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domingo, 6 de janeiro de 2008

Meu rugido dominical

Queria que não houvesse relógios. Que as goteiras parassem de pingar. Que os sons fossem mais amenos. Que as pessoas não fossem tão complicadas. Que tudo ficasse claro em olhares verdadeiros. Queria que o mundo girasse ao contrário, para variar. Queria poder viajar no tempo, apenas por pouco tempo, para matar a saudade de algo que não tive, não vi, não vivi. Queria que houvesse longevidade e, às vezes, que não. Queria que tudo se dissolvesse num instante quando a pressão aumenta. Que pudesse me teletransportar quando preciso estar num lugar e estou em outro. Que o outro me visse sem fronteiras e sem as vendas que cegam olhos curtos. Que eu visse as pessoas e, que, às vezes, não as visse tanto. Que houvesse franqueza, mas, nem sempre tão direta. Que as mágoas se desmanchassem feito bolhas de sabão. Queria que meu cérebro arquivasse apenas o que importa e que apagasse arquivos corrompidos. Queria não ser corrompido com acenos de ouro barato. Queria dar mais valor ao simples. Simplificar. Queria tanto que queria apenas que não houvesse tanto peso. Que quando o mundo estivesse às minhas costas, fosse como pluma. Queria que houvesse balanças para equilibrar certo/duvidoso, real/sonho, mágica/fato. Que não houvesse tanto a querer. Queria que se me fossem oferecidas opções quando não as enxergo mais. Queria não precisar querer tanto. Mas, é do humano a querência. Como não querer o que é negado? Como aceitar o que é dado de bom grado se não é o que desejo? Queria ter respostas prontas para perguntas mal formuladas. Queria nem ter que perguntar e tampouco responder. Queria apenas ser um peixe que borbulha no aquário. Queria não ser peixe e acabar frito. Queria a frieza do outono sem a queda das folhas. Queria o sol e nem tanto a insolação. Queria ter asas. Mas, se tê-las, para onde voar? Queria não ter que pedir mais nada não sei para quem para não ouvir respostas e, mesmo assim, continuar na sina de querer. Queria brincar de bem-me-quer e mal-me-quer e que as pétalas assinalassem apenas as alternativas corretas. Que tudo corresse perfeitamente, sem ser relógio de precisão, que os ponteiros não os queria. Queria ser sombra para ficar à margem. Ser apenas reflexo. Ser a areia do espelho que reflete. Queria ser espelho, reflexo, objeto, ser o côncavo que fechasse o convexo, ser o prisma que inundasse de arco-íris a goteira que não pára. Queria apenas não querer mais. Que o querer cansa. E não se descansa de tanto querer. Somente se exaure.

1 Comentário:

elay disse...

its too bad that i can;t understand a thing..
but the pictures are really good, and that could be enough for me to say that this is one very nice blog.

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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