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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

O Haiti, hoje, também é aqui

Pense no Haiti, reze pelo Haiti. O Haiti, hoje, também é aqui. Os terremotos que ocorreram no país provocaram a grande tragédia dos primeiros dias de 2010. Estão no Haiti, neste momento, 1.310 brasileiros, segundo o Ministério das Relações Exteriores. São 1.260 militares e 50 civis. Foram contabilizadas, pelo menos até agora, a morte de outros 12 brasileiros, entre os quais Zilda Arns, fundadora e coordenadora da Pastoral da Criança e da Pastoral da Pessoa Idosa. Zilda foi indicada três vezes ao Nobel da Paz e era irmão do arcebispo emérito de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns.





Mas a tragédia é muito mais abrangente: o governo haitiano estima que podem ter morrido mais de 100 mil pessoas, o que equivale o mais de 1% da população do país, que tem 8,121 milhões de habitantes. O Haiti é o país mais pobre de toda a América Latina e a expectativa de vida não passa dos 61 anos. E a catástrofe provocada pela natureza é aumentada pelas pessoas: o Haiti também é um dos mais corruptos e violentos países da região e brasileiros e outras pessoas que estão no país lá relatam saques, roubo de doações e toda a sorte de mazelas que acompanham um país destroçado.






Neste momento, a capital do Haiti, Porto Príncipe, que está no epicentro dos terremotos, é uma cidade devastada. Como se tivesse sido atingida por um bombardeio aéreo de grandes proporções. Desabaram as principais sedes governamentais e, junto com as edificações, também desabam quaisquer expectativas que os haitianos possam ter a curto prazo. Porto Príncipe é a maior cidade do Haiti, com população de cerca de 3 milhões de pessoas. E a Cruz Vermelha estima que essas 3 milhões de pessoas foram atingidas pelos efeitos do terremoto no Haiti.


Nós, longe da miséria multiplicada do Haiti, podemos todos ajudar de alguma forma. Abaixo, os links de serviços, organizações humanitárias e organizações não-governamentais que podem receber, pela internet, diversas formas de colaboração com o objetivo de amenizar esse triste pesadelo. Porque hoje o Haiti é aqui, ali e acolá. O Haiti precisa do mundo:


- Cruz Vermelha
- International Rescue Comittee
- Oxfam
- National Nurses United
- American Cares
- Yele Haiti Earthquake Fund
- Unicef
- Mercy Corps


No Brasil, as doações podem ser feitas, ainda, por meio da embaixada do Haiti no País, por depósito em banco. Os depósitos deverão feitos para a seguinte conta:


- Nome: Embaixada da República do Haiti
- Banco: Banco do Brasil
- Agência: 1606-3
- Conta corrente: 91000-7
- CNPJ: 04.170.237/0001-71


4 Comentários:

pinguim disse...

Eu não tenho palavras para explicar a minha perplexidade sobre este cataclismo.
Misturam-se neste funesto acontecimento vários condicionalismos que podem levar a um número de vítimas assombroso, ainda impossível de calcular; ao poder devastador de um tremor de terra com aquela magnitude, junta-se o facto de uma população a viver nos limites quase generalizados da pobreza, em construções que não aguentam uma grande tempestade, quanto mais um sismo; junte-se-lhe a falha total de apoio imediato, com os poucos meios médicos destruídos, sem possibilidade de acesso imediato e com uma população angustiada e completamente perdida e também o aproveitamento que sempre surge nestas alturas de uns poucos bandalhos que assaltam e saqueiam o pouco que há para roubar...
Se fosse possível retratar numa tela o que se passa em Port au Prince, penso que Bosh seria o pintor escolhido.
Uma imensa tragédia!
Recolho-me na minha pequenez.

Redneck disse...

Oi João, é triste mesmo, não? Conforme acompanho as notícias sobre o Haiti, ainda mais desolado eu me sinto: eles não têm tratores para remover entulhos e o fazem com as mãos. Simplesmente não existem máquinas no país e qualquer outro tipo de infraestrutura mínima para lidar com essa tragédia, o que a torna ainda maior. Muita gente compara com o tsunami asiático mas a diferença é que o Haiti é o pobre entre os países pobres e tudo fica elevado à décima potência. É assustador ver as pessoas mortas sem condições de serem enterradas e as vivas, feridas, sem qualquer chance de serem atendidas. Pior ainda é saber que conforme passam as horas, os eventuais sobreviventes sob os escombros perdem minutos preciosos. Se o país já não tinha estrutura nas condições anteriores, imagine agora. Nem mesmo Bosh imaginou tanta ruína. Nesse momento, somos todos pequenos porque com esse tipo de insurgimento da natureza, simplesmente não há o que fazer. O que aliviaria - e infelizmente não é o caso - é se o Haiti tivesse meios. Mas nem mesmo consegue se organizar para atender os sobreviventes. Nem mesmo há combustível no Haiti. É o horror. É o horror.

gentil carioca disse...

Um horror total. Que karma tem aquele país, meu Deus!!!
Quanto ao pintor para retratar a tragédia, lembro também de Picasso ("Guernica") e Munch ("O Grito" é bem signicativo para a ângústia que o povo deve estar sentindo).
Bjs

Redneck disse...

Gentil, e quanto mais eu leio sobre o Haiti, mais a tristeza aumenta: de colônia espanhola, passou a francesa e, de golpe em golpe, o Haiti foi verdadeiramente sodomizado até ser reduzido à condição atual. Os terremotos somente reduziram a pó aquilo que flutuava em frágeis bases. É uma pena. Parece que algumas partes do mundo são sempre mais castigadas do que outras. Não que um país tenha que passar por isso mas o Haiti, que já tem tanta desgraça, definitivamente, não precisava passar por essa provação. Beijo!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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