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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

George, um veterano

No segundo dia de existência desse blog, publiquei um post sobre as lagostas pelo qual sou excomungado até hoje. Segundo o post, quando cozidas, as lagostas machos fazem formação de pirâmide dentro da panela na expectativa de que ao menos um dos machos consiga se salvar da água fervente. As lagostas fêmeas, ao contrário, não se unem: agarram-se umas às outras sem dar sequer a uma delas a possibilidade de escapar da panela.

À época, expliquei que isso é um fato comprovado, não uma teoria minha. Posto que, como falei na ocasião, não sou misógino e, portanto, não haveria motivo para eu demonstrar preconceito pura e simplesmente.


(George, 140 anos, sobrevivente)

Foi apenas uma notícia que li e publiquei. Mas, a cada vez que lanço o olhar sobre os comportamentos masculino e feminino, mais me convenço que essa experiência se aplica aos humanos: é mais fácil se desencadear o desentendimento entre amigas do que entre amigos. As mulheres se unem e entram em conflitos em questão de segundos: num minuto, são amigas eternas; no seguinte, inimigas de uma vida inteira.

Claro que toda generalização é burra. Mas, a maior parte das confusões que eu presencio parte de grupos femininos formados, e não de estranhos. E mesmo mulheres estranhas entre si podem se estranhar ainda mais, do nada, apenas com o olhar.

Uma das coisas de que mais gosto nas teorias é a sua elaboração. A outra coisa de que mais gosto é quando caem por terra, depois de anos de reinado. Continuo a acreditar na teoria descrita acima, da briga pela sobrevivência entre lagostas machos e fêmeas.

Eis que George, 140 anos e 9 Kg, lagosta macho de origem canadense, conseguiu (não sei se com ou sem formação de pirâmide) sobreviver e, depois de atuar como mascote de um restaurante em Nova York, retornará ao mar. A idade da lagosta é calculada conforme o peso - cada 450 gramas equivale entre 7 e 10 anos de vida.

Lagostas centenárias são raras e mais rara ainda é a sua pesca, por rede. George conquistou a liberdade graças à intervenção do Grupo para Tratamento Ético dos Animais (PETA). O que não quer dizer que o crustáceo teve regalias. Ao contrário, creio que os 140 anos de George comprovam que a luta pela subsistência é substancialmente solitária.

Ou seja, nem machos, nem fêmeas. O mundo é dos eremitas. Assim como não se encontra solidariedade entre lagostas fêmeas, não é todo dia que se encontram lagostas com mais de 100 anos. George foi salvo da panela fervente, virou atração circense em restaurante badalado de NY e agora retorna ao fundo do mar. Para uma existência profunda e de circunspecção. E me calo ante eventuais pedradas (ou panelas ferventes).

P.S. Mas, antes de me calar, acabo de ler uma notícia que, agora sim, me dá um certo tom misógino: "o cérebro do homem tem mais força de vontade do que o da mulher para controlar o desejo de comida, indica estudo - publicado na revista PNAS norte-americana. O levantamento foi feito com voluntários que ficaram 17 horas em jejum e depois foram estimulados com imagens de seus alimentos preferidos."

4 Comentários:

La Voyageuse disse...

Vai, cutuca, cutuca a onça com vara curta! Vc gosta de uma provocaçaozinha, ne Red?

Redneck disse...

La Voyageuse, eu disse no post que é um fato comprovado, não uma hipótese minha. O meu trabalho foi somente de reproduzir o fato. Beijo!

Alberto Lozéa disse...

É impressionante como esse fato se reflete no comportamento humano. O sexo feminino realmente tende a se comportar mais individualmemnte (favorecendo o indivíduo) enquanto os homens dendem a se ajudar, se unir em grupos visando o bem estar de todos. Vemos isso claramente nas baladas por ai, onde os homens acabam se ajudando para que todos arrumem uma parceira enquanto as mulheres tendem a impedir que as amigas arrumem um parceiro! Acho que isso vai virar um post no meu Sexy Help Desk... De uma passada por lá Redneck... Abraço!!

http://sexyhelpdesk.blogspot.com/

Redneck disse...

Alberto, seja bem-vindo! Essa teoria é refutada veementemente por amigas minhas que me chamam, no, mínimo, de machista quando a saco do bolso. E o pior é que não inventei nada. Mas, algumas mulheres (poucas, devo dizer) admitem que é assim mesmo que funcionam os processos femininos. A verdade é que na maior parte do tempo eu não as entendo e prefiro me calar. Visitarei seu blog. Abraço!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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