar com todas as despesas. Solução: apenas confira se a conta é do tipo premium e se os cartões de crédito têm abrangência internacional. Uma hora o investimento retorna.

9. Um toque de surpresa anima e quebra a rotina. Um torpedo no meio do dia, um bilhete no travesseiro e um presentinho fora de hora. Realidade: caixa postal no celular, baba de uma noite de bebedeira no travesseiro e o seguro de carro vencido justamente no dia do acidente.

10. Beije com vontade e frequência. Não deixe isso acontecer somente na hora H. Na maior parte do tempo: um desejo quase irrefreável de acabar com aquela carinha outrora tão bonitinha.

Para os que estão juntos de si mesmo (aka encalhados):

1. Avise todos os amigos, parentes, vizinhos, colegas de faculdade, vizinhos do banco da igreja que você quer namorar. Não tenha vergonha. Eu: faça um post como este e divulgue para pelo menos 60 milhões de brasileiros que, segundo as estatísticas, se conectam à internet. E para um outro tanto de bilhões no mundo inteiro que podem usar o serviço de translate (tradução) deste blog e entender o que está escrito aqui. É o que eu chamo de estratégia para atingir a massa.

2. Frequente lugares diferentes mas que tenham a ver com seu perfil (ahãnn????). Se ficar em casa, dificilmente alguém tocará a campainha para dizer que te ama. Resultado: você sai, conhece pessoas nada a ver, bebe feito um gambá, dá vexame e os outros te olham, com pena.

3. Aumente o leque de opções: faça um curso de línguas, dança de salão e academia com pessoas que sejam seu público-alvo. Tradução: fale inglês, alemão e mandarim, dance forró, capoeira, xote e balé e compita na maratona de São Paulo. Você consumirá tanto do seu tempo que, quando acabar de fazer tudo isso, não terá fôlego para dizer 'oi' para a pessoa do lado.

4. Esteja sempre bem arrumado(a), mesmo quando for ao supermercado para comprar um simples pacote de açúcar, pois você nunca sabe quando poderá encontrar alguém interessante. Os fatos: quando você está na fila, todo(a) arrumadinho(a), a pessoa do lado te olha e tudo o que vê é um pacote de papel higiênico ou de absorventes. A constatação: ninguém precisa saber se você faz o 'número 1' ou o 'número 2'. Para a mulher, a bandeira vistosa de TPM acaba com qualquer tentativa de aproximação.

5. Se cadastre em sites de relacionamentos mas tome cuidado para não cair em armadilhas: o(a) príncipe(princesa) pode ser um(a) sapo(perereca). Dica: se cadastre em sites e depois descubra o(a) outro(a) como o(a) 'Fogoso(a)47' com mensagens do tipo: "sexo a três agora". #ficaadica.

6. Tenha sempre em mãos o cartão de visita, pois nunca você tem uma caneta para anotar o telefone e entregar para a futura paixão. Fácil: celular ninguém tem, não???

7. Mantenha o celular sempre com a bateria carregada. Não tem coisa pior do que quando você resgata as mensagens e a tão esperada chamada aconteceu e você não atendeu. Hipótese: é mais fácil você ficar no meio da estrada com o pneu furado e a bateria (do celular e do carro) arriada do que receber 'a' ligação que mudará a sua vida.

8. Cuidado com o Orkut (de novo?) e declarações que possam bloquear o interesse de pessoas interessadas em você. No caso das mulheres, o amigo gay que fala que a ama (a amiga). Protesto: essa mulher definitivamente tem alguma coisa mal resolvida com os gays. Qual é!

9. Se vista de acordo com o que realmente gosta e te cai bem. Nem tudo que está na moda serve para todas as pessoas. Cada um tem um estilo. Remendo: tanto faz vestir um pedaço de trapo ou um Ferragamo. Se você é Gisele Bündchen ou o marido dela, Tom Brady, o estilo é você, e não a roupa. #fashionvictim ou #fashionvictory?

10. Se você sair com um(a) amigo(a) ou primo(a), deixe claro na roda, para não 'queimar o filme'. Opinião: é namoro ou amizade? E se você realmente estiver a fim do(a) amigo(a) ou primo(a) e apenas o alvo não percebe? E, em geral, quando é isso que rola, você não pode falar nada e aparece aquele(a) desavisado(a) louco(a) para ficar com você e, definitivamente, te 'queima o filme'.

(P.S. Enquanto escrevia este post, minha orelha direita ardeu o tempo todo. Diz a superstição que quando arde a direita é porque estão a falar bem de você. A esquerda, quando falam mal. Será um sinal?)

6 Comentários:

claudiagip disse...

fala pescoçudo! concordo com vc em todos os quesitos. beijos

Fe Pressinott disse...

Perfeita tradução dos relacionamentos!
bjs

Redneck disse...

Cláudia, danada, apareceu, enfim!!! Bem-vinda de volta. Saudade. Beijo!

Redneck disse...

Fe, somente no texto, né, porque na vida real, você bem me conhece. Beijo!

Ana disse...

Meu caro, adorei o teu rugido dominical. Interesante, mas como sempre, acertou em cheio nos comentários realizados.

Redneck disse...

Ana, que bom que você aparece pelo menos por aqui, né! Porque parece que estamos em continentes diferentes. Beijo!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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