quarta-feira, 24 de setembro de 2008
sábado, 21 de novembro de 2009
The book is on the table
Tudo são números grandiosos neste livro: 759 páginas, 4 bilhões de anos retroagidos do presente até o início do que definimos como a origem da vida - que o autor atribui às bactérias de dois tipos: eubactérias e arqueias - e 39 encontros com os denominados 'concestrais', grupos de vida animal e vegetal que, de retrocesso em retrocesso, desde nós, atuais humanos, explicarão (ou tentarão) como nos tornamos o que somos, tanto a vida animal, humanos inclusos, quanto a vida vegetal que viceja no ar, na crosta terrestre e no fundo do mar.
Levei quase cinco meses para ler tudo: comprei o livro no dia 04 de julho e o terminei esta semana. Foi um processo de absorção de informação científica, de dados biológicos, de cálculos e inferências que, leitor, devo deglutir e entender sob o risco de me perder em tantas idas e vindas.
Ao final, fica a sensação de que somos apenas mais um dos grupos referidos pelo autor nesses 4 bilhões de anos - entre as primeiras bactérias e nós e os bichos e plantas que habitam a Terra, milhões de outros animais, plantas e hominídeos feneceram. A seguir tal precisão evolutiva, vamos nós também atuais dominantes do planeta, rumar inexoráveis em direção ao fim e sermos substituídos por outras espécies melhor adaptadas às futuras condições ambientais desse planeta que, ao menos até agora, é o único que viabiliza a vida humana.
O livro é "A Grande História da Evolução - Na Trilha dos Nossos Ancestrais" - Richard Dawkins - editora Companhia das Letras - 759 páginas. Dawkins é um darwinista ferrenho e, no oposto, ateísta e totalmente contra a teoria dos criacionistas - aqueles que creem na teoria da criação, pela qual uma ou mais entidades inteligentes estão por detrás do surgimento do universo. O criacionismo - e por isso o constante ataque de Dawkins ao conceito - se caracteriza pela oposição às teorias científicas que pretendem explicar a origem da vida e da evolução de todos os seres vivos.
"A Grande História da Evolução" não é um livro fácil. A despeito do autor ter feito uma associação com o clássico livro "Os Contos de Cantuária", de Geoffrey Chaucer, essa ligação não favorece o livro de Dawkins. Nos "Contos de Cantuária", Chaucer relata a peregrinação de homens e mulheres da Idade Média à Cantuária e cola as narrativas de cada personagem umas às outras. No livro de Chaucer, que adquiri justamente a partir da leitura de Dawkins, isso funciona. Mas para os peregrinos de Dawkins, cujos 'contos' pretendem fazer amarração semelhante, nem tanto. O artifício de Chaucer é maravilhosamente literário e o de Dawkins, bem, é apenas uma tentativa de dar efeito literário a uma obra que é científica.
Mas engana-se quem pensa que a história da biologia, da evolução e de milhões de seres encadeados em grupos que formam os peregrinos nos 4 bilhões de anos, é chata. Na verdade, há muitas e bastante agradáveis 'viagens' ao lado desses peregrinos relatados por Dawkins.
Autor de outros livros bastante polêmicos como "O Gene Egoísta", "O Fenótipo Estendido" e "Deus, Um Delírio", Dawkins acaba de lançar um novo livro - "O Maior Espetáculo da Terra - As Evidências em Favor da Evolução" ("The Greatest Show on Earth - The Evidence for Evolution"). Esse livro se soma ao "The Ancestor's Tale - A Pilgrimage to the Dawn of Life", título original de "A Grande História...".
Para mim, o livro torna-se um subsídio a mais no meu próprio repertório de crenças e descrenças. Assim como Dawkins, sou, por natureza, um evolucionista e compartilho da teoria de Charles Darwin que, este ano, completa 150 anos. Ante eventuais críticas e defesas ardentes sobre as teorias religiosas e criacionistas (ambas, embora tenham pontos de contato, não são a mesma coisa, não de todo), uso uma reprodução feita por Dawkins sobre um diálogo empreendido entre o evolucionista britânico J.B.S. Haldane e uma expectadora criacionista de uma de suas palestras: a mulher diz a Haldane que simplesmente não podia acreditar que, mesmo em bilhões de anos, se pudesse "ir de uma célula única a um complicado corpo humano". Haldane retruca: "Mas, madame, a senhora mesma fez isso. E em apenas nove meses".
Portanto, a vida pode ser explicada por Darwin, pela fé religiosa, por criacionistas ou, simplesmente, ser deixada à deriva, sem que importe de onde viemos e como chegamos a nos constituir no que somos atualmente. O que interessa, a meu ver, é que a vida é infinita e que o mais brilhante de tudo isso é o fato de poder falar sobre isso e acreditar em matemática ou na astrologia. Não importa. O que importa é a certeza maravilhosa de que chegamos aqui e, pelo menos por ora, somos o que somos, independentemente de termos atrás de nós 4 bilhões de anos. Somos apenas poeira dos tempos, como gosto de falar. Com a diferença que somos poeira falante, inteligente e gostamos de nos unir entre nós. Vai ver a história de que somos feitos do barro tenha a ver com essa poeira cósmica a que eu tanto me refiro. Sei lá!
Postado por | Post by Redneck às 20:00 2 Comentário(s) | Comment(s)
Artigos Relacionados:Artigos relacionados
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
O Original de Laura
Mais do mesmo: um neurologista brilhante, mas fisicamente pouco atraente, deprimido pela infidelidade da esposa mais jovem, pensa em cometer suicídio. Abordei essa palavra aí atrás ontem, ainda. Mas aqui é ficção: acontece agora, no dia 17 de novembro, o lançamento de um livro inédito de Vladimir Nabokov, 32 anos após a sua morte. O livro sai nos EUA (pela Knopf/Random House) e na Grã-Bretanha (Penguin), depois de 30 anos de hesitação do filho do escritor, Dmitri, que detém os direitos sobre a obra.
Nabokov, conhecido mundialmente por ser autor de "Lolita", havia dado instruções para que os originais fossem queimados após a sua morte, o que nunca foi feito. Acho engraçado isso de as pessoas deixarem instruções para destruir documentos, papéis, cartas e manuscritos. Se a pessoa quer que sejam destruídos, e não 'vazem' para a posteridade, basta ter em mãos um palito de fósforo e algo próximo de uma pira e proceder ao pequeno incêndio de sua obra. Mas, quando se trata de escritores, tenho por mim que a vaidade fala mais alto e o próprio criador é incapaz de dar fim àquilo que criou.
Assim como acontece com "O Original de Laura" ("The Original of Laura"), Nabokov também quis queimar os originais de "Lolita" e foi impedido pela esposa. Em 1955, "Lolita" daria ao autor fama universal e ao mundo um novo significado da palavra 'ninfeta'. Os manuscritos de "O Original de Laura" foram trancados no cofre-forte de um banco na Suíça em 1977, quando o autor faleceu. São 138 cartões (em papel cartolina) definidos pelo próprio escritor como incompletos. Nabokov disse que depois preencheria os vazios. Obviamente, ou não deu tempo ou o escritor preferiu relegar o livro aos arquivos.
A Penguin Classics deve reproduzir os 138 cartões e transcrevê-los numa espécie de edição manual-industrial. Um dos editores da Penguin disse que o livro é engraçado e sombrio e que explora o "ódio a si mesmo e a vontade de desaparecer". Fúnebre, não?
Como o livro não sai agora no Brasil (espero que saia em breve), fiz o post fora da rubrica "The Book Is On The Table", que costuma assinalar apenas os livros que li, e não as postagens sobre livros os quais desconheço. Porque estar sobre a mesa significa, literalmente, estar sobre a minha própria mesa.
Postado por | Post by Redneck às 19:30 2 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros, Nabokov
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 29 de janeiro de 2011
The book is on the table
Nos 15 dias que estive de férias entre o final do ano passado e o início deste, aproveitei, como sempre o faço no meu tempo livre, para dar cabo de alguns livros que ficaram relegados à poeira.
Antes que eu desse cabo de todos, alguns deram cabo de mim pela força. Mas, eu não me canso. Insisto em navegar nas linhas, na literatura que tenta explicar tantos porquês, tantos hiatos, dúvidas, traições, comportamentos.
Dos cinco livro que li, três foram suficientes para me causar inquietação, que é o que busco nos livros. Que me façam pensar e, se possível, ir além, cada vez mais além da mediocridade. É nos livros, sempre, que encontro um sossego ante o desassossego da vida cotidiana. Embora pareça uma contradição, ainda que o livre gere novas e desavisadas reflexões, é no terreno da literatura que melhor me encontro. Aos livros.
- 2666 (Roberto Bolaño - editora Companhia das Letras - 852 páginas): esse catatau de páginas, na verdade, não é apenas um, e sim cinco livros. Embora inacabado, é considerado a obra-prima do escritor chileno, morto precocemente aos 49 anos. Originalmente, foi concebido para ser cinco livros diferentes. Com a saída de Bolaño de campo, talvez os editores acharam melhor concentrar tudo num só lugar. Inacabado ou não, um ou cinco livros, é, realmente, um livro de fôlego, o qual se lê sem fôlego horas a fio. Nem vou dizer que se lê esse livro sem parar porque não é verdade. Comecei lá atrás, em meados de 2010, e somente o concluí ao raiar deste ano. O nome do livro, 2666, é um mistério. Não houve tempo hábil para que o escritor o explicasse e pipocam hipóteses. Mas, o que importa mesmo é que o livro é, sim, muito bom. Começa com a investigação de um escritor recluso, passa por uma série de assassinatos no México e termina com a história do misterioso escritor. Muito bom. Leia.
- Lugar (Reni Adriano - editora Tinta Negra - 111 páginas): tamanho, efetivamente, não é documento. Com 1/8 de páginas em relação ao 2666, Lugar é uma pequena obra-prima do escritor brasileiro que foi revelação em Minas Gerais em 2009. É um livro mítico, de mitos fundadores, da violência com que se engendram os mitos. É reinvenção da roda, da língua portuguesa, da literatura brasileira. Novidade sim. Novo. Desde já, clássico. Recomendo muitíssimo. As palavras não são emitidas. São escandidas. Feito barba cerrada. "Cale-se! Afasta de mim esse pai". A ressonância com Chico Buarque, o diálogo que se empreende em níveis duros, profundos. O livro, parece, foi forjado em ferro. Manualmente.
- A Guimba (Will Self - editora Alfaguara - 331 páginas): depois do maravilhoso 'O Livro de Dave', Self volta com este romance irônico sobre o mundo do politicamente correto em que somos despidos nos aeroportos para ir e vir e, sem o direito de ir e vir livremente (estamos presos à liberação ou não de vistos), faz uma metáfora angustiante dessa nova realidade mundial. Não é uma nova ordem mundial. Antes, é uma desordem mundial, que pode ser iniciada com a ponta de um cigarro, a guimba. Self, uma vez mais, é brilhante ao descrever um mundo que, se ainda não é assim, não tarda em sê-lo. A continuar nesta saga, com um olhar avassalador sobre a in/evolução da humanidade, por certo estaremos condenados a nos fecharmos cada qual em claudicantes celas. Preocupante. Livro necessário para entender as dimensões que o 11 de Setembro deu ao mundo.
- Pegando Fogo - Por que cozinhar nos tornou humanos (Richard Wrangham - editora Zahar - 22 páginas): considerado um dos 100 melhores livros de 2009 pelo The New York Times, o livro investiga o que seria da evolução humana sem o fogo para cozinhar a nossa comida. É, antes de tudo, um trabalho científico, de investigação antropológica e sociológica, e avança ao complementar teses de Charles Darwin e de outros cientistas. Wrangham defende a tese de que começamos a cozinhar antes de nos tornarmos homens e que nos tornamos homens justamente porque passamos a cozinhar. O domínio do fogo há um 1,8 milhão de anos, mostra o livro, mudou completamente a história da humanidade e de nós mesmos, humanos atuais. Que somente o somos porque aprendemos (com nossos antepassados, que ainda não eram homens) a cozinhar. Interessante.
- A Cozinha a Nu (Santi Santamaria - editora Senac - 277 páginas): Sanatamaria é um chef espanhol, defensor aguerrido da comida e dos ingredientes naturais. Refuta modernismos, entre os quais a cozinha molecular de Ferran Adrià (que, por ora, fechou o festejado El Bulli, por prazo indeterminado, e também perdeu, no mesmo El Bulli, a companhia do irmão, que prefere a cozinha tradicional). O chef defende a volta ao campo, aos ingredientes de autênticos terroir e desbanca a indústria alimentícia multinacional - Kraft Foods, Nestlé, Unilever e outros conglomerados que produzem enlatados, conservantes, acidulantes e outros artifícios para vender comida cada vez mais anti-natural. É um verdadeiro manifesto contra uma comida falsa que tem um único mérito: criar pessoas obesas ao redor do mundo numa alimentação que padroniza e iguala a comida do Brasil à China. Excelente.
Postado por | Post by Redneck às 19:00 6 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 6 de setembro de 2008
The book is on the table
Um menino de 15 anos foge de casa. Um velho conversa com gatos. O primeiro carrega uma maldição: matará o pai, dormirá com a mãe e com a irmã, numa reprodução do mito de Édipo e Jocasta. O segundo sofreu um desmaio quando criança e perdeu a memória. Nunca mais foi o mesmo: não aprendeu a ler nem a escrever. Agora, recebe uma pensão do governo e complementa a renda como "achador de gatos". Enfrentará uma estranha figura de chapéu que sacrifica gatos. O que os dois personagens têm em comum?

Postado por | Post by Redneck às 18:32 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadosdomingo, 18 de maio de 2008
The book is on the table
São estes os novos livros que estão sobre a minha mesa neste momento:
- Porca Miséria, de Hasier Exteberria e David de Jorge, editora Senac: os autores são
bascos espanhóis e são escritor e cozinheiro, respectivamente. O livro devassa as cozinhas européias e faz referência aos grandes chefs da atualidade, tanto dos imensos egos quanto das pretensões. O subtítulo do livro, no entanto, já revela, logo de início, que a pretensão dos autores é apenas serem divertidos: "Recordações Gastronômicas de Um Par de Suínos". Comprei pela capa, pelo nome e pelo assunto, claro.
- Cozinha Confidencial, Anthony Bourdain, Cia. das Letras: Bourdain é mais
badalado como polemista do que como chef. É o chef do "Les Halles", de Nova York. No ano passado, esteve em São Paulo e disse, sobre a cidade: "São Paulo é feia. Ou melhor, é feia à beça". Bem, antes tarde do que nunca, Bourdain, feia é a sua avó! "Alguém já disse que (São Paulo) é como se Los Angeles vomitasse em Nova York", adicionou. E ainda tem brasileiro que baba diante dele. Tenho vontade de ir ao "Les Halles" e vomitar no chão. E dizer, candidamente: "Sou de São Paulo".
Enfim, mas, creio que esse tipo de provocação barata não tem nada a ver. O livro, segundo a orelha, escrita por Nina Horta, conta as aventuras de Bourdain: "Com muita sinceridade, alguma crueldade e bastante graça, Bourdain narra sua vertiginosa vida entre panelas. Didático, envolvente, é um Jack Kerouac com o Larrouse Gastronomique na mão. Em meio a nuvens de fumaça de maconha, quantidades importantes de cocaína, outras várias drogas e uma animada atividade sexual, mistura lembranças e comentários, com direito a mafiosos e Frank Sinatra, muito derramamento de sangue, bebedeiras gigantescas, pitadas de suspense e uma alegria atordoante no ar."
- As Revelações Picantes dos Grandes Chefs, Irvine Welsh, editora Rocco: esse é um romance. O autor é conhecido. Escreveu "Trainspotting" e "Pornô". Assisti ao filme do primeiro e li ambos os livros. E gostei de ambos. Em "Revelações", Welsh faz uma parábola gótica das grandes obsessões da contemporaneidade: o sexo, a comida e as semi-celebridades. O autor explora o lado sórdido da cultura dos restaurantes e faz um exame da busca de uma identidade, da rivalidade masculina e da necessidade de pertencer ao mundo.
Postado por | Post by Redneck às 22:00 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Gastronomia, Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossegunda-feira, 30 de junho de 2008
The book is on the table
Acabei de ler "O Mago", biografia de Paulo Coelho feita por Fernando Morais. Como eu imaginava, e não me desapontei, a vida de Paulo Coelho é muito interessante. E nem vou me somar mais (a partir de agora) à interminável lista dos que se declaram desfavoráveis ao autor de "O Alquimista".


Postado por | Post by Redneck às 12:10 3 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossegunda-feira, 18 de agosto de 2008
The book is on the table
Estou em plena leitura do livro "Maus Bocados" (Cia. das Letras, 353 páginas) do poderoso e irritante chef norte-americano Anthony Bourdain (do restaurante Les Halles, de NY) , que também publicou "Cozinha Confidencial", com o qual arrumou toda confusão que pôde com famosos chefs de todo o mundo. Em "Maus Bocados", por exemplo, Bourdain desanca o britânico Jaime Oliver, por quem, admito, nutro a maior simpatia. Sei que ele também gosta de mim, pergunta por mim, liga e deixa recado e tudo o mais. Eu é que ando sem tempo.


Postado por | Post by Redneck às 15:35 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Gastronomia, Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 14 de junho de 2008
The book is on the table

Postado por | Post by Redneck às 21:20 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 4 de outubro de 2008
The book is on the table
Não sei porque, mas, de repente, me vi com dois dos títulos mais representativos do que a ars poetica tem de clássico: "Orlando Furioso", de Ludovico Ariosto; e "Paraíso Perdido", de John Milton. Eu, leitor contumaz, admito que a prosa me atrai muito mais do que a poesia. Mas, outro dia, li em algum lugar sobre essas duas obras e me deu vontade de conhecê-las.


Postado por | Post by Redneck às 14:18 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 27 de setembro de 2008
The book is on the table
Estou no finalzinho da leitura da biografia "Escoffier, o Rei dos Chefs", de Kenneth James (editora Senac, 471 páginas). Auguste Escoffier viveu entre 1846 e 1935 e tanto foi o "rei dos chefs" quanto o "chef dos reis".

Postado por | Post by Redneck às 20:42 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Gastronomia, Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadosterça-feira, 20 de janeiro de 2009
The book is on the table (この本は、テーブルの上にいる)
Há muito que eu não alimentava esta seção. Isso não significa que deixei de ler. Ao contrário. Li ainda mais. É que, no final do ano passado, muitas atividades se acumularam - trabalho, faculdade, compromissos - e não pude fazer muito do que gostaria.




Postado por | Post by Redneck às 00:30 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 12 de dezembro de 2009
The book is on the table
Triste como a vida. Assim avalio este maravilhoso livro. "A Solidão dos Números Primos" - Paolo Giordano - editora Rocco - 284 páginas. Li em dois dias. E é a segunda vez que me surpreendo com um escritor italiano da nova geração. A primeira foi com "Caos Calmo", de Sandro Veronesi.
Mattia, um dos protagonistas, é um gênio da matemática. É irmão gêmeo de Michela que, na mesma proporção do irmão, é opostamente deficiente mental. A outra protagonista é Alice, cujo pai quer torná-la campeã de esqui. Ao sofrer um acidente, Alice fica impossibilitada de realizar o sonho do pai.
Mattia e Alice se encontrarão. Um, o primeiro, desenvolve um estranho andar para se fazer notar cada vez menos pelas outras pessoas: caminha com as laterais dos pés e evita todo e qualquer ruído que o seu caminhar possa causar. A outra, vitimada pelo acidente, tem uma perna mais curta e, por isso, caminha de forma manca. Um e outro se completarão em ambos os andares de forma simétrica. Um e outro ocupam o espaço reservado que fica vago a cada passo de ambos.
"Mattia tinha estudado que entre os números primos existem alguns ainda mais especiais. Os matemáticos os chamam de primos gêmeos: são casais de números primos que estão lado a lado, ou melhor, quase vizinhos, porque entre eles sempre há um número par, que os impede de tocar-se verdadeiramente. números como o 11 e o 13, como o 17 e 19, o 41 e o 43. Com paciência para continuar contando, descobre-se que esses casais logo rareiam. Encontram-se números primos cada vez mais isolados, perdidos naquele espaço silencioso e cadenciado, feito apenas de cifras, e se tem o pressentimento angustiante de que os casais encontrados até ali sejam um fato acidental, que o verdadeiro destino seja mesmo permanecer sozinhos. Então, justamente quando se está prestes a desistir, quando já não se tem vontade de contar, eis que se esbarra em outros gêmeos, agarrados um ao outro. É convicção comum entre os matemáticos que, até onde se possa avançar, sempre haverá outros dois, mesmo que ninguém seja capaz de dizer onde, até que sejam descobertos. Mattia achava que ele e Alice eram assim, dois primos gêmeos sós e perdidos, próximos, mas não o bastante para se tocar de verdade."
Na minha fase atual, sinto que sou como esses números primos gêmeos: sei que existe alguém, em alguma parte do mundo, mas, por um lapso - seja de tempo ou do acaso - jamais encontrarei o primo gêmeo. E, se o encontrar, sempre haverá um outro número par (quer dizer, uma outra pessoa) a me impedir de, finalmente, tocar essa outra pessoa. Portanto, isso é triste. E, portanto, o livro é triste. Como a vida.
Postado por | Post by Redneck às 18:30 6 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros, Paolo Giordano
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossexta-feira, 23 de janeiro de 2009
The book is on the table
Mais um post temático. Desta vez, de gastronomia. Sim, o livro está e é sobre a mesa. Não é porque acabei a faculdade que meu interesse arrefeceu. Não! Longe disso! Não estive tão perto da cozinha quanto me apeteceria, mas, tampouco passei ao largo, como poderia ocorrer.



Postado por | Post by Redneck às 02:30 4 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Gastronomia, Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 24 de maio de 2008
The book is on the table
Às vésperas da 12ª. Parada Gay de São Paulo, a cidade está cheia. De fora, são estimados 300 mil turistas que aqui estão desde quarta-feira. Os hotéis estão lotados. A 25 de Março esteve lotada, pelos compradores convencionais e pelos gays. As casas noturnas estão lotadas. O tempo ajuda. A Avenida Paulista não. A avenida, principal passarela do evento, ainda está com os tapumes, a despeito da prefeitura ter prometido que tudo estaria pronto para amanhã.
Com toda essa agitação e um sol de outono maravilhoso, tudo o que fiz, nestes dias, foi escrever matérias cujas entregas estão atrasadas. Odeio ficar em casa quando sou obrigado.
Não pude viajar, não tenho saído, não tenho feito nada, a não ser escrever matérias especializadas sobre tecnologia, internet e telefonia móvel. Não estou contente comigo mesmo, com o meu marasmo, com o meu trabalho. Com nada, enfim! Se vou à Parada? Não sei!!!
Meu único ato edificante (para mim mesmo) até agora foi comprar mais um livro, de novo na fnac. É o "Léxico Científico-Gastronômico", elaborado a partir das pesquisas feitas pela Alícia, fundação de pesquisa científica na área de gastronomia da Catalunha, na Espanha, e pelo elBullitaller, que é o laboratório culinário ligado ao restaurante elBulli, do chef catalão Ferran Adrià.
O livro (ou dicionário) foi publicado na Espanha em 2006 e a editora Senac SP acaba de lançá-lo no País. O léxico foi feito para passar ao grande público (eu diria que foi escrito para os iniciados, na verdade) a compreensão sobre os processos científicos e tecnológicos usados pela gastronomia de vanguarda atualmente, notadamente aqueles inventados por Adrià e sua equipe.
Há mais de 400 verbetes no "Léxico", com definições e, em alguns casos, indicações sobre a aplicação prática de aditivos e outros produtos na indústria alimentícia e em restaurantes.
Para saber mais: Léxico Científico-Gastronômico: as chaves para entender a cozinha de hoje - Alícia & elBullitaller - Editora Senac São Paulo - Tradução: Sandra Trabucco Valenzuela - R$ 65 (245 págs.).
Postado por | Post by Redneck às 19:54 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Gastronomia, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossexta-feira, 15 de maio de 2009
The book is on the table
Com fome de canibal privado de repasto gordo, devorei em menos de 36 horas, entre a compra e a leitura final, as 607 páginas do segundo volume da trilogia "Millenium 2 - A Menina que Brincava com Fogo" - Stieg Larsson - Companhia das Letras - 607 páginas. O primeiro volume - "Millenium 1 - Os Homens que Não Amavam as Mulheres" - era igualmente extenso - 522 páginas, o qual eu li em novembro do ano passado.

Postado por | Post by Redneck às 10:00 8 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadosquinta-feira, 7 de agosto de 2008
The book is (and was) on the table


Postado por | Post by Redneck às 13:31 2 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionadossábado, 6 de junho de 2009
Debúki íson detãilbol (the book is on the table)
- "Ki C axa.... divedadi o dibinkedu?"

Postado por | Post by Redneck às 19:00 0 Comentário(s) | Comment(s)
Categoria | Categorie Literatura, Livros
Artigos Relacionados:Artigos relacionados


























