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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Rastreio de Cozinha - 155


Os últimos 15 dias foram tudo: extenuantes, exaustivos, insones, mal-alimentados, com dores repentinas, calafrios, dores de estômago, de cabeça, perda de memória e um absoluto cansaço que não se dissipa nunca, feito uma estação fora de hora tal qual se transformou o tempo de São Paulo.

Esse é o retrato acabado do final do quarto módulo e da faculdade de gastronomia. Este post é escrito exatamente após eu ter dormido por quatro horas consecutivas: das 10 da noite às 2 da manhã.


Creio que faz alguns anos que não durmo antes, pelo menos, da 1 da manhã. Hoje não deu. Cheguei, comi alguma coisa, depois de quase 24 horas sem uma refeição decente, e desmaiei. Com o computador e a TV ligados, a casa acesa, as janelas abertas.

O tempo congelou. Tudo o mais virou um silêncio espesso. Sumi do mundo e entrei de corpo, mente e alma em outra dimensão. Se sonhei, não sei. Agora, ao acordar com a luz intermitente da tela do computador, que muda o descanso de tela de tempos em tempos e reproduz à noite um quase dia com o sol que brinca de esconde-esconde com as nuvens, sinto-me, senão outro, ao menos o mesmo um pouco mais equilibrado.

Hoje, entreguei o TCC. Não sei nem calcular, mas, do último mês para cá, a curva ascendente de horas gastas com o Trabalho de Conclusão de Curso passou de duas horas/dia para até 16/horas dia. Culminou com a sexta-feira, em que usei 12 horas do dia e com o sábado, com mais nove horas, quando, às 23 horas, acabei de imprimir a última das 122 páginas do projeto.


Hoje, segunda-feira, ainda sobrou o encerramento: três cópias encadernadas do TCC e a entrega na secretaria da faculdade, sob protocolo, às 18 horas, em ponto (às 19 horas soaria o gongo final).

Admito que cheguei a ter pesadelos com a perda da hora e, de ontem para hoje, fui dormir às 9 horas da manhã, depois de ler, sim, ler um livro inteiro de 512 páginas, tentar dormir por duas horas e acordar meia hora depois com ligações de trabalho.

De domingo para segunda, dormi exatos 30 minutos. Hoje, além do TCC, eu tinha um artigo de 25 mil toques para entregar. Fiz 21 mil toques até às 16 horas e joguei a toalha. Me estendi o prazo para amanhã, terça-feira.

Saí de casa no incomum horário das 17:30 horas, com sinais pessimistas a me perseguirem. Não aconteceu nada. Entreguei o TCC dentro do prazo. Houve colegas que chegaram à faculdade às 20:30 horas e não sei como se passou a negociação para a entrega do projeto.


Hoje também começaram as minhas provas finais e as tive, logo duas: de Sala e Bar e de Eventos. São disciplinas de um só professor. Uma prova com cinco questões e outra com dez. Não tive a menor oportunidade de abrir a apostila e ler sobre o assunto. Cheguei na faculdade em estado de alheamento total, como se eu fosse apenas um robô. Só pensava em terminar as provas, voltar para casa, comer e dormir. E foi o que fiz.

Agora, faltam mais sete provas e a apresentação em banca do TCC, que se dará na sexta-feira da semana que vem, no dia 5. Até lá, faltam algumas pendências: estudar para as demais provas, entregar o artigo, fazer a apresentação do TCC em PowerPoint e, finalmente, encadernar a cópia final do TCC, depois de aprovado.

Depois disso tudo, restará a pergunta principal, sempre presente num período pós-tormenta: e agora, Redneck?

6 Comentários:

La Voyageuse disse...

Red,

Vc acredita mesmo que "A solidão humana aumentará em proporção direta ao avanço das formas de comunicação?".

Anônimo disse...

Desejo que tudo corra muito bem. Espero que quando chegues ao final possas ter aquela sensação de dever cumprido. Quanto ao amanhã...ele lá estará à espera, não adianta apressares nada.

Boa sorte!

Ana

Redneck disse...

La Voyageuse, acredito sim. A conexão virtual afasta a conexão física. Por mais que nos sintamos conectados, na verdade, não passa de um artifício. Claro que é uma das formas de comunicação e não reduzo a importância desse tipo de contato. Mas, a troca virtual tem uma frieza que não ocorre no contato físico e apenas atenua a falta total. Creio que nos enganamos um pouco com esse contato virtual. É meio que um 'faz-de-conta' de estar em contato, de se sentir conectado. Beijo!

Redneck disse...

Ana, é isso mesmo. Obrigado. Mais um poucos dias e tudo se acaba e uma nova fase começa. É sempre assim, não é? Beijo!

Luísa disse...

Red, Porque será que sempre estressamos próximo à entrega de um trabalho volumoso e importante? Parece que mesmo quando nos preparamos por meses o momento final sempre é tenso... E o momento da formatura é de alívio... e de dúvidas. Espero que você encontre seu caminho. E que eu possa desfrutar dos seus pratos hehe. Beijos.

Redneck disse...

Luisa, para mim, o stress nem é tanto conosco, alunos. Mas, se cria, pelos professores, uma pressão tão grande e há tanto desencontro de informações que, ao final, uma enorme bola de neve ameaça nos soterrar a todos. A formatura, mesmo, somente no ano que vem. Você poderá desfrutar dos meus pratos, sim. Talvez em outros territórios. Talvez. Beijo!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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