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sexta-feira, 2 de julho de 2010

Nós que aqui estamos por vós esperamos...

...em 2014. Eu e, imagino, o Brasil, estamos de luto neste dia. E nada mais há a ser dito. Porque futebol, para nós, é alma. E sem alma ficamos mudos.


Seleção Brasileira 2010


☆  15/06/2010
✟    02/07/2010


Brasil x Holanda


X


quinta-feira, 1 de julho de 2010

À flor da pele

Não são apenas os nervos que estão à flor da pele nos gramados da África do Sul. Uma vasta quantidade de braços e pernas ostenta as mais diferentes tatuagens numa fauna tão rica quanto a que habita o continente africano. É um tigre de Bengala? É um símio japonês? É um tamanduá-bandeira? Não, é um monte de pele gravada, uma tribo entre tantas outras. Quem são os jogadores? E eu lá sei! E alguém lá quer saber os nomes? Duvido! Apenas decifre as tattoos e já está de bom tamanho. Ah! Clique nas fotos para ampliá-las que eu sei que você quer ver os detalhes.























quarta-feira, 30 de junho de 2010

Consumo consciente

Consumo consciente significa transformar o ato de consumo em uma prática permanente de cidadania. Quando assim exercido, extrapola apenas aquele ímpeto de satisfazer a necessidade individual, egocêntrica, de alimentar mesmo o ego. O consumo consciente leva em conta os reflexos do ato do consumo na sociedade, na economia e até no meio ambiente.


Por isso, se você compra produtos de uma empresa que usa mão de obra escrava lá da Ásia ou do Oriente Médio, você acaba por financiar práticas consideradas execráveis. Para se contrapor a essas práticas, você deve comprar, por exemplo, alimentos orgânicos, não adquirir produtos feitos por criancinhas e muito menos os enlatados e derivados que agridem o meio ambiente.


Existe até mesmo uma lista de princípios do consumo consciente, tal qual mandamentos a serem seguidos quando se trata de comprar. São 12 os princípios:


1. Planeje suas compras e compre menos e melhor.
2. Avalie os impactos do seu consumo no meio ambiente e na sociedade.
3. Consuma somente o necessário, reflita sobre suas reais necessidades e tente viver com menos.
4. Reutilize produtos. Não compre outra vez aquilo que você pode consertar e transformar.
5. Separe o lixe e comece a reciclar. Isso economiza recursos e gera empregos.
6. Use crédito com responsabilidade e não se jogue nas prestações (até 17 vezes na Casas Bahia) ou nos cinco cartões de crédito que você tem.
7. Valorize as práticas de responsabilidade social das empresas.
8. Não compre produtos piratas. Combata o crime organizado.
9. Contribua para a melhoria de produtos e serviços e envie sempre sugestões e críticas às empresas.
10. Divulgue o consumo consciente. Desfralde essa bandeira assim como quem desfralda um varal inteiro de lençóis tamanho queen size.
11. Cobre dos políticos ações que valorizem o consumo consciente.
12. Reflita sobre seus próprios valores, reveja seus princípios e hábitos de consumo.


Me acompanhou até aqui??? Bullshit!E você acha mesmo que acredito nessa besteirada? Para mim, o tal do consumo consciente é invenção de mentes desocupadas. Alguém pode me dizer como consumirei de forma consciente se mal consigo respirar? E se consumo de forma desenfreada, acaso alguém pagará minhas contas? Tudo isso muito se me assemelha à maldita prática do politicamente correto.


Desenvolvido em um país que é dos mais politicamente incorretos, os EUA, o conceito é amplo o bastante para abrigar qualquer coisa que seja, exceto aquilo que os inventores descartam. Oras! Consumo consciente, tststststs!!! Abaixo, uma verdadeira lição do que é consumir. Consumo consciente de que haverá alguém pronto para satisfazer as mais primitivas necessidades. Em Paris, podemos conversar sobre a consciência e os efeitos do consumo no meu e no seu corpo!




As liquidações de Paris começaram hoje, 30. O Forum des Halles, complexo de 170 lojas que fica no centro parisiense resolveu inovar. Até sábado, 3, consumidoras (não entendi porque tal discriminação, mas nada que uma boa peruca e salto 15 não resolvam) terão 12 bofes treinados e uniformizados para acompanhá-las em suas compras. Por 1 hora, cada mulher que lutar para comprar terá direito a um desses bofes para segurar sacolas e esperar do lado de fora (!) do provador.


Os meninos - apropriadamente apelidados de "huge boy" terão uma imensa sacola, a "huge bag", para ser preenchida pelas compras. Os huge boys medem 1,90 e, de novo, acertadamente, foram escolhidos sob medida - under measure>: passaram por um centro de treinamento que durou meses. O serviço funciona por reserva - neste link aqui e aproveite e veja os bastidores do treinamento nos vídeos - e é gratuito.


Mas corra, perua, corra: as agendas dos huge boys estão lotadas. Nos vídeos, os huge boys exercitam bíceps, sobem e descem escadas e a consumidora mais sortuda ainda terá um dia de "pretty Julia Roberts woman": uma limusine na porta de casa para começar a peregrinação a Meca, digo, Paris, ao lado de um huge boy que, além de ficar colado na maldita, ainda lhe dará 1 mil euros para as comprinhas. Isso é consumo consciente. Consciente de que consumir pode ser um ato insubstituível de prazer. E quem defender o contrário é porque não dispõe de cartão de crédito e sonha que um dia chegará a Paris. Então sonha!

segunda-feira, 28 de junho de 2010

1,2, 3 e estamos nas quartas!

Passamos pelas lhamas chilenas e nem precisamos escalar a cordilheira para nos refugiarmos ante um eventual festival de cusparadas dos furiosos animais que vivem à beira dos Andes.




Agora, como nem tudo são flores, ficaremos com os laranjas mecânicas que, estou certo, não nos oferecerão tulipas a não ser aquelas que transbordam de vontade de ganhar.




Que assim seja. Caminhemos, caminhemos.

domingo, 27 de junho de 2010

Meu rugido dominical



Vou fugir, pelo menos neste post dominical, do tema monocórdio que tem me tomado de assalto, assim, tipo, quem sou eu para falar de futebol? Estranhamente (para mim mesmo) tenho me dedicado a escrever sobre a bola e 22 homens que se entrecoxam e se entrechocam para levar a melhor sobre a Jabulani e sobre os 11 adversários. Mas, perdoe-me, estou contaminado pelo vírus da Copa do Mundo, que se me acomete a cada quatro anos.


Pois bem. Para fugir a este assunto e voltar a outro que me é caro, lhe faço uma pergunta: você já esteve em algum país da Escandinávia (Noruega, Suécia, Islândia, Dinamarca e Finlândia, a despeito de haver outras definições mais continentais)? Eu sim. Fui à Finlândia. Estive em Helsinki, Salo e Rovaniemi (essa última, na Lapônia). Da Finlândia, eu sabia apenas do Tom of Finland e do Papai Noel (não sei bem, mas ao juntá-los aqui, tenho a impressão que o primeiro é um presente do segundo).


Pois bem, 2. Voltemos do gelo. Estive na Finlândia a trabalho e gostei muito de lá. Achei muito frio, na comparação com o clima ameno que viceja aqui no Brasil. Mas gostei. De várias coisas. Da limpeza das ruas, da civilidade das pessoas, do azul dos olhos, dos gramados e pastos bem cuidados, das estradas muito bem feitas, da esportividade que parece pertencer a todos, dos ciclistas, muitos, milhares. Do metrô vazio. De Helsinki à noite (e era sempre noite, que coisa!). Da liberdade de ir e vir, a pé. Para quem vive em São Paulo, com seus 10 milhões de habitantes, caminhar por Helsinki, com pouco mais de 580 mil habitantes, não é nada. A cidade é facilmente absorvida.


Gostei dos campos, entre uma cidade e outra. Dos trens, confortáveis. Da boa companhia de noruegueses no trem. Dos soldados e da polícia, simpáticos ambos (não me pergunte porque). Gostei tanto que seria, não obstante o frio, capaz de viver um tempo no país. Tinha planos de continuar meu trajeto na Escandinávia para a Noruega e Suécia mas, por ligações neurais que não as compreendo bem, comecei e encerrei minha viagem apenas na Finlândia. Mas o que eu vi foi suficiente para que eu admirasse os finlandeses e os escandinavos, de forma geral.


Hoje, domingo, 27, tenho mais um motivo para acreditar que, embora as notícias sobre essa Escandinávia gelada sempre estejam associadas a altos índices de suicídios e depressão por conta dos longos e tenebrosos inversos (por acaso, estou a ler um livro de uma autora sueca que se queixa da extrema escuridão do inverno sueco), ainda assim aquela região do mundo ostenta os melhores índices de desenvolvimento humano (IDH) de todo o planeta. Não deve ser, portanto, tão ruim viver em um mundo assim.


Mas o motivo a que me referi, que se me engrandece a Escandinávia diante de mim, é sobre a primeira-ministra da Islândia. Na Islândia nunca estive e sei do país três coisas: esquimós, Björk e Sigur Rós (meu grupo mais favorito de todos os tempos, ever!). Hoje, domingo, 27, soube mais uma nota: a primeira-ministra da Islândia, Johanna Sigurdardottir (a palavra 'sigur' significa vitória e não é coincidência o fato da ministra ter esse prenome como parte do sobrenome e ser do mesmo país dos meus favoritos Rós), casou-se com sua companheira no primeiro dia de vigência da lei que legaliza o casamento entre as pessoas do mesmo sexo na Islândia.


No dia 12 de junho, Dia dos Namorados no Brasil, os casais aqui deste país tropical, do mesmo sexo, trocaram presentes, talvez. Mas não receberam nada tão especial quanto naquele país gelado: o parlamento islândes aprovou por unanimidade a legalização do casamento gay na Islândia em 12 de junho. A primeira-ministra (no cargo desde fevereiro de 2009), além de ser a primeira chefe de governo no mundo a declarar abertamente sua homossexualidade, torna-se, agora, a primeira mulher lésbica a se casar com outra mulher publicamente.


Me diga, pois, se o que vem dos gelos lá de cima são apenas icebergs ou serão apenas a ponta desses icebergs que emergirão por cá nestas bandas? Eu, que amo de verdade o Sigur Rós (embora não entenda bulhufas o que eles cantam em islandês), deixo um vídeo (que, olha só, tem futebol...) desse maravilho grupo aqui porque nunca é demais. Beijo, com gelo e com sol. E mais não digo porque a Inglaterra caiu, a Alemanha ficou, o México caiu e a *&^&&^%%$$^^& ficou, para infelicidade de quase uma América do Sul inteira.




sábado, 26 de junho de 2010

Perdemos nossa inibição

O título deste post faz parte da música-tema da World Cup 2010: "As we lose our inihibition". É, a música que é da Coca-Cola. Porque cada pedacinho da Copa do Mundo é pago, é conversível em publicidade. OK. A Copa do Mundo é de uma entidade particular, da FIFA, e não um evento sem fins lucrativos.




Mas nem por isso quero deixar de registrar um sentimento que, presumo, acomete o mundo em duas grandes ocasiões: durante uma Copa do Mundo e nas Olimpíadas. De dois em dois anos, dos 6 bilhões de passageiros desta nave incerta que é a Terra, alguns milhares concentram-se para reproduzirem em algum lugar deste planeta um show de integração.



Hoje estamos a meio caminho deste evento. São 15 dias de Copa do Mundo e faltam apenas outros 15. Até agora, dos 32 países que foram à África do Sul, 16 já disseram adeus. Outros 16 engalfinham-se. Certo, há uma ligeira semelhança com tons de guerra. Mas, pode-se dizer que nesta guerra, as regras são mais rigorosas e quase que cumpridas, com baixas aqui e ali, mas sem morte. Espero.




O que quero dizer é que dos EUA à Coreia do Norte, durante 30 dias há pessoas dos cinco continentes que, representadas por um determinado percentual de torcedores que tem condições de ir pessoalmente ao evento, perde a inibição e é capaz de desfazer, por poucos dias, a babel duramente construída pelos seculares tijolos humanos que deram início à nossa grande tragédia, da humanidade, de nos separarmos tanto a ponto de parecermos diferentes.




No entanto, apenas parecemos diferentes. A língua, que é o elemento mais evidente dessa diferença, não quer dizer muita coisa, na minha opinião. Já viajei para terras "estranhas" o suficiente para dizer que a comunicação, quando necessária, se faz. Basta que sejamos, você e eu, humanos. Nos entenderemos perfeitamente por gestos, olhares, mímicas ou seja lá o que for preciso para que nos coloquemos em bons termos.




Perdemos nossa inibição porque, no mais profundo de todos nós, não tem o menor sentido nos constrangermos uns com os outros pelo simples fato de você ter nascido sob o sol inclemente das margens do Saara e eu ter nascido ao abrigo do gelo do Alaska. É apenas geografia.




Adoro saber que podemos perder a inibição, de nos mostrarmos e à nossa alegria da mesmíssima forma. Assisti a poucos jogos deste campeonato mas, repare! Os rostos dos norte-americanos, ganeses, marfinenses, coreanos, alemães, portugueses, eslovacos, dinamarqueses, uruguaios, argentinos, brasileiros, italianos, franceses e tantos outros são iguaizinhos: urram, gritam, sorriem, beijam alguma coisa íntima, saltam, ajoelham, agradecem, choram. São todas emoções desinibidas que nem as 40 câmeras de cada estádio são capazes de conter. E quantos serão os olhos que acompanham esse imenso big brother mundial? A última informação que li sobre audiência dava conta de que pelo menos 30 bilhões (audiência acumulada nos 30 dias) devem ver os jogos em 214 países!




Pois então por que não ser desinibido? Por que não arrancar a camisa e sair de peito aberto para comemorar tanta vibração? Por que não contaminar os demais 335 dias do ano com tanta emoção? Será que é tão difícil converter gols em gestos? Será que é tão complicado perder a inibição em cadeia mundial não mais de TV, e sim ao vivo, ao lado?




Embora as tragédias cotidianas continuem a ocorrer dia após dia nesses 30 dias que duram a World Cup, tenho a impressão que a Cup contém a maior parte do veneno. Assim como no Brasil, nas grandes cidades, o congestionamento cai a 0 Km, é quase como se a dor mundial caísse a níveis administráveis. 




Ou, pelo menos, a mídia, nessa era de real time, globalizado, converge seu foco para a Copa e deixa o resto do mundo com seus problemas. Sabe que é um fôlego, um respiro? É uma trégua e dá, sim, um alento. Pois aproveite que temos 15 dias pela frente. Depois, de volta à vida! Ou, no caso de muitos, à morte!


P.S. Escrevi este post e esperei quase 2 horas para publicá-lo porque a minha provedora de banda larga, a NET, saiu fora do ar. Como acontece todos os dias. Começo aqui uma campanha: a Campanha pela Real Conexão porque o mundo não é dos nets coisa alguma, e sim dos que reclamam seus devidos direitos de consumidor. Me respeite, NET, ou passe a cobrar time on demand. Lhe asseguro que sua arrecadação comigo cairá o bastante para sua qualidade melhorar. Que inferno!

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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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