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terça-feira, 20 de janeiro de 2009

Nós também podemos? (Can we too?)

Hoje é um dia histórico: o 44º. presidente dos EUA, Barack Hussein Obama, assume a presidência da maior potência ocidental do planeta. Isto é, ainda a maior potência, desde que a crise mundial que já consumiu bilhões de dólares não faça naufragar o titânico cargueiro que representa Obama - em tese - para os EUA e para o mundo.


Segundo o relato de uma amiga que vive em NY, quando Obama foi eleito, houve um sentimento popular, segundo sua descrição, muito semelhante àquele por nós experimentado em 1º. de janeiro de 2003, quando Lula assumiu o poder pela primeira vez em Brasília. Acho que o ato da posse é um dos raros momentos que (alguns) políticos equivalem-se, em popularidade, a celebridades.


A uma grande expectativa segue-se, muitas vezes, frustração de iguais ou maiores proporções. Os EUA estão em plena "Obamania" e, de forma muito semelhante a nós, recorrem até aos céus para que esses não caiam sobre suas (e nossas) cabeças.


Eu também acredito em renovações, a princípio. Também torço para que Obama faça um excelente governo. Porque, se eles podem ("yes, we can" foi o mote da campanha), nós também queremos poder, não é?


Desejo que Obama realmente aja como um estadista que, até agora, indicou ser. Não sou profeta, mas, com tanta esperança sobre esse governo, prevejo que os EUA ou optem realmente por mudanças profundas ou a decadência do império americano efetivamente começa agora.

Para acompanhar em tempo real a posse, pompa, circunstância e continuidade, sugiro dois dos blogs mais influentes na política norte-americana atual: The Huffington Post e Politico

2 Comentários:

andarilha disse...

caro Red,

as opiniões dos americanos comuns, gente do povo, sobre o Obama, me deixam bem assustada. São desejos básicos, pessoas que acham que ele vai arrumar o buraco da rua, arrumar emprego pra filha e por aí vai. E pelo discurso dele hoje, nada vai mudar. Pelo menos por um bom tempo. Aquela dele sobre os amigos da América, me deixou bem preocupada. E pior, tudo continua como dantes, ou seja, "nós temos o poder e vamos continuar a exercê-lo como vimos fazendo sempre". Preocupante.

bjs.

Redneck disse...

Andarilha, tenho que discordar de você. A expectativa do povo, ainda que seja pessoal (e sempre o é), ajuda a levantar a moral de todo um país. E isso é bom, na minha opinião. Agora, acho que a mudança começou com a eleição dele, fato inédito. Isso já é uma mudança. Quanto a mudanças efetivas, Obama não pode radicalizar, não é? Até onde eu vejo, a princípio ele deve investir na unificação em torno da novidade que é sua própria eleição. Depois, há que se negociar. Quanto ao poder norte-americano, ele não pode arrefecer, com a China nos calcanhares. De qualquer forma, de pedra a vidraça, sempre sobram estilhaços. Aguardemos. Beijo!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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