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quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Rastreio de Cozinha - 164


A-C-A-B-O-U!!!!!!!! Fecho hoje, quinta-feira, dia 11 de novembro de 2008, a minha faculdade de gastronomia. Fechei todas as disciplinas e, quanto ao Trabalho de Conclusão de Curso - TCC, o qual eu apelidei de Tentativa de Cabar Comigo para que o peso do projeto em si me fosse mais ameno, é claro que deu tudo certo e, S-I-M, o (meu)nosso TCC será encadernado, capa dura, capa duríssima, para virar referência na biblioteca da faculdade para as futuras turmas e também ao público, em geral.

Essa sempre foi a minha meta, desde o dia em que o primeiro professor falou do TCC, no início do ano passado. O que adianta fazer uma apostila simples para ficar arquivada em algum porão da faculdade? Não! Não mesmo! Eu sabia, desde o início, que tínhamos que trabalhar com esse objetivo, e não menos do que isso: conseguir obter uma nota alta o suficiente para colocar o TCC entre os projetos que merecem ser referência e obra de consulta.


Eu devo dizer, sem falsa modéstia, que consegui: a idéia original do projeto é minha, o conteúdo foi revisado (e reescrito) por mim, o formato, segundo as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), foi por mim organizado. Então, não me acanho ao afirmar que consegui atingir o meu objetivo.

Alguns acertos serão feitos no TCC e, até o próximo dia 18, daqui a uma semana, eu tenho que entregar uma versão capa dura nas mãos da coordenadora do curso. Fora esse compromisso, não há nada mais que me prenda à faculdade. Estou formado. Sou, desde já, oficialmente, tecnólogo em gastronomia. Tenho, para confirmar a formação, três certificados: cozinheiro 2, cozinheiro 1 e cozinheiro internacional.

Claro, claro. O papel, por si só, não garante nada. Sem a prática, não passa de um pedaço de papel com os necessários timbres. Mas, o papel certifica que eu passei dois anos da minha vida dedicado a estudar técnicas, conceitos, ingredientes, padrões e todo o referencial que se aplica a uma cozinha comercial.


O que sinto com tudo isso? Primeiro, liberdade. Sim. Dá uma ampla liberdade me saber formado, em ter atingido o meu objetivo imaginado há mais de dois anos e que agora concluo. Depois, essa semana, por si só cheia de imprevistos - chuvas, stress, cansaço, desencontros - termina na quinta-feira de forma abrupta. Dos colegas, não vi cerca de 80%. Provavelmente, volto a encontrá-los (ou não) pela vida. A cidade de São Paulo é grande, mas, não passa de uma casca de noz dentro do universo.

Já não vou mais trilhar o caminho árduo do metrô e isso, mais ainda do que a presença obrigatória na faculdade, me traz um grande alívio. Depois de anos fora do sistema de transporte público, esses dois anos quase que diários de usuário do metrô me provaram mais uma vez que as autoridades competentes pouco ou nada se importam com as pessoas.

Fomos - eu incluso - tratados como gado o ano inteiro e ainda obrigados a ouvir a fatídica mensagem repetida à exaustão: "70% dos atrasos acontecem porque as pessoas seguram as portas". Mentira!!!! E quando o trem demora 4, 5, 6 minutos? Tem algum usuário que o segurou por tanto tempo assim? Nem se fosse Super-Man!


Então, é com alívio que deixo de usar o metrô. E é com escárnio que encaro campanhas do tipo "deixe seu carro em casa". Oras, o transporte coletivo é um lixo!

Sim, sei que tudo deve soar um grande alívio. Mas, isso é normal. As coisas acabam quando terminam, eu disse por esses dias. E acabam mesmo! Agora, é seguir em frente. Tenho expectativas, outras metas e sonhos para conquistar. Por enquanto, celebro o término dessa fase. E vou para o descanso de final de ano.

Feliz com tudo que, ao fim, se transforma apenas - e devo ser algo melancólico - em um final chuvoso, com raros amigos da faculdade por perto e com todos meio perdidos. Foi assim o meu último dia da faculdade de gastronomia. Não vi algumas pessoas que me foram bastante importantes durante esses dois anos e que, provavelmente, não reverei. Sim, você pode alegar que há telefone, e-mail etc. etc. Mas, você acredita mesmo nisso? São Paulo não funciona assim.


O fim se deu conforme o previsto: meio sem saber que é fim, em despedidas breves como se a rotina das aulas ainda se estendesse para a próxima semana. Mas, dá para ser diferente? Porque a verdade é que ninguém, inclusive eu, gosta do adeus e do sabor de que o que fizemos juntos deixou de existir. Já acabou. É assim o fim: vem sem nem dizer e leva uma parte de mim e de você com ele.

De forma que este post encerra a série Rastreio de Cozinha, a qual eu tive o maior prazer - diário - de escrever. A despeito do cansaço, da vontade de correr, das dúvidas e incertezas, dos inúmeros contratempos que geraram Rastreios de ausências, e não de presenças. Mas os houve, os Rastreios, plenos de presença, do calor da cozinha, do sabor dos pratos. Dos sentimentos coletivos e individuais. Estão todos aqui, sob a rubrica Rastreios. E, mais importante, deixaram um rastro dentro de mim mesmo que, esse sim, nunca mais será apagado, chova ou faça sol, circule-se de metrô, a pé ou de carro. Esse rastreio é meu, só meu!

6 Comentários:

Julianna Steffens disse...

é um alivio mesmo estregar o tcc, entreguei o meu quinta passada, literalmente tirei o mundo das minhas costas ( vou me formar em geografia ^^)
Parabéns pra nós, pq como falam, entrar na facul é fácil mais sair é que é dificil.

La Voyageuse disse...

Red,

Estou muito feliz e orgulhosa de ti. Mais uma vez, parabéns! Você merece.

Beijo

Anônimo disse...

Meu querido:

Comecei a ler o teu blog precisamente por causa dos teus rastreios e agora que terminaram fica a sensação de que conseguiste deixar um rastro que não se apagará...Muitos Parabéns pelo T.C.C., por estar terminada esta etapa mas, acima de tudo, Parabéns por mais esta conquista que te abrirá portas para outros mundos. Espero, sinceramente, que não pares porque, como alguém disse um dia: "parar é morrer". Vive pois então na alegria de todo um futuro, nunca esquecendo a melancolia de todo um passado.


beijo enorme deste lado do atlântico

Ana

Redneck disse...

Juliana, parabéns para você também. Realmente, parece que os dirigentes e professores trabalham para complicar ao invés de esclarecer. Beijo e bem-vinda!

Redneck disse...

La Voyageuse, obrigado. Agora, é pensar nas próximas fases. Beijo!

Redneck disse...

Ana, obrigado pelo carinho. Parar não vou. Agora, depois de duas faculdades completas e uma terceira incompleta, vou dar um tempo nos bancos universitários. Quem sabe eu não atravesso o Atlântico para continuar nessa busca por "outros mundos"? Outro beijo do lado de cá do Atlântico!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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