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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Meu rugido dominical



Se tudo acontecer conforme a previsão do tempo, a cidade de São Paulo, cujo solo tem recebido as chuvas de verão há 46 dias consecutivos (até ontem, dia 06/02), ainda terá mais precipitações hoje, nesta semana e nas demais. O Carnaval, que começa oficialmente na próxima sexta-feira, dia 12, deverá, portanto, ser bastante chuvoso como tem sido nos anos anteriores.


A diferença entre outros carnavais é que as precipitações não eram assim há 67 anos, desde 1943. Exceto pelo ano de 1947, quando a cidade acumulou 481,4 milímetros de chuva, este ano os 31 dias de janeiro registraram 474,6 milímetros. No acumulado desde o dia 23 de dezembro até ontem, 6 de fevereiro, no entanto, não há comparação com outros períodos desde que existe a medição de chuvas na cidade.


O caos mais aparente causado por esse verdadeiro dilúvio (e nem o dilúvio durou tanto!) está estampado no trânsito, cujas médias de congestionamento atingem a casa dos 140 Km. Mas isso é apenas um efeito colateral. Há um outro, pior: neste momento, centenas de pessoas estão desabrigadas ou correm o risco de ficar ilhadas por conta de novas chuvas. As imagens que a TV mostra indicam um desgate desse cotidiano e os governos, ao menos por enquanto, somente têm adotado iniciativas paliativas.


São Paulo será uma das cidades-sede da Copa de 2014. No ano passado, a capital paulista recebeu 11,3 milhões de turistas, dos quais 1,6 milhão eram estrangeiros. Do total, 4 milhões de pessoas vieram a São Paulo a turismo de negócios. É um salto de quase 38% nos últimos cinco anos na população flutuante (sem trocadilhos) que vem a São Paulo a negócios.


Das 170 grandes feiras que acontecem em todo o Brasil, cerca de 120 estão sediadas em São Paulo, conforme dados da São Paulo Turismo (SPTuris), que é a empresa municipal que controla o setor turístico dessa cidade. Em São Paulo, que abriga pouco mais de 11 milhões de habitantes (exclusivamente no município), tudo é ampliado para largas escalas: na gastronomia, os restaurantes oferecem opções que incluem, no mínimo, pratos típicos de mais de 50 diferentes países; no comércio, existem 42 ruas temáticas (desde vestidos de noivas a lustres); abriga os grandes eventos mundiais como a maior Parada do Orgulho GLBT do mundo (foram 2,5 milhões de participantes em 2009), a Fórmula 1, a São Paulo Fashion Week e muitos outros. Neste ano, a cidade passa a ser sede também da Fórmula Indy, a partir de março.


Para 2010, o setor de turismo de negócios prevê uma série de números grandiosos: acontecerá um evento a cada seis minutos na cidade; a capital abrigará 75% de todas as feiras de negócios do Brasil; serão gerados 500 mil empregos diretos e indiretos por conta desses eventos; estima-se que serão 3,8 milhões de visitantes somente nessas feiras; haverá uma feira de negócios a cada três dias; e cerca de 30 mil empresas participarão como expositoras.


À primeira vista, parece o retrato de grandes centros mundiais, históricos no acolhimento de eventos, como Frankfurt, na Alemanha, e Barcelona, na Espanha. Mas a comparação para por aqui. Em termos de infraestrutura, os problemas de São Paulo estão na terra (ruas), no ar (transporte aéreo) e na água (inundações). Apenas como exemplo, nos horários de pico, para fazer a ponte área São Paulo-Rio, gasta-se o equivalente a US$ 210 numa viagem de cerca de 45 minutos.


São Paulo é considerada uma das cidades mais bem sinalizadas do Brasil. Bem, só se for para os brasileiros. Para os estrangeiros, ao contrário inclusive de grandes cidades do Oriente Médio, não existem placas grafadas em inglês. O ditado "Quem tem boca, vai a Roma" deve viajar junto com o turista estrangeiro que aporta em São Paulo porque somente por meio de mímicas é que o visitante conseguirá chegar a algum lugar.


São três aeroportos que servem São Paulo: Congonhas (zona sul da cidade e o mais movimentado do Brasil em termos de voos domésticos), Cumbica (no município vizinho de Guarulhos, a uma hora de São Paulo, quando o trânsito está relativamente fluido) e Viracopos (em Campinas, a cerca de 1:30 hora de São Paulo). Se você chega por Congonhas, ficará parado nas avenidas adjacentes, preso no trânsito. A dependência de táxis é quase obrigatória. Por Cumbica, há algumas linhas de ônibus, os preços dos táxis são abusivos (por conta de uma máfia estabelecida pelo próprio governo municipal de Guarulhos) e, do aeroporto até São Paulo, o obrigatório passeio panorâmico não deixa dúvidas ao recém-chegado de que ele está numa cidade em que as classes sociais vão da favela aos condomínios de luxo em poucos quilômetros. Por fim, vindo de Viracopos, você certamente ficará preso no trânsito das rodovias que ligam Campinas a São Paulo e que são as de maior movimento entre interior e capital.


Na semana passada, o governo do Estado de São Paulo inaugurou uma (!) estação de metrô - "a mais moderna da América Latina" - com pompa e circunstância. O metrô da cidade de São Paulo tem apenas 61,3 Km de extensão! Tóquio tem 286 Km, Nova York tem 368 Km e Paris tem 213 Km. E o governo faz festa porque inaugura, em três anos, uma estação de metrô!


São Paulo é uma cidade grandiosa. Pode ser realmente uma cidade do mundo ou ficar condenada a políticas paroquianas. Na minha avaliação, nós, moradores, fazemos dessa cidade o que ela é, para o bem e para o mal, a despeito dos governos que passam, feito as caravanas. Mas há caravanas que deixam um rastro mortal por onde passam, com cenas de destruição e morte. Eu não quero isso para a minha cidade, para o meu Estado e tampouco para o meu País. Se tenho o direito de ir e vir, tenho que ter, obviamente, os meios para usufruir desse direito. Com toda sua magnitude, neste momento, São Paulo fica à mercê de São Pedro e suas comportas como se os céus tivessem as respostas. A resposta está aqui e agora. E é preciso agir. Ou seremos apenas cinzas tal qual o cinza que predomina na paisagem desta cidade.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Ordinariazinhas




sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Ordinariazinhas

Que o mundo já se transformou em um gigantesco "Big Brother" conforme preconizado por George Orwell no livro "1984", todos sabemos. E, ainda assim, muitas pessoas caem nas garras das mais indiscretas câmeras e o que era privado torna-se, de repente, público. E numa escala jamais antes imaginável. Se hoje você é relativamente anônimo(a), amanhã pode ter sua face reconhecida no mundo inteiro.



Foi o que aconteceu com David Kiely, funcionário de um banco de Sydney, Austrália. Enquanto o colega dava uma entrevista ao vivo para a TV, Kiely é mostrado atrás vendo fotos da modelo Miranda Kerr (foto acima) de lingerie no computador (foto abaixo).


Claro que o vídeo já virou sensação: até agora, foram mais de 1,3 milhão de acessos no YouTube. Agora, o site financeiro “Here is the City News” criou uma página chamada “Salve Dave” para convencer seus leitores a mandarem e-mails ao departamento de relações públicas do banco e pedir que não demitam o funcionário David Kiely. A campanha dá quatro razões para ajudar Kiely a não perder o emprego: ele parece ser um cara legal, as fotos não eram tão pornográficas, ele já sofreu o suficiente, e, de qualquer forma, o mundo já é muito politicamente correto. Concordo. E, de minha parte, já colaborei para salvar Dave.


quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A caminho da roça, tudo o que as pessoas desejam é fazer uma colheita feliz

Este ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, da população mundial total - pouco mais de 6,8 bilhões de pessoas - cerca de 51,3% - ou 3,488 bilhões de habitantes - passem a viver nas cidades. Até o ano passado, a proporção da população urbana e da rural era de 50/50. Com isso, a migração da humanidade do campo para a cidade, iniciada na década de 60, atinge um novo patamar em que o mundo estará mais urbano do que rural.


No Brasil, o processo de urbanização aconteceu de forma relativamente rápida: na década de 50, éramos 36,2% do total da população na cidade. Em 2000, já chegávamos a 81,2% da população que vive nas cidades. Em 2005, saltamos para 84,5% do Brasil que vive nos meios urbanos, o que significa, praticamente, que de cada 10 brasileiros, quase 9 vivem nas cidades. Até 2050, a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) é que sejamos 93,6% urbanos.


Esses dados confirmam que a migração do campo para a cidade é uma realidade mundial. Eu, particularmente, faço parte dessa massa migratória quando, com a minha família, deixei a roça para morar na cidade. Assim como, praticamente, todos os meus vizinhos rurais. Atualmente, uns poucos resistentes, aos quais chamamos entre nós, em casa, de "sertanejos", permanecem assentados no campo.




Essa migração não acontece sem traumas. Leva-se tempo para se adaptar à cidade e para que a cidade, finalmente, te acolha. Estamos em 2010 e esse processo de ir da roça para a cidade acontece há, pelo menos, uns 70 anos em todo o mundo. Nesse contexto, há pelo menos duas gerações que se desenvolveram nas cidades e o campo passa a ser uma tênue lembrança. Por vezes, nem isso.


Mas a internet, com sua poderosa presença, tem feito o caminho inverso. Ainda que virtualmente, há um enorme contingente de pessoas - estima-se que sejam mais de 250 milhões em todo o mundo - que passam algum tempo totalmente ocupadas em seus afazeres em suas fazendinhas virtuais. Em geral, as fazendas ou roças virtuais estão atreladas a alguma rede social como o Facebook. No Brasil, destaque para a presença do Orkut. Apenas o Facebook tem 350 milhões de usuários e, desses, mais de 100 milhões são fazendeiros.


As fazendinhas virtuais representam, de alguma forma, o retorno ao campo. Já que não podemos mais cultivar nossos roçados, tratar das galinhas, escovar os cavalos, ordenhar as vacas e preparar a terra, plantar e colher in natura, o mundo virtual acabou por nos carregar para um universo em que não há intempéries: não chove, não há devastações e basta ficar atento ao prazo das colheitas e aos vizinhos para enriquecer. Dessa forma, urbanos, nos deslocamos, na segurança e conforto de nossos computadores, para a terra. Tornamo-nos lavradores online. Onde as lavouras, longe de serem arcaicas, são mecanizadas e, sobretudo, assépticas: não nos sujamos e somos, quase sempre, excelentes vizinhos.


Abaixo, os jogos das fazendas virtuais mais famosos com os respectivos links:


- FarmVille: talvez seja a fazenda virtual mais bem-sucedida. São mais de 100 milhões de usuários ativos. O aplicativo pode ser acessado tanto no site da Zynga, proprietária do jogo, quanto por meio do Facebook.




- Colheita Feliz: é a onda do momento do Orkut e estima-se que pelo menos 14 milhões de usuários já ativaram suas atividades de agricultura e pecuária.




- FarmTown: com mais de 20 milhões de usuários, essa é a fazenda virtual da empresa Slashkey's. Foi a primeira fazenda virtual do Facebook, suplantada (ou plantada?) pelo FarmVille.




- FarmLife: é da poderosa desenvolvedora de games Ubisoft e pode ser acessada de forma independente no site próprio ou também pelo Facebook.




- HappyFarm: tem quase 20 milhões de adeptos, dos quais Taiwan se destaca com 3 milhões de jogadores.  Em Taiwan, chegou a provocar polêmica quando o governo decidiu limitar o acesso aos funcionários públicos porque as pessoas gastavam a maior parte do tempo na fazenda do que no escritório. O game é da Arcade Studio. Também está no Facebook.




- CountryStory: é o game da Playfish, recentemente comprada pela Electronics Arts, empresa conhecida no universo de videogames que tem títulos como "FIFA Soccer", "Spore", "The Sims" e "Need for Speed", entre outros. Também está hospedado no Facebook.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Que seja imortal ainda que chama!

Ouvi de uma personagem de novela que importa a lealdade, e não a fidelidade. Imediatamente, ponderei que, para mim, fidelidade e lealdade são gêmeas, nascidas do mesmo princípio: você somente pode ser fiel se for leal e somente será leal se for fiel.



Veja:

fidelidade
[Do latim fidelitate]
Substantivo feminino


1. Qualidade de fiel; lealdade.
2. Constância, firmeza nas afeições e nos sentimentos; perseverança.
3. Observância rigorosa da verdade; exatidão.

lealdade
Substantivo feminino

1. Qualidade de leal;
fidelidade.
2. Ação leal.

São qualidades tão intrínsecas uma à outra que me é impossível separá-las. Sofri com pessoas que me faltaram com fidelidade. Doeu. Sofri com pessoas que me faltaram com lealdade. Doeu.

Na escala da minha dor, apenas o foco do sentimento era diferente: a quem me foi infiel, eu dedicava confiança e amor. A quem me foi desleal, eu dedicava amizade e respeito. Com essas ligeiras derivações de sentimento, no entanto, para aparar o golpe da infidelidade e da deslealdade tive que ter força equivalente.

Vinícius de Moraes brinca com a fidelidade/infidelidade no Soneto da Fidelidade. Talvez porque era, ele mesmo, um infiel (não sei se desleal, não o conheci para fazer tal assertiva). No meu caso particular, uno os elos da fidelidade e da lealdade na mesma corrente porque a um sentimento correspondia o outro e, ao não ter um, perdi o outro de forma inexorável.

Abaixo, o poema de Vinícius. Mais abaixo, um clássico: Vinícius declama o próprio poema acompanhado por Tom Jobim ao piano. E quanto mais o leio, mais penso que as quero, fidelidade e lealdade, gêmeas. De outra forma, será apenas uma chama a ser consumida pela brevidade. Uma vez mais, ainda, porque é chama.

Soneto da Fidelidade

De tudo, ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento

Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento

E assim quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama

Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama 
Mas que seja infinito enquanto dure

Vinícius de Moraes


terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

We Are The World, ontem e hoje

Depois de 25 anos da primeira edição do projeto "We Are The World", feito para o continente africano, numa criação conjunta de Michael Jackson, Lionel Richie e do produtor Quincey Jones e que reuniu 44 cantores dos EUA, agora 80 artistas se reuniram para projeto similar em prol das vítimas do terremoto do Haiti.


Nessa nova edição - chamada "We Are The World - 25 for Haiti" -, capitaneada pelo rapper haitiano Wyclef Jean, estão juntos nomes como Lil Wayne, Josh Groban, Usher, Enrique Iglesias, Celine Dion, Miley Cyrus, Jonas Brothers, Barbra Streisand, Carlos Santana, Natalie Cole, Brian Wilson e Al Jardine (do Beach Boys). Esses artistas abriram as gravações do novo álbum e DVD nesta terça-feira, 2. Estão previstas, ainda, a participação de outros nomes da música pop dos EUA como Lady GaGa, Beyoncé, Taylor Swift, Jay-Z e Justin Timberlake. Esse projeto será lançado durante os Jogos de Inverno de Vancouver, Canadá, no próximo dia 12.


A edição Haiti





A edição de 25 anos atrás, feita para a África






segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Tessália serve pra tudo (#tessaliaservepratudo)

Há uma semana, ganhou força no Twitter o tópico #tessaliaservepratudo, que se refere à participante Tessália do Big Brother Brasil 10 (para quem está no universo twitteiro, Tessália é a @twittess). Tessália entrou na casa já sob o fogo pesado dos twitters que a acusavam de usar scripts (programas para arregimentar seguidores de forma automática no Twitter).




Tessália provocou mais confusão ainda ao ser citada (e incensada) pela mídia como uma das celebridades brasileiras do Twitter. O povo não perdoou e o twitter de Tessália sofreu o ataque de hackers. Antes de ser hackeada, Tessália tinha mais de 100 mil seguidores no Twitter.




Confira alguns tweetts com o tópico e veja que engraçado. Todos esses tweetts são acompanhados do tópico #tessaliaservepratudo que já está no trending topics do Twitter Brasil e São Paulo:


- Tessália, me liga!
- Té tu, Tessália?
- Mais vale uma Tessália na mão do que duas voando.
- Se Tessália fosse bom, não dava. Vendia.
- Em casa de Tessália, espeto de pau.
- Não se faça de Tessália, querida!
- Há Tessálias que vêm para o bem.
- Tessália is over capacity. Too many tweets.
- Tessália que nasce torta nunca se endireita.
- Quem mente, a Tessália cresce.
- Tudo vale a pena quando a Tessália não é pequena.
- Bad, bad Tessália. No donuts for you!
- Para bom entendedor, meia Tessália basta.
- Quem tem Tessália vai a Roma.
- Quem com Tessália fere, com Tessálisa será ferido.
- Se você mostrar a sua Tessália, eu mostro a minha.
- Vou-me embora para Tessália, lá sou amiga do rei.
- Antes só do que a Tessália do meu lado.
- Quem avisa, Tessália é.
- Tessália que o pariu!
- Quem planta vento colhe Tessália.
- Tessália é pau para toda obra.
- Entre a cruz e a Tessália.
- Vou sair, vocês não merecem falar comigo nem com a minha Tessália.
- Follow me on Tessália.
- Filha, não se misture com Tessália.
- Tessália ajuda quem cedo madruga.
- Tessália serve pra tudo, até para usar o #MaisFollowers e ficar famosa.
- Você já comprou seu iTessália?
- Abra suas asas, solte suas feras, caia na Tessália!
- Que você foi fazer na Tessália, Maria Chiquinha?
- Tessália ruim não quebra.
- Tessália Fashion Week
- Bella: I know what you are. Edward: Say it, out loud. Bella: Tessália!
- Pimentorum Tessalium Outrum Refrescorum Est.
- Aguarde na linha que uma de nossas Tessália irá falar com você.
- Boi, boi, boi, boi da cara preta, pega Tessália que tem medo de careta.
- Como é grande a minha Tessália por você ♪
- Cabeça vazia é oficina da Tessália.
- Como poder recuperar tu amor, como sacar la Tessália de mi corazon, mi mundo solo gira por ti ♪
- Brasil, mostra a tua Tessália, quero ver quem paga, pra gente ficar assim ♪
- Existem coisas que o dinheiro não compra. Para todas as outras, existe Tessália.
- "E se me achar uma Tessália, respeite também. Até eu fui obrigada a me respeitar!" (Clarice Lispector)
- My name is Bond, Tessália Bond!
- The Tessália is on the table.
- "Eu só peço a Deus, um pouco de malandragem, pois sou Tessália e não conheço a verdade" ♪
- "Chora, me liga, implora minha Tessália de novo!"♪
- E agora, Tessália? A festa acabou, a luz apagou, o povo sumiu, noite esfriou, e agora, Tessália?
- Tessália no País das Maravilhas.
- Tessália de Neve e os Sete Anões.
- And Tessália goes to...
- O Fabuloso Destino de Tessália Poulain
- Tessália, a gente se vê por aqui.
- Por favor, o meu com bastante Tessália.
- Romeu e Tessália
- Ela não é Tessália que se cheire.
- Tessália, recuse imitações.
- Error 404: Tessália not found.
- Se não tem pão, comam Tessália!
- A minha Tessália acaba onde começa a Tessália dos outros.
- Ser ou não ser. Eis a Tessália!
- Quem pariu Tessália que a embale!
- Dê a Tessália o que é DiCésar!
- Alguém me manda um convite para o Google Tessália?
- Cada cabeça uma Tessália.
- Play it again, Tessália!
- Me adiciona na sua Tessália?
- Sherlock Holmes diz: Tessália, meu caro Watson!
- Ah-rah-ah-ah-ah-ah! Rama-ramama-ah Tessália-ooh-la-la! Want your bad romance. ♫
- Senhores passageiros, desembarque pela Tessália esquerda do trem.
- Alguém viu minha Tessália? Tinha deixado aqui!
- Eu perguntava Tessália dance? E te abraçava Tessália dance, beijar você, um sonho a mais não faz mal ♫
- Can't read my, can't read my, no he can't read my Tessália face ♫ 
- Filho: Mãe, posso pegar um brócolis? Mãe: Não, filho... Filho: Mas eu quero! Mãe: Pronto, pega essa Tessália e fica quieto!
- De graça, até Tessália na testa.


Se você quiser saber das atualizações, basta seguir a TessaliaPraTudo no Twitter.



domingo, 31 de janeiro de 2010

Meu rugido dominical



"Brasil, País do Futuro", palavra de ordem adotada pela mídia, governo e por muita gente, nasceu e cristalizou-se por conta do livro homônimo escrito por Stefan Zweig em 1941. Você pode ter acesso à obra digital neste link. Ao que parece, essa expressão virou um estigma do Brasil que nunca chegou a ser o que, em 1941, se pregava para o futuro. Estamos em 2010, 69 anos depois que Zweig cunhou a expressão e o futuro, ao que parece, jamais chegou aos trópicos. Vivemos sob a expectativa de que esse futuro chegue, assim como se espera a volta de Dom Sebastião - mito pelo qual se espera que a volta do rei de Portugal reconduza o povo para atingir seus anseios. Esse mito é forte em algumas regiões brasileiras e sobrevive no folclore.


Pelo mito, Dom Sebastião estabeleceria o Quinto Império do Brasil, um reinado que abrangeria os cerrados, caatingas, sertões e pampas brasileiros, ou seja, todas as regiões do País, e abarcaria os ideais mais nobres de justiça, igualdade, prosperidade e amor.


Bem, nem Dom Sebastião retornou para nos guindar ao Quinto Império cheio de riquezas e esperança, e tampouco o Brasil tornou-se o país do futuro. Estamos, tal qual tantos personagens literários, presos ao mito do eterno retorno.


Não sei se sou muito pragmático ou, pior, cético, mas li hoje dois artigos no jornal que, de alguma forma, corroboram a minha própria visão de que somos, sim, um país preso a mitos que jamais se concretizam. O primeiro artigo traz um estudo da consultoria norte-americana Bain & Company que demonstra, por meio de indicadores, que o Brasil é, atualmente, em 2010, o que os Estados Unidos eram entre 1940 e 1950. Ou seja, temos uma defasagem de 60 a 70 anos. OK, há um leve sinal de otimismo no artigo pelo qual a consultoria prevê que, a se continuar o atual ritmo de crescimento econômico, o Brasil passará pelo mesmo estágio de progresso que os EUA atravessaram entre as décadas de 50, 60 e 70. Ainda assim, teríamos, entre 1970 e 2010, um vácuo de 40 anos.


Relaciono abaixo alguns indicadores que a Bain & Company elegeu para efeito de comparação entre Brasil e EUA. A amostra não é científica, como a própria consultoria deixa claro. O estudo foi feito, a princípio, para calcular o potencial de crescimento em alguns setores da economia brasileira. Na relação abaixo, o Brasil atual (dados de 2008) na comparação com dados equivalentes dos EUA nas décadas anteriores e nos anos 2000:


- Produto Interno Bruto (PIB) per capita
. Brasil - US$ 6,5 mil (2008)
. EUA - US$ 9 mil (década de 30) e US$ 44,1 mil (ano 2000)


- Passageiros aéreos domésticos embarcados anualmente
. Brasil - 1 passageiro a cada 4 habitantes (2008)
. EUA - 1 passageiro a cada 4 habitantes (década de 50) e 1 passageiro a cada 1,5 habitante (2000)


- Expectativa de vida
. Brasil - 72,9 anos (2008)
. EUA - 72,3 anos (década de 70) e 77,2 anos (2000)


- Presença de TV
. Brasil - 96,4% dos domicílios (2008)
. EUA - 96,7% (década de 70) e 98,4% (2000)


- Presença de rádio
. Brasil - 87,9% dos domicílios (2008)
. EUA - 85,2% (década de 40) e 99% (2000)


- Telefone
. Brasil - 82,1% dos domicílios (2008)
. EUA - 83,8% (década de 60) e 94% (2000)


- Veículos por habitantes
. Brasil - 0,29 para cada habitante (2008)
. EUA - 0,25 por habitante (década de 40) e 0,81 por habitante (2000)


- Uso de energia por habitante
. Brasil - 0,05 por habitante (2008)
. EUA - 0,23 por habitante (década de 40) e 0,34 por habitante (2000)


- Formação no ensino médio
. Brasil - 32% da população (2008)
. EUA - 29% (década de 40) e 84% (2000)


- Formação universitária
. Brasil - 9% da população (2008)
. EUA - 10% da população (década de 60) e 26% (2000)


A esses dados, relaciono oito séries de opções de modelo de desenvolvimento defendidas por Roberto Mangabeira Unger (que foi ministro extraordinário da pasta de Assuntos Estratégicos do governo Lula entre outubro de 2007 e junho de 2009) como forma de se definir, uma vez mais, o futuro. A propósito, o nome do artigo de Mangabeira é "O Futuro da Nação":


1. Reposicionamento na divisão internacional do trabalho: combinação de produção e exportação de produtos primários como os modelos da Nova Zelândia e do Chile.


2. Financiamento interno do desenvolvimento: aumento da poupança pública e privada.


3. Redefinição da política agrícola: transformação da agricultura familiar em empresarial; agregar valor aos produtos agropecuários; e construir uma classe média rural forte.


4. Reorientação da política industrial: dar acesso às pequenas e médias empresas ao crédito, tecnologia, conhecimento e mercado global.


5. Reorganização das relações entre trabalho e capital: elaborar regras para equilibrar a população economicamente ativa (quase metade está na informalidade).


6. Capacitação do povo brasileiro: unir a gestão local das escolas estaduais e municipais a novos padrões de investimento e qualidade e associar os três níveis de governo (federal, estadual e municipal) para elevar o nível das escolas a patamares aceitáveis de qualidade.


7. Reconstrução do Estado: acabar com o funcionalismo burocrático, buscar a eficiência administrativa e procurar formas alternativas de oferecer serviços públicos como educação e saúde.


8. Institucionalização da cultura republicana: fazer um federalismo cooperativo que una os três níveis - federal, estadual e municipal - e adotar medidas que tragam transparência à política e eliminem a corrupção na política.


Quero deixar claro que não é porque reproduzi as ideias de Mangabeira Unger que concordo integralmente com elas. Não é isso. Meu objetivo é somente demonstrar que as esferas pública e privada do Brasil, seja por meio dos indicadores listados acima ou de algumas ideias como o do articulista, ficam apenas na teoria. E o país do futuro deve estar situado muito adiante, num futuro que nem a melhor cartomante do mundo consegue visualizar na bola de cristal. O futuro do Brasil, para deixar no plano do inexplicável, a Deus pertence. E a ninguém mais.

sábado, 30 de janeiro de 2010

De como ser elegante e arrumar um namorado... em 1938!

Será que o comportamento e as relações mudaram muito de 1938 para 2010? São 72 anos depois e as dicas publicadas em revistas norte-americanas de 1938, às vésperas da II Guerra Mundial, talvez ainda tenham muito a dizer para as gerações atuais. O objetivo das revistas era ensinar às mulheres como se comportar na perspectiva de arrumar um bofe e, com elegância, atraí-lo para compromissos futuros mais duradouros. Ou seja, vender uma imagem e, depois de rendido o marido, revelar facetas mais realistas. Você concorda?


1. Roupas: verifique tudo na sua roupa antes do pretendente chegar. Não arrume as meias na frente dele. Pode pegar mal. Melhor esperar o homem com um sorriso do que com uma cara de preocupação com o vestido.




2. Postura: moças elegantes não se sentam de pernas abertas na frente dos homens. E nunca pareça entediada. Se for mascar chiclete (o que não é recomendado), o faça discretamente, de boca fechada. Evite dores de barriga e mau hálito.




3. Intimidade: nada de arrumar sutiã, cabelos e meias na frente dele. E calcinha, jamais! A intimidade pode ser - e, em geral, é - uma coisa indecente.




4. Falatório: mulheres elegantes nunca apelam. Não converse enquanto dança. Quando os homens dançam, gostam apenas de dançar. Portanto, bico calado!




5. Choro: não seja sentimental. Nada de chorar em público. Os homens odeiam. Se preciso for, chore no banheiro. E depois corrija a face com maquiagem.




6. Futilidades: não comente com ele sobre suas roupas. Converse com o homem sobre coisas que ele queira ouvir: o crash da Bolsa de NY, a perspectiva iminente da guerra, a mulher e o trabalho.




7. Bebidas: não beba demais. Você pode parecer esperta e moderninha, mas, de fato, estará apenas sendo bobinha. Se beber, não vomite. Não digo para não dirigir porque, em 1938, você não tem esse direito.




8. Maquiagem: nada de se maquiar na frente dele. Isso é por demais íntimo para ser compartilhado e os homens não gostam de ver que, por detrás do make up, pode haver uma outra pessoa.


sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Duas presidenciáveis numa cajadada só

Tive uma rara oportunidade, como eleitor e como cidadão brasileiro, de contrapor duas eventuais candidatas à presidência do Brasil de uma só vez, com um espaço de poucas horas entre uma e outra. As candidatas são Dilma Rousseff, atual ministra da Casa Civil do governo Lula e, portanto, candidata do governo, e a ex-ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, candidata pelo Partido Verde (PV), ex-governista e, portanto, oposição.


Ambas estiveram nesta sexta-feira, 29, na Campus Party, um dos principais eventos de internet do mundo e que tem uma ramificação brasileira. Ambas, embora neguem estar em plena campanha (são pré-candidatas), não têm feito outra coisa que fazer campanha eleitoral. O terceiro candidato também não se furta a fazer campanha mas, dessa vez, ao menos, não deu as caras. Os três - Dilma Roussef, Marina Silva e José Serra (atual governador do Estado de São Paulo) - são, desde já, os principais candidatos à presidência do Brasil, cuja eleição começa no primeiro turno, no dia 3 de outubro deste ano, e cujo(a) vencedor(a) governará o Brasil entre 2011 e 2014, a princípio.




Das candidatas, vi, pela primeira vez ao vivo e in loco, algumas facetas que a propaganda televisiva e o filtro da mídia obliteram, talvez, com ou sem intenção. De qualquer forma, a imagem que se começa a formar a partir do momento em que você pode ver as pessoas e olhar nos seus olhos é bem diferente daquela personagem que vemos de forma difusa na tela da TV.


Nesse confronto entre as duas presidenciáveis, pude observar algumas coisas e ficar ainda com mais dúvidas sobre em qual candidato(a) votar ao cargo executivo máximo do País. Por princípio e por falta absoluta de opções, havia declarado meu voto para Marina Silva. Dilma estava fora do meu espectro de escolhas porque tenho a impressão que a imagem que a ministra tem construído elaboradamente tenderá a ruir aos primeiros sinais mais fortes de confronto. Ainda não tenho muita certeza sobre o perfil político de Dilma. Quanto a José Serra, nunca foi uma opção viável na minha concepção por vários motivos, dentro os quais posso destacar este e este outro.


Do que vi hoje, posso comentar. Marina Silva está na defesa. É natural, dado que a candidata, nas pesquisas de preferência de votos, está na lanterna. E quem está lá embaixo sempre vai morder os que estão acima. Marina criticou Dilma e Serra por anteciparem suas campanhas. Questionada sobre sua aparição num evento em que política chega a ser um ET (exceto pelo Partido Pirata, devidamente representado na Campus Party), Marina defendeu sua ida ao evento porque disse que usará a internet: "Não estou aqui de forma artificial. Usarei a internet durante a campanha e nada melhor do que vir aqui para reconhecer que é uma ferramenta importante", disse. A propósito, um dos palestrantes mais ilustres nesta Campus Party foi Scott Goodstein, o estrategista das redes sociais da campanha bem-sucedida do presidente dos EUA, Barack Obama.




Na minha opinião, Marina passeou pelos temas e não se mostrou ousada. Para uma candidata a presidente, achei que Marina tem uma postura um tanto quanto 'mansa'. Depois, conversei com um taxista sobre ambas e ele foi taxativo: "A Marina só fala em meio ambiente". Quer dizer, a imagem da candidata está totalmente atrelada a uma plataforma da qual ela nem faz mais parte. Não que tenha deixado a questão ambiental de lado, mas um programa presidencial deve abordar inúmeros temas e, sobretudo, fazer o eleitor perceber isso.


Postura completamente oposta tem a outra candidata, Dilma Rousseff. Claro que o fato de Dilma estar amparada pela pesada máquina do governo federal ajuda e muito na construção da sua própria candidatura. Mas as posições de Dilma são vigorosas: "a internet é a ágora de Atenas da modernidade", afirmou, ao ser perguntada sobre a importância da rede para a campanha eleitoral. E desfilou uma série de afirmações sobre democracia, internet, acesso aos meios, banda larga (Plano Nacional de Banda Larga), direitos (marco civil regulatório da internet), direitos autorais, direito de acesso (e se posicionou contra qualquer tipo de restrição ou censura). E emendou com direitos à mulher, ao negro, à cultura etc. etc.


Quer dizer, é uma candidata que já tem uma plataforma eleitoral bem articulada. Do que eu vi, achei que Dilma está muito bem posicionada para debater questões que ora estão na pauta do governo federal e também do mundo.


Medidos os dois cajados - o de Marina é predominantemente verde e curto e o de Dilma é longo e espinhento -, no debate mental que fiz ao comparar as duas, pelo menos no ambiente da Campus Party Dilma ganhou disparado. E houve quem protestasse pela atenção da mídia à candidata Dilma! Oras! Basta acompanhar uma e outra para ver que as diferenças passam longe do grau de atenção que exercem sobre a mídia e eleitores em geral.


Tenho, porém uma reclamação dirigida a Dilma que não divulgou a conta do Twitter: esperamos pela ministra mais de duas horas. Creio que a ministra mobilizou mais de 100 pessoas entre motoristas, seguranças, jornalistas, blogueiros, assessores e produção. Todo mundo na expectativa da chegada da ministra ao evento. Ministra, poder público não é se fazer esperar.


Por outro lado, Dilma afagou os blogueiros (entre os quais me incluo) ao fazer referência várias vezes ao papel de blogs e blogueiros em todo e qualquer processo de informação, inclusive o eleitoral.


Saí das duas entrevistas - de Marina Silva e de Dilma Rousseff - com muita informação para analisar. Mas está OK porque tenho, pelo menos, oito meses para me decidir entre os candidatos que substituirão Lula.


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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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