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segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

Voe

A música é "Into Dust", da Mazzy
Star, e ´dá para dar uma viajada legal. Bons vôos!

Sonho e realidade

O homem perfeito







E as mulheres (e gays) à espera do homem perfeito

domingo, 6 de janeiro de 2008

Madonna

Para um domingo morno, um clip quente.

Serial TV

Abre-se neste domingo, pelo menos para mim, a temporada de estréias dos meus seriados favoritos na TV paga. O primeiro é o Life on Mars (foto), que começa hoje, às 10 da noite, na HBO. O seriado conta a história de Sam Tyler que, após um acidente, fica desacordado. Quando desperta, está em 1973. Sem entender nada, descobre que é detetive na mesma delegacia que trabalhava no ano em que ocorreu o acidente (2006). Quando investiga um crime percebe que há uma possível ligação com seu presente por meio de conexões meio absurdas como uma velha TV preto e branco. Eu adoro! Na próxima sexta-feira, 11, às 21 horas, volta um dos que eu mais gosto: Heroes, segunda temporada (Universal Channel). Aqui, um techo inédito desta temporada. Aqui, o hot site de Lost (ainda desfasado), a minha favorita entre todas. A senha para o hot site são os famosos números: 4-8-15-16-23-42 (digite seguidamente, sem espaços). A quarta temporada deve estrear por aqui em fevereiro (pode ser no dia 4 de fevereiro). Veja um trecho. Jack Bauer 24 Horas volta mais cedo. Especificamente amanhã, segunda-feira, 7, às 22 horas, na Fox, vai ao ar o primeiro episódio da sétima temporada. Assista aqui um trecho. A despeito de termos Weeds, Brothers & Sisters e Ugly Betty no ar, já não era sem tempo (ah! menção especial para Big Love, que já foi!).

Meu rugido dominical

Queria que não houvesse relógios. Que as goteiras parassem de pingar. Que os sons fossem mais amenos. Que as pessoas não fossem tão complicadas. Que tudo ficasse claro em olhares verdadeiros. Queria que o mundo girasse ao contrário, para variar. Queria poder viajar no tempo, apenas por pouco tempo, para matar a saudade de algo que não tive, não vi, não vivi. Queria que houvesse longevidade e, às vezes, que não. Queria que tudo se dissolvesse num instante quando a pressão aumenta. Que pudesse me teletransportar quando preciso estar num lugar e estou em outro. Que o outro me visse sem fronteiras e sem as vendas que cegam olhos curtos. Que eu visse as pessoas e, que, às vezes, não as visse tanto. Que houvesse franqueza, mas, nem sempre tão direta. Que as mágoas se desmanchassem feito bolhas de sabão. Queria que meu cérebro arquivasse apenas o que importa e que apagasse arquivos corrompidos. Queria não ser corrompido com acenos de ouro barato. Queria dar mais valor ao simples. Simplificar. Queria tanto que queria apenas que não houvesse tanto peso. Que quando o mundo estivesse às minhas costas, fosse como pluma. Queria que houvesse balanças para equilibrar certo/duvidoso, real/sonho, mágica/fato. Que não houvesse tanto a querer. Queria que se me fossem oferecidas opções quando não as enxergo mais. Queria não precisar querer tanto. Mas, é do humano a querência. Como não querer o que é negado? Como aceitar o que é dado de bom grado se não é o que desejo? Queria ter respostas prontas para perguntas mal formuladas. Queria nem ter que perguntar e tampouco responder. Queria apenas ser um peixe que borbulha no aquário. Queria não ser peixe e acabar frito. Queria a frieza do outono sem a queda das folhas. Queria o sol e nem tanto a insolação. Queria ter asas. Mas, se tê-las, para onde voar? Queria não ter que pedir mais nada não sei para quem para não ouvir respostas e, mesmo assim, continuar na sina de querer. Queria brincar de bem-me-quer e mal-me-quer e que as pétalas assinalassem apenas as alternativas corretas. Que tudo corresse perfeitamente, sem ser relógio de precisão, que os ponteiros não os queria. Queria ser sombra para ficar à margem. Ser apenas reflexo. Ser a areia do espelho que reflete. Queria ser espelho, reflexo, objeto, ser o côncavo que fechasse o convexo, ser o prisma que inundasse de arco-íris a goteira que não pára. Queria apenas não querer mais. Que o querer cansa. E não se descansa de tanto querer. Somente se exaure.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Piscinão de Ramos

Você deve ter visto o ataque das águas-vivas aos banhistas no litoral paulista (tentei não rimar, mas, ficou tudo parecido). O populacho terá o que contar no ano inteiro. Afinal, desceram 1,5 milhão de pessoas. Outro 1,5 milhão deve ter ido ao interior do Estado (como eu constatei na ida e na volta). E os restantes 7 milhões ficaram, dos quais mais de 2 milhões na Avenida Paulista (de novo!). Dos que sobraram, cerca de 5 milhões, calculo que uns 500 mil mais afortunados foram para fora do Estado e do País. Assim, restaram uns 4,5 milhões na cidade. O que fazer com tanta gente? Nem bem começou o ano e já tem um mini-blecaute na parte nobre da cidade (mais uma vez, Avenida Paulista). Em Nova York, um faxineiro caiu do 47º. andar e está vivo. Poderá caminhar dentro de um ano. Em Franca, um aspirante a Homem Aranha de 4 anos salvou a irmã de 1 ano ao retirá-la da piscina. No Pará, uma cobra sucuri de 9 metros quase matou uma menina de 7 anos ao tentar engoli-la. É uma doideira tudo isso, não é? Agora, quer saber por que juntei tudo aqui? Porque, visto de cima (tipo, do Google Maps), tudo isso é um imenso Piscinão de Ramos, com direito a lama, afogamentos, areia que entra em lugares impróprios, pessoas à milanesa e tostadas, diretas para serem servidas feito picanhas na churrasqueira. Não! Calma! Não estou com ódio do mundo. É apenas um pensamento que me ocorreu. De que o globo é um piscinão no qual nos debatemos. Alguns de nós nada e morre na areia. Outros, são tragados pelo mar revolto. Outros, entre contusões, queimaduras e esfolamentos, se salvam. E outros, mais afortunados, até conseguem voltar para casa apenas para fazer tudo de novo na primeira oportunidade. É assim, não é? É assim que se vai adiante. Então, todos ao piscinão. Com protetor ou sem, com sunga furada e biquinis desproporcionais. Seja lá como for. O importante é ir. É isso aí!

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

É dose para elefanta!

O bicho ´tá pegando´, ou melhor, foram pegos. Na Grande São Paulo, em Mairinque, uma elefanta ficou presa porque o circo foi embora para Sorocaba, interior do Estado, onde não é permitida a apresentação de animais em circos. E a pobre ficou sozinha. Já na Austrália, uma cobra python engoliu quatro bolas de golfe após concluir que as bolinhas eram ovos de galinha. As bolinhas haviam sido colocadas em um galinheiro por um casal de fazendeiros para encorajar as galinhas a botarem ovos. A cobra de 1 metro passou por um exame de raio-X e teve as bolinhas retiradas após cirurgia. Eu, por minha vez, confesso: matei (não por engano), neste final de ano, uma cobra-cega quando carpia ao redor de uma pequena árvore. O que eu posso dizer? Tenho medo de cobra, ora bolas (não as de golfe). Entre mim e a cobra, mato a cobra e não mostro nada. P.S. Antes que me corrijam, são aceitas as duas formas para o feminino de elefante: elefanta (mais usado) e elefoa.

A história se repete (infelizmente, não) como farsa

Karl Marx afirmou: "A história se repete como farsa". E De Gaulle disse: "O Brasil não é um país sério." Marx tem razão, exceto para o Brasil, onde a história se repete todo ano da forma mais autêntica (mas nunca legítima) possível. Já De Gaulle, não preciso nem comentar. Todo ano é a mesma coisa: no primeiro dia útil, lá vem o governo, cheio de novidades. Este ano, tudo começou ontem, dia 2, com um mini-pacote que visa assegurar os estimados R$ 40 bilhões "perdidos" com o fim da famigerada CPMF (provisória desde 1996). O governo decidiu elevar o IOF e taxar os bancos para extrair cerca de R$ 10 bilhões daí. Outros R$ 20 bilhões devem vir de "cortes" e mais R$ 10 bilhões virão sabe-se lá de onde. O governo não pode perder nenhum centavo, a despeito de nos arrancar as roupas com os malditos impostos. Eu não sei você, mas, eu já recebi o meu IPVA deste ano. Estou feliz! Agora, faltam o novo IPTU, eventuais multas porque eu corri demais e atravessei sinais vermelhos, taxas de pessoa jurídica, imposto de renda etc. etc. Na pequena (e benéfica) pausa entre 2007 e 2008 que fiz no interior, descobri que, na minha cidade (e não deve ser prerrogativa apenas de lá), o mundialmente festejado programa Bolsa Família é usado não para necessidades essenciais (sobretudo comida), mas, pasmem, para adquirir créditos para o celular e até mesmo para comprar roupas. Tem loja que mantém até um controle sobre o cartão do Bolsa Família para descontar os créditos na conta mensal. E tem mães que se regozijam porque assim que recebem os créditos, podem comprar cerveja. É isso aí, Lula! Financia o povão. Eu odeio o paternalismo à la Fidel! Daí que eu estava em Ourinhos, no interior de São Paulo, um pouco antes do Natal, e vi um desses bonecos infláveis (chamados tecnicamente de bonecos de ar dançantes) que são bastante comuns em postos de gasolina. Sabe aqueles bonecos que se inflam e se agitam feito uns bobos? É desse tipo. Me senti, de repente, próximo daquele boneco. Patético. Ele se agitava, erguia os braços e depois caía, num abandono de dar pena. É claro que atraía as crianças na rua. Mas, houve uma forte identificação da minha parte e um estranho magnetismo me levou ao boneco. E, a despeito da minha irmã me avisar do mico, esse eu paguei. Me aproximei do boneco e peguei nos seus braços. O que se passou? Foi apenas um gesto de solidariedade. De identificação do quão patético podemos ser, o boneco e eu. O primeiro porque está lá, numa dança sem sentido, num eterno dobrar e redobrar de cintura, braços e cabeça. O segundo (eu) porque, apesar de não ter um dispositivo de ar que me move, sinto-me como um marionete num teatro de absurdos quando volto a mim no ano novo. E isso tudo porque prometi para mim mesmo leveza. A promessa está mantida. Note que o tema central é o boneco dançante. Leve e cheio de ar. E que plana feito um bobo, feito eu.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2008

Dá pra deixar essa mulher?

Podem falar o que quiser, mas, eu adoro a Ivete Sangalo. Esses dias eu a vi na TV com esta música (Deixo). São lindas: ela e a música.

Discretamente

Voltei, gente!!! Voltei, voltei e voltei. Dez dias sem olhar para uma tela de computador. Sem quase falar ao celular. Silêncio digital. Quebrado apenas pelo flash da câmara para registrar momentos. E só. Volto de mansinho, passo a passo. A meus amigos, parentes (que não são serpentes) e bleaders, sobretudo, desejo um ótimo 2008. Sem grandes expectativas. Afinal, é apenas uma data simbólica. Mas, de qualquer forma, que nos enche de esperança novamente, assim como ocorre todos os anos. Então, que seja: feliz 2008. Nem vou repetir chavões. Só quero que tudo corra bem. Também não farei balanços. Ficou, ficou. Vamos ao novo. Sei que um blogueiro que se preze não deve sumir do mapa. Mas, entendam, eu fui para o interior, fugi para o meio do mato, apaguei meu HD da cidade por uns dias e volto reformatado. Vamos lá! É bom ir, mas, é bom voltar também. Estava com saudades daqui, desse espaço. Beijo para todos que compartilharam comigo das insensatezes minhas, de outros, de todos. Das incertezas, das pequenas glórias, das alegrias e tristezas. Começamos tudo de novo. Discretamente. Antes que o ano voe. Você também sente que o tempo passa mais rápido ano a ano? Ou somos nós que o atropelamos? Sei lá! Quero mais leveza, ser mais tartaruga do que lebre. Para ter tempo de observar a paisagem, ver as pessoas, ouvir, sentir. É tudo o que quero deste ano: leveza! Beijo!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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