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terça-feira, 15 de janeiro de 2008

A bunda que abunda no BBB

Olha que coisa mais feliz! Em cadeia nacional, a fofa, bêbada, não sabe mais onde é o banheiro e faz ali mesmo, ao lado da cama. Não sou santo e já tive porres homéricos. Mas, nunca cheguei a tanto. No caso, a bunda de bêbado não teve donos: teve milhões de donos. Lindo!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Por que você escreve?

"O repórter, um garoto espigado, um Clark Kent mais moreno, quase mulato, óculos redondos, beiços fartos, perguntou de gravador estendido por que ele escrevia. Era a mais tolinha das perguntas do manual, mas o velho escritor famoso olhou para o garoto em silêncio, e continuou olhando até ele desviar os olhos e começar a suar no buço. Então pegou o gravador da mão dele, desligou-o e, após devolvê-lo, disse:
- Eu escrevo porque tenho um monstro dentro de mim que, se eu não escrever, vai pular em cima de todos os meninos tesudos feito você que cruzarem o meu caminho, e aí já viu… Para acalmar a fera só tem duas coisas:
escribir y joder, ou melhor, ser jodido.
E o jovem repórter ficou respirando forte e olhando para o escritor um tempão. Aí guardou o gravador na bolsa e disse:
- Vamos?
"


Este trecho é um copy/past do blog Todo Prosa, do Sérgio Rodrigues. Caro Sérgio, me desculpe a audácia, mas, achei tão bom que tive que republicar aqui. Eu escrevo por inúmeras razões - profissionais, para expurgar fantasmas, para me fazer ouvir, para entender, porque não há comportas suficientes para represar o que vai dentro de mim e também pelo motivo acima. E você, por que escreve?

Serei rico!

Minha principal meta deste ano é me tornar o mais novo milionário do Brasil. Na próxima quarta-feira, 16, a mega-sena prevê um prêmio de R$ 15 milhões. É meu! Ganharei! Já joguei, apenas duas cartelas, e sinto que alguma coisa se aproxima. É um objetivo e vou alcançá-lo. Apenas pouco mais de 100 mil brasileiros têm um patrimônio acima de R$ 1 milhão, segundo a Merril Lynch. Imagine acima de R$ 15 milhões! Estarei no topo. Minha primeira providência é fazer um leilão entre os bancos de investimentos da Avenida Paulista para ver quem me paga mais em retorno. A segunda é migrar o blog para o exclusivo mundo da high society na internet. De "por menos ordinário" passarei a viver num "small word" em que o acesso é tão difícil quanto localizar a ilha de "Lost". Conforme combinado com Patty Diphusa (você gravou tudo, não?), as coisas mudarão um pouco. Quer dizer, o mundo será outro. Um milionário tem compromissos com imagem, reputação e eventos sociais em que não cabem melodramas, apenas grandes escândalos. O que tem de mais se eu cair bêbado no hall do Waldorf Astoria? Serei rico e ricos não tombam, apenas tropeçam! Terei uma pequena comitiva para preparar tudo à minha frente. Nada de esperas. Salas VIPs serão tão comuns que minha assessoria terá que filtrar o quão o VIP é VIP. Você bem sabe que riqueza atrai riqueza. Nesse contexto, garanto que tudo sairá de graça: uma nova coleção de Armani, um Ermenegildo Zegna que eu estava de olho, uma Ferrari que combina com a cor dos meus olhos (um dia verdes; em outro, azuis, porque eu posso). Os acessórios chegarão às dúzias em casa para eu escolher. Não mais a trabalheira de ir às lojas. Quem quiser, que venha a mim. Restaurantes me reconhecerão e agradecerão minha presença. É um mundo perfeito. Eu me preparei desde sempre para este admirável mundo nouveau riche. Como Patty bem disse, o fato de ser rico torna você, automaticamente, uma pessoa agradável, sempre bem-vinda e atraente. É claro que sei que tudo é fake! Mas, Patty, convenhamos: eu, que tenho personalidades múltiplas de Redneck, posso muito bem passar por tudo isso sem traumas. Longe de mim procurar um psicanalista. A megalomania deste post prova que não tenho limites. Quando, já exausto de ver que o mundo está ao meu alcance em apenas 24 horas de vôo, procurarei expandir minhas fronteiras. Quero ver se a terra é mesmo azul porque, a esta altura, o mundo será rosa para mim. Comprarei uma passagem para um vôo espacial com o fim único de extrapolar as bordas terrestres. Depois, Marte. Is there "Life on Mars", isn´t? Se, depois de tudo isso, eu me entediar, irei à Índia. Mergulharei nas lamacentas águas do rio Ganges para me purificar de tanta mediocridade e darei uma passadinha na Le Boy, do Rio, como minha amiga Vera Fischer. Entrarei lúcido e sairei carregado, com as partes pudendas à mostra e com alguma baba na boca. O quê? É normal! Rico é assim. Você pode achar que é um plano de vôo arriscado, fazer essas previsões todas. Creia-me: como Patty, pensarei tanto nisso que acontecerá. Hei de ficar rico! Hei de ganhar na mega! Hei de melhorar! Hei de parar de escrever tanta besteira porque o porteiro acabou de deixar uma conta nova sob a porta e me tirou de tanta divagação! Patty, see you on bingo!

Mundo cão

Enquanto isso, na Terra do Nunca, a gente continua a reprodução na tentativa de permanecer ad eternum. Quão vã é a existência, tolhida assim, vapt vupt! Pegarei uma carona no próximo vôo espacial da NASA para olhar lá de cima e me certificar da pequenez do mundo e da minha própria estatura.


Poodwaddle.com




Poodwaddle.com

domingo, 13 de janeiro de 2008

As flores e os frutos da terra

Estas flores e frutas são do nosso sítio no bairro das Três Barras (onde eu nasci, mais uma vez), no interior de São Paulo, a 365 Km da capital. Não sei a origem do nome 'Três Barras', mas, para você ver como a minha raiz está entranhada em mim, a minha empresa (bah!) chama-se Três Barras. Foi no meio destas belas flores e frutas que passei o final do ano. Há dois anos, não seria possível registrar tão belas imagens. Num trabalho persistente da minha mãe, do meu irmão, das minhas irmãs e, com alguma modéstia, meu, está aí uma pequena amostra do resultado que obtivemos. E teremos mais. O incrível é que basta você plantar e cuidar, ao menos um pouquinho. O resto a terra te dá, gratuitamente. Dos dez dias que estive no interior, oito eu passei no meio dessa vegetação festiva. O nosso sonho (não é, família?), é fazer deste lugar um oásis bonito, cheio de sombra, onde, eu espero, que a gente se reúna com a maior frequência possível. A cada vez que eu vou para o interior, me embrenho neste pequeno pedaço de natureza. Há muito verde e muito trabalho a ser feito. Mas, como vocês podem constatar, o resultado mais que compensa. E pensar que eu morei lá até os sete anos de idade! Desfrute!






Meu rugido dominical

Logo que este blog nasceu, eu fiz o post "Você está na hab ou na rehab?" (leia aqui). De lá para cá, são exatos cinco meses que a palavra não sai da boca das pessoas, seja na mídia convencional ou na rede. Numa busca no Google em inglês, há 28 milhões (!!!!) de páginas que contêm a palavra. A reabilitação parece que ganhou contorno de sobrevivência na selva insana que é este mundo. Creio que há uma apropriação indevida da palavra para designar casos de patologia, esquizofrenia e insanidade. Habilitação: sf (habilitar+ção) 1 Ato ou efeito de habilitar ou de habilitar-se. 2 Aptidão, capacidade, disposição. 3 Dir Modo pelo qual alguém prova em juízo a sua capacidade ou qualidade legal para determinado fim, ou o seu direito a certa coisa. 4 Ato ou sentença que julga alguém legítimo herdeiro. 5 Documento ou título que habilita alguém para alguma coisa. sf pl Documentos ou títulos necessários para se requerer ou provar alguma coisa. Essa é a definição conforme o dicionário Michaelis. Se habilitação significa capacidade, reabilitação significa readequar-se à capacidade, ao juízo. Não sou nada antiquado, ao contrário. Mas, alguém pode me dar conta se algumas das divas que fizeram rehab o ano passado conseguiram mostrar-se capazes de provar alguma coisa a não ser um copo de wisk ou uma carreira de pó? Duvido! Veja os exemplos recentes da maravilhosa Amy Winhouse (em momento diva no vídeo do post abaixo) ou da tresloucada e infantil Britney Spears. Se elas estão na rehab, eu afirmo, convicto, que estou na rehab desde sempre: rehab para aprender a confiar nas pessoas; rehab para conhecer pessoas; rehab para não beber feito um louco; rehab para não matar o próximo quando o próximo está longe ou quando está tão próximo que queima; rehab para provar inocência; rehab para levar um tapa e dar a outra face e ficar com ambas as faces roxas; rehab para dormir e acordar como se nada tivesse acontecido entre o caos e o nascer de um sol insistente; rehab para caminhar com as próprias pernas quando o colo é essencial; rehab para retribuir o gesto amigo quando a vontade é esmurrar a sombra; rehab para calar quando o grito chega na garganta; rehab para secar os olhos quando insistem em fazer água; rehab para não naufragar; rehab para rehabs que não se concretizam. É tanta reabilitação que não dá para discriminar por aqui. Eu precisaria ficar internado um terço da minha vida para rehabear o que acho que não foi legal. Agora, essas meninas/ídolos/cantoras/divas/fantoches acreditam mesmo que precisam de rehab por causa de alguns litros de bebida e alguns quilos de cocaína? Me poupem! Vão viver suas vidas, criar seus filhos, usufruir das vozes lindas que ganharam de graça. Eu sou ordinário como a maior parte da população deste planeta: não tenho os passos gazélicos da Gisele Bundchen; não tenho a voz ferrariana da Amy; não sou lindo feito o Aaron Eckhart [procure no Google Image se você está curioso(a)]; não danço feito um Sandro Borelli; não toco piano como o Eldar Djangirov. Enfim, sou comum. Ganho mal, vivo no especial, não sou especial, durmo e acordo independentemente de chover ou fazer sol. Sou como 97% da população (os outros 3% que se danem!). Então, essas meninas loucas que vão lamber sabão! Enquanto a gente se esfola para ganhar algum, elas ficam na reabilitação????? Pois, se eu fosse um tipo de juíz do Olimpo grego, eu determinaria: "Vocês não tem habilitação para viver neste mundo!" E as recolheria para um obscuro mar de insanidades, feito um círculo de Dante. Você acha que sou radical? Creio que não! Porque a poucos é dado o dom. Se não sabem aproveitá-los, os deuses devem mesmo estar loucos de não reabilitar esses presentes para outros humanos. Rehab nos deuses porque eles também estão vencidos!

sábado, 12 de janeiro de 2008

Diva é diva!

Amy Winehouse terá de passar em um teste antidrogas para conseguir um visto norte-americano. A cantora inglesa está programada para se apresentar na cerimônia de entrega do Grammy, que acontece no dia 10 de fevereiro, em Los Angeles. Winehouse recebeu seis indicações, inclusive gravação do ano e álbum do ano.Autoridades norte-americanas exigem que a cantora prove que está "limpa" para conseguir entrar nos Estados Unidos. Amy, que apareceu loira nesta semana, passou alguns dias em um centro de desintoxicação antes do Natal (a rehab famosa a qual cinco entre cinco cantoras fazem questão de adotar como modo de vida atualmente). Há boatos de que a cantora reduziu o uso de drogas e álcool, mas ainda não está livre do vício. "A equipe dela está desesperada para limpá-la, já que o Grammy é muito importante. Mas Amy não está muito preocupada", afirmou uma fonte ligada à cantora.

A casa é o espelho do(a) dono(a)

Este vídeo é uma homenagem a todas as mulheres (e gays) que visitam este blog. Por experiência própria, sei o trabalho que dá manter uma casa limpa e toda ajuda (!!!) é bem-vinda. Mulheres (e gays), nem tudo está perdido! Depois de tanta lamentação sobre minha silhueta com contornos arredondados, eis que ofereço este vídeo para tornar suas vidas mais leves. Para contratar este tipo de serviço, entre em contato comigo. Bom sábado!

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

A ditadura da estética

De acordo com a minha carga genética, a princípio, a minha compleição (acho que ninguém mais usa essa palavra) era para ficar circunscrita a um determinado perímetro. Esteticamente, fui formado para ser como este carinha da foto abaixo:

Mas, com o decorrer do meu processo evolutivo (que se deu nas bordas, sobretudo), nos últimos anos, especialmente com a minha migração do interior para São Paulo, as coisas desandaram. Houve um afluxo de adiposidades que me tornaram malemolente, sonolento e com sentimentos insanos de sempre deitar e esperar passar. Tanto assim que tracei para mim mesmo, nos moldes do rodízio de São Paulo, um centro expandido (que não é nem um pouco flexível) para eu caminhar. Esse centro expandido (ou devo dizer comprimido) não ultrapassa os 100 metros de circunferência no entorno da minha casa. Passou disso, carro nele! Bem, com esta mentalidade torta, adquiri, a moles penas, uma estatura da qual não me orgulho, conforme retratado abaixo, e que resulta numa deformação da concepção original feita pelo meu padrinho Michelangelo:


O resultado, como vocês podem imaginar (e visualizar), está longe de ser considerado algo minimamente convergente com o que se convencionou a chamar-se de 'estética'. Não foi sem sustos que adquiri tamanha envergadura. Contudo, ao susto prevaleceu o viver sem fronteiras, como bem prega uma conhecida operadora. Que, a propósito, tem tudo a ver porque é da mesma terra do meu padrinho. Voltemos! Com essa atual constituição física, meu querido padrinho daria urros de tristeza. Sei muito bem que estou fora dos princípios elegantemente traçados por ele. Mas, a vida tem seus percalços e, de fragmento em fragmento, tornei-me uma rocha. Obesa, porém sólida (é isso mesmo, alguma coisa, além da largura, tem que ser ressaltada ao final desse processo). Entre o esbelto e mundialmente conhecido como modelo de beleza na primeira foto e o monstro que agride as pessoas na rua simplesmente por existir, na segunda foto, pressinto que Michelangelo teria que raspar as sobras do segundo para elaborar um sub-produto, o que prova que há muita rocha para ser lapidada. Creio que daria para esculpir algo assim:


Não é engrandecedor reconhecer as coisas nesta perspectiva (que é o termo apropriado quando se trata de arte e estética). Mas, é nobre da minha parte ceder as portes rotundas para a escultura de uma nova obra. Isso você tem que admitir também. Assim, imploro que Michelangelo, do alto de seu spa celestial, tenha compaixão da sua criatura e que me alimente apenas de pó de mármore para que eu tenha uma redução expressiva de massa corpórea. Somente dessa forma poderei voltar ao panteão de uma estética aceitável. (Esse lamento todo é para dizer que não estou feliz. Nem um pouco! Mas, que preguiça!)

A verdadeira estória do Papai Noel

Santa Claus, the real story
Vídeo enviado por bigend

Atenção: este vídeo contém cenas de nudez e violência. Bem, eu esperei o Natal passar para não acabar com a alegria de ninguém. Mas, agora chega! Esta é a verdadeira estória de Papai Noel.

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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