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terça-feira, 25 de março de 2008

A Hero and a Lost by day/Um Herói e um Perdido por dia

(Hayden Panettiere - Claire - Heroes)

(Emilie de Ravin - Claire - Lost)

segunda-feira, 24 de março de 2008

Rastreio de Cozinha - 19

Depois de quatro dias sem entrar na fervorosa cozinha da faculdade, é claro que fico de má vontade. Sobretudo se a minha pressão insiste em oscilar feito o Pêndulo de Foucault. Mas, estou atento para o fato de que cozinha é pressão e trabalho, sempre. Por conta disso, nem vou reclamar porque queimei as pontas de quatro dedos em uma panela que é tombada (e, ordinariamente, me tombou) pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN): a panela de barro do Espírito Santo, cuja culinária foi o tema central da aula desta segunda-feira, 24, na disciplina de Cozinha Brasileira.

A panela de barro é uma instituição de 400 anos. As paneleiras que a produzem usam o barro tabatinga para fazer as panelas e uma tintura chamada "tanino" que garante a cor escura (preta, algo ocre). As autênticas são as que têm o selo de autenticidade das "Paneleiras de Goiabeiras".

A fabricação da panela de barro é uma técnica indígena, transmitida de geração em geração até chegar às paneleiras do Espírito Santo. As paneleiras que as fazem retiram a argila do Vale do Mulembá, em Vitória. O barro passa por um processo de limpeza no qual são retirados os grãos de areia maiores e a matéria orgânica visível para que seja amassado, manualmente. Inicia-se, então, o processo de confecção da panela, através de uma técnica de modelagem aplicada a partir de uma bola de barro. O acabamento da panela é feito com seixos rolados (pedras de rio), casca de coco, facas e estiletes. A peça totalmente modelada é colocada ao ar-livre para secar e, depois de seca, é alisada com um seixo rolado para retirar os grãos de areia mais grossos. A partir daí, as paneleiras reúnem sua produção e queimam suas panelas. No final da queima, as peças, ainda quentes, recebem um tratamento de superfície com tanino.

Se você comprar uma dessas, deverá curá-la. O método é simples: coloque 2 colheres de azeite (ou óleo) na panela e leve ao fogo até queimar todo o azeite ou óleo. Quando a fumaça do azeite ou do óleo queimado ficar preta, a panela estará pronta para o uso. Cuidados na manipulação da panela no dia-a-dia: não a retire do fogo e coloque em superfícies geladas (mármore ou aço inox). Tampouco as lave quando ainda estiverem quentes (retêm o calor por bastante tempo). Se você fizer isso, trincará a panela ou levará umas boas pedradas na cara (isso é por minha conta).

De um jeito ou de outro, trate bem a sua panela de barro. Lembre-se que o processo é artesanal, tombado pelo patrimônio histórico, e que uma panela desse tipo nos conecta diretamente às primitivas tecnologias indígenas. Respeite seu próprio passado cultural. Ou levará uma pedrada de mim, mesmo (Eu já fiz isso e a pobre vítima levou alguns pontos na testa)!

Bem, com todo esse aparato, você já deve estar com fome. Olha só os pratos feitos pela nossa bancada hoje: Moqueca Capixaba, Casquinha de Siri, Pirão de Peixe e Maneco com Jaleco (esse é mineiro). Vou repassar a receita da Moqueca Capixaba, cuja única distinção com a Moqueca Baiana é o fato de, na Bahia, a moqueca ser feita com azeite de dendê e leite de coco e, no Espírito Santo, ser feita com azeite de oliva e óleo de urucum. Uma curiosidade: o nome moqueca vem da palavra tupi-guarani pokeka, que significa bagunça. Os índios chamaram de pokeka a técnica de enrolar o peixe na folha de bananeira, enterrá-lo no chão e assá-lo, com brasas por cima. Numa estilização para acompanhar a evolução do País (se é que houve alguma), a moqueca é feita na panela de barro (terra sob a qual está enterrado o peixe), é coberta de cheiro verde (folha de bananeira) e cozinha-se pacientemente no fogo (brasas). Esse é um dos motivos pelos quais eu gosto tanto de gastronomia: por mais que sejamos evoluídos, há um elo que sempre nos ligará à ancestralidade. À receita.

Moqueca Capixaba

Ingredientes

- 1 Kg de robalo em postas (é o melhor peixe para fazer moqueca, mas, se você tiver com dificuldade para encontrá-lo, pode usar o namorado - o peixe, não o seu - ou o abadejo). Assim como há uma transmutação de pokeka em moqueca, aproveito para dizer aqui que você pode inventar a moleka, que consiste em brincar - você e o(a) namorado(a) - de sujar o outro de barro. Tente, invente, seja diferente!
- 200 gr de tomate
- 200 gr de cebola
- 10 gr de alho
- 20 ml de óleo de urucum (que você obtem ao aquecer o óleo vegetal, sem fervê-lo, e, com o fogo apagado, adicionando sementes de urucum - o óleo de urucum é feito por imersão, dessa forma. Deixe reservado por algum tempo até o urucum desprender o aroma no óleo)
- 1/4 de maço de cheiro verde (cebolinha e salsa e toda vez isso tem que ser explicado porque já soube de pessoas que, com mais de 40 anos, tiveram um choque ao saber que cebolinha e salsa compõem o chamado "cheiro verde")
- 2 limões
- 50 ml de azeite de oliva
- pimenta malagueta a gosto
- sal a gosto

Modo de preparo

1. Lave bem (delicadamente, não com aquela bucha assassina que você tem) as postas de peixe e escorra-as (por favor, não é preciso colocá-las no varal!).

2. Tempere as postas de peixe com limão, alho (picado) e sal.

3. Corte os tomates e a cebola em cubos médios (meça um paralelepípedo e tente imaginá-lo decomposto em 58 partes diferentes - o cubo será um desses pedacinhos).

4. Pique o cheiro verde em brunoise. Não faz o(a) esperto(a) de comentar comigo que cheiro não se pica. Essa piadinha é tão vermelha quanta a sua cara pós-piada.

5. Coloque no fundo da panela de barro uma cama (força de expressão, que coisa!), OK, um colchão, uma forração, um travesseiro, de cubos de cebola e tomate. Até aqui, espero que você tenha uma legítima panela de barro. Porque, se for para ser fajuto(a), é melhor sair da minha cozinha. Coloque 25 ml de azeite na panela, de forma a regar a hortinha de cubos de cebola e tomate. Feito o tal do acolchoado de cebolas e tomates, recline (olha que chique!) as postas de peixe nessa fofura de cama vegetal. E, atente para o detalhe: as postas devem ser colocadas lado a lado, e não umas sobre as outras. Peço cuidado na montagem da moqueca porque acredito, sinceramente, que os alimentos devem ser tratados com carinho. Se você prepara cada prato com tal nível de detalhes e uma dose extra de carinho, garanto que qualquer produção terá um sabor especial.

6. Coloque sobre as postas de peixe - devidamente aconchegadas umas às outras - mais cubos de cebola, tomate e, finalmente, o cheiro verde. Regue com o restante do azeite e com o óleo de urucum. Tempere tudo com pimenta malagueta a gosto.

7. Leve a panela ao fogo alto e espere até aquecê-la. Quando a moqueca começar a ferver, baixe o fogo e o mantenha assim até que as postas fiquem bem cozidas. Acerte, nesse momento, o sal.

8. Sirva com pirão de peixe e arroz branco.

(Rastreie: Visite Vitória, a capital do Espírito Santo. É uma das três capitais de estado no Brasil que é uma ilha - as outras são Florianópolis e São Luís. Vitória é conhecida como "Cidade Sol". Eu não conheço Vitória, mas, como adoro o litoral, sei que ia gostar. Quando lá estiver, quero que você traga para mim um jogo completo de panelas de barro. Legítimas, com selo. Se vou te buscar no aeroporto? Claro que não! E o café aqui em casa, não conta?)

A Hero and a Lost by day/Um Herói e um Perdido por dia

(Adrian Pasdar - Heroes)



(Josh Holloway - Lost)

domingo, 23 de março de 2008

A Hero and a Lost by day/Um Herói e um Perdido por dia

(Ali Larter - Heroes)


(Evangeline Lilly - Lost)

Meu rugido dominical

Morre-se de tristeza. Isso é dado como certo. Agora, dá para ter overdose de alegria? Você já ouviu alguma vez alguém reclamar que é muito alegre e que, por conta disso, há que se limitar essa expansividade? Que se deve alinhar o montante de alegria disponível com o contexto em que se está na vida como se fosse um planeta fora de órbita? Existe algum padrão de comportamento que deve limitar o uso da alegria? Alguma represa que estanque a euforia e a serotonina liberadas pelo ato de estar ou ser alegre?

Pois achei duas pessoas - não uma! -, e sim duas que me indicam uma tendência absurda: ambas estão num processo de conter a alegria porque sentem que não há espaço em suas vidas para tanta alegria junto.

No momento em que o Cirque du Soleil está a berrar "Alegría" (veja o vídeo abaixo deste texto) entre nós, essas duas pessoas querem encaixotar suas alegrias em contêineres e usar a reserva com parcimônia, sem estardalhaço. Um uso social, digamos, semelhante ao ato de fumar e de beber. "Sou alegre socialmente", diriam, como se dissessem "Bebo socialmente".

Acho bastante engraçada - mas não alegre - essa atitude. O laboratório farmacêutico Eli Lilly (soa tão mimoso esse nome) inventou o Prozac em 1986. A pílula da felicidade. Vendeu, mundialmente, o equivalente a US$ 3 bilhões anuais. Para lançá-lo, gastou cerca de US$ 1 bilhão. Somente no Brasil, o Prozac é receitado para mais de 1,5 milhão de esquizofrênicos e bipolares. Depois de todo esse esforço, ouço que a alegria deve ser contida. A pílula da felicidade, tão cara, vai para a lata do lixo. O Eli Lilly terá que desenvolver uma pílula redutora de alegria, assim como o Xenical, na teoria, reduz o apetite. Mas, o efeito colateral do Xenical é uma dor de barriga desenfreada, uma espécie de coletor de gordura que deixa o consumidor prostrado.

Qual é o efeito colateral da redução da felicidade programada? Em conversa com uma das vítimas que foi acometida com a "Síndrome de Alegria por Demais", sugeri que toda a felicidade que ela dispensar deve ser guardada em contêineres. Vá às docas de Santos e guarde, assim como guardam eletrônicos roubados e importados que fazem a festa da Daslu. Quando necessário, na calada da noite (entre 1 da manhã e 5 da manhã), a pessoa pode ir às docas e sacar um pouquinho de alegria como se estivesse num terminal de banco. Digita os dados e consome a dose precisa de alegria. Se consumir demais, overdose. De menos, depressão. É preciso equilibrar. Vou reclamar com a classe médica para que emitam receitas precisas. Legíveis. Que não enganem o paciente. Que não quer rir demais e tampouco parecer feliz demais.

Vou sugerir ao governo a criação de uma Agência Nacional de Alegria (ANA). A ANA fiscalizará, por meio de regulamentação específica, o uso correto de alegria. Haverá a universalização da alegria, a inclusão social de felicidade. Todos terão acesso. Com direito a bandas largas, não em pequenas doses.

Quem pode com um país que tem ANA? Quem? Uma sociedade que regula sua alegria. Que provê doses equilibradas para os mais de 180 milhões de brasileiros. Seremos assistidos por alegria. Teremos o direito de cidadão de termos nossa dose diária. Haverá, claro, casos de overdose. Porque alguns são mais atrevidos. Haverá também aqueles que poderão padecer da falta de alegria. Esses deverão ser recolhidos em clínicas, para desintoxicação. Os outros, que são cautelosos, e usam as doses como se fossem pequenas barras de ouro, ao contrário, poderão ter anemia de alegria e vão, com isso, cair na depressão. Esses deverão ser acompanhados de perto. Sempre os há, os que querem ficar imunes. Não podem. Ninguém ficará sem alegria.

Haverá, por parte da ANA, um programa de desbloqueio de alegria. Haverá operadoras que controlarão o suprimento de felicidade. Se houver necessidade, o governo deverá importar alegria de Cuba e da Dinamarca. Claro que sempre há quem se aproveite desses momentos de tensão na implantação de grandes programas nacionais. Talvez haja quem venda alegria clandestinamente. Cuidado para não comprar alegria falsa no camelô. Ninguém ainda sabe quais são os efeitos dessa alegria de origem desconhecida. Soturnamente, haverá quem negocie alegria nas danceterias. Porque ecstasy (que age sobre a liberação de serotonina) e alegria caminham juntos. Cuidado para não comprar gato por lebre.

Uma campanha massiva será divulgada na televisão para ensinar as pessoas como dispor de sua alegria. "Você tem alegria de sobra"? Compareça ao banco de alegria e faça sua doação. Muitos são os que estão na fila de transplante de alegria, à espera de almas caridosas que lhes forneçam afeto.

Os que morrerem de overdose de alegria serão usados em campanhas educativas como as do fumo e de acidentes de carro para provar à massa que o excesso mata. Na França, existe a Denominação de Origem Controlada (DOC), que controla a procedência de vinhos e queijos e garante a qualidade do produto. Serão implantados numerosos DOCs no Brasil, sob a administração da ANA, para garantir a procedência da alegria. Se a sua está contaminada, ficará sob quarentena. O DOC terá o poder de vida e morte sobre sua felicidade. Você poderá ser visto como exemplo ou como um fracasso na geração espontânea de alegria.

Nesse processo, a única classe pela qual eu temo são os palhaços (incluídos os Doutores da Alegria). Com o processo de implantação nacional de alegria, esses estarão condenados ao ordinário. Perdem a profissionalização. Perdem a graça. Porque seremos todos palhaços, fontes geradoras de alegria.

O problema é que esse tipo de solução sempre tem dois lados. A princípio, todos vêem o lado bom, de compartilhamento, de doação. O que há muito em um, deve ser dividido para os demais. Depois, com o passar do tempo, as pessoas começam a se revoltar. Querem sua alegria (de mais ou de menos) de volta. E aí começam as acusações, a caça às bruxas. Eu posso denunciar meu vizinho porque ele riu alto demais e, portanto, tem mais alegria do que eu. Se alguém chorar, pode ser enviado para execução. Seremos serenos. Quem estiver fora da Faixa de Gaza dessa serenidade estará, solenemente, condenado à morte.

Haverá guerras de laboratórios farmacêuticos multinacionais que boicotarão o Brasil. Haverá desencontros. Filas. Multidões atrás de alegria. Mas, de uma forma contida. Tudo o que for excesso ou falta, será punido. Pessoas escandalosas, que riem demais, serão trancafiadas em quartinhos escuros para pensar no assunto. Seres tristes serão submetidos a doses cavalares de alegria até encontrar o ponto de equilíbrio. Seremos todos felizes, porém, de forma ordenada. E, por causa de duas pessoas que eu conheço, que acreditam que suas alegrias estão demasiado extensas, a alegria será estatizada. Lembra-se de que você não podia rir alto na sexta-feira santa? É isso. Contenção, redução, parcimônia. E todos podemos ser felizes com o mínimo necessário. Sabendo usar, não vai faltar (porque uma dessas pessoas adora ditados populares).

Não! Não! Não! Vamos celebrar a alegria!!!! Por favor!! Há tão pouco no mundo. Choro, desespero, tristeza. Never more, never more, disse até mesmo o corvo de Poe. Mais alegria, mais riso, mais felicidade. Pelas alegrias irrestritas já!


sábado, 22 de março de 2008

Os 50 blogs mais poderosos do mundo (volume 2)

Em continuidade à lista dos 50 blogs mais poderosos do mundo, relaciono aqui mais dez weblogs que valem a pena (ou não, depende de você). O salto continua alto, aviso, de antemão.

11. Drudge Report: este blog começou como um e-mail de fofocas bestas e transformou-se em uma webzine podre, com tráfego idem. Em 1998, graças à iniciativa - acertada - de dar atenção aos rumores - desprezados pela grande mídia - sobre o affair Bill Clinton & Monica Lewinsky, tornou-se um fenômeno nacional nos EUA. Os furos mais recentes incluem o candidato democrata à presidência dos EUA, Barack Obama, com roupa típica tribal (de muçulmano) e a revelação de que o príncipe Harry (filho de Lady Di e Charles) estava a serviço militar pela Coroa Britânica no Afeganistão. A visita é obrigatória para o caso de haver mais manchas na Casa Branca além daquela verificada no vestido sujo de Monica Lewinsky.

12. Xu Jinglei: só se você souber ler mandarim (procurei a versão em inglês e não achei): a criadora, Jinglei, é uma popular atriz chinesa que começou o blog em 2005 e, em poucos meses, viu o número de visitas chegar a 11,5 milhões, o que superou em milhões outros blogs chineses. Em 2006, segundo o Technorati, o blog de Jinglei foi considerado o mais popular do mundo. A atriz chinesa fala sobre o dia-a-dia, viagens, vida social e gatos (os animais, não os humanos). No ano passado, o blog passou da marca de 1 bilhão de page views!!!! Pena que não dá para ler em mandarim (começo meu curso na segunda-feira).

13. Treehugger: é um blog de orientação "verde", ou seja, ecológica, cuja missão é pregar um modo de vida sustentável às pessoas. Com essa proposta, em apenas um mês, obteve 1,8 milhão de visitantes. O blog está constantemente no ranking dos top 20 do Technorati e conta com 40 redatores em mais de dez países que geram cerca de 30 posts por dia. O blog foi vendido para o Dicovery Channel por estimados US$ 10 milhões. Para quem defende os verdes e se identifica, é só passar por aqui e gritar contra o sacrifício de animais para servir uma maravilhosa picanha. A minha, a quero mal-passada, que sou algo sanguinário.

14. Microsiervos: mais um fora do universo norte-americano, desta vez da Espanha. O nome vem de uma novela - Microserfs - sobre os pioneiros da internet. O blog é conduzido por Alvy, Nacho e Wicho, três amigos de Madrid. É o segundo blog mais popular da Europa e o 13º. em popularidade mundial, segundo a empresa eBizMBA. O blog mistura ciência, curiosidades, desafios, jogos, computadores, hackers, grafite e design. Vale dar uma passadinha para saber, por exemplo, que a água fria não ferve mais rapidamente do que a água quente, mas, a água quente se congela mais depressa do que a água fria. Mudou a sua vida? Nem a minha!

15. TMZ: o blog oferece fofocas implacáveis sobre celebridades. É mais um, tipicamente, dos EUA, que se dedica exclusivamente a escarafunchar a vida rotineira dos famosos, com estórias, fotos e vídeos. Foi lançado em 2005 pela AOL e, rapidamente, chegou a 1,6 milhão de leitores mensais. Frequentemente, é citado como fonte das estórias mais escabrosas das celebridades. O blog costuma acompanhar as desgraças das celebridades tão de perto que um de seus fotógrafos foi atropelado por uma das ambulâncias que socorreu Britney Spears em uma de suas inúmeras tentativas de rehab (googling yourself). Para quem gosta de fofocas de forma sórdida. Não é o meu caso, quero deixar claro.

16. Engadget: é o blog mundial mais popular sobre dispositivos e aparelhos eletrônicos. Foi fundado em 2004 por Peter Rojas e ganhou o Weblogs Awards naquele ano e em todos os outros subsequentes. Agora, faz parte da Weblogs Inc (controlada pela AOL), e é publicado em inglês, espanhol, japonês e mandarim (ainda bem que começo minhas aulas logo!). O blog tem tanta força no mundo da tecnologia que, no ano passado, ao informar, erroneamente, sobre um eventual atraso no lançamento do iPhone, fez as ações da empresa cairem 3 pontos em poucos minutos. Para os fanáticos de tecnologia. Creio que os blogueiros, com raras exceções, somos todos engajados em tecnologia. O criador, Rojas, é também o co-fundador do maior concorrente do blog, o Gizmodo.

17. Marbury: mais um fora do eixo EUA, o Marbury se define como um blog britânico sobre política norte-americana. O blog oferece informações sobre eventos políticos, análises e contextos sobre toda a política dos EUA - dos discursos formais a vídeos bobinhos do YouTube sobre a política norte-americana. O nome é uma referência direta ao embaixador britânico para os EUA, Lord John Marbury, que é conhecido por avaliações excêntricas, porém certeiras, sobre a política dos EUA. Para quem tem uma necessidade egocêntrica de saber se Barack Obama e Hillary Clinton se estapearão para chegar ao poder ou se o afilhado de Bush continuará o legado do texano. Tablado de raposas, é o que penso.

18. Chez Pim: "Não sou um árbitro do gosto", é o lema do blog. E esse entra rapidamente no meu blogroll. A autora é Pim Techamuanvivit, de San Francisco, e atrai cerca de 10 mil pessoas de todo o mundo a cada semana. Ela já experimentou e testou uma quantidade incrível de comida. De restaurantes estrelados do Guia Michelin a botecos de rua, Pim anota tudo e posta textos e fotos para compartilhar com outros fãs de comida. Ela não é famosa apenas na internet, como também atrai cobertura da grande mídia em textos, receitas e entrevistas em diversas publicações como o The New York Times (EUA), Le Monde (França) e Sydney Morning Herald (Austrália). Eu, sou fã assumido. Que ela me convide para jantar em San Francisco é um vapt-vupt, sabe?

19. Basic Thinking Blog: recentemente, esse blog foi aclamado como o 18º. site mais influente do mundo pela Wikio. É administrado por Robert Basic, de Usingen, pequena cidade mais ou menos perto de Frankfurt, Alemanha. O objetivo do Basic é "evidenciar no blog aquilo que nunca foi blogado antes". Recentemente, o blog atingiu a 10.000 postagem. O blog fala sobre tecnologia, disputas e resultados e encoraja os leitores a ler (enfrentar?) uma edição de 1851 do jornal The New York Times em um minuto e a contemplar as diferenças entre alces e veados, no próximo segundo. Será que há diferença entre viados e gays? Mas, antes, aprenda alemão (assim como aprenderei mandarim a partir da semana que vem).

20. The Sartorialist: a idéia é bem legal: um homem percorre Manhattan a pé, com uma câmera, e fotografa alguém de cujo estilo ele gosta. Depois, vai para a casa e posta a foto no blog. Só isso. O homem por trás da câmera é Scott Schuman, que tem 15 anos de experiência na alta costura e na indústria têxtil. Com isso, Sartorialist atrai mais de 70 mil leitores por dia e foi classificado pela revista Times como um dos Top 100 Design Influence. O que ele faz é transformar pessoas comuns, com algum detalhe que ele gosta, em ícones do estilo. Claro que faz o maior sucesso. Por isso, com a quantidade de câmeras de segurança que existe na região da Avenida Paulista, quando você caminhar pelas calçadas, sorria. Você está, sim, sendo filmado e pode virar um(a) astro(estrela). De quem? Das empresas de segurança, claro.

Para quem perdeu a lista anterior, que relaciona os dez primeiros blogs mais poderosos do mundo, aqui está o link do volume 1. Isto é, se houver algum interesse. E é bom que haja, se não quiser ficar confinado(a) ao seu mundinho.

A Hero and a Lost by day/Um Herói e um Perdido por dia

(Milo Ventimiglia - Heroes)

(Matthew Fox - Lost)

sexta-feira, 21 de março de 2008

Where Is My Mind?

Para fazer um contraponto cerebral à minha amiga Patty Diphusa, posto aqui "Where Is My Mind", do Pixies, que já tocou muito na Castelo Branco, na Avenida Paulista e por outras vias não-declaradas em viagens algo alucinógenas. As cenas do clip são do filme "Clube da Luta". No final do clip, tem uma imagem que deve ter sido inserida por quem fez o vídeo. Se estamos a perguntar de cabeça, deve ter alguma relação, pois!

Je Suis Un Homme

Olha só que vídeo e letra lindos! Estou tão francês esses dias! Não sei se é por causa do meu amigo de França, das aulas de cozinha francesa ou da visita dos amigos belgas. Não importa. A letra é linda. A cantora, Zazie.




Eu Sou Um Homem

Eu sou um homem de Cro-magnon
Eu sou um macaco ou um peixe
Sobre a Terra em toda estação
Eu giro em círculos, eu giro em círculos
Eu sou um só depois de milhões
Eu sou um homem com coração de leão
Na guerra em toda estação
Eu giro em círculos, eu giro em círculos
Eu sou um homem cheio de ambição
Belo carro e bela casa
Dentro do quarto ou no salão
Eu giro em círculos, eu giro em círculos
Eu faço amor e a revolução
Eu faço o tour da questão
Eu avanço, avanço recuando
Mas eu giro em círculos, eu giro em círculos
Você vê, eu não sou um homem
Eu sou o rei, da ilusão
No fundo, que me perdoem
Eu sou o rei, o rei dos imbecis
Eu faço o mundo à minha maneira
Correndo no ouro ou concreto
Corpo na gaiola, jogado na prisão
Eu giro em círculos, eu giro em círculos
Sentado na frente da televisão
Eu sou do homem, a negação
Puro produto de consumo
Sim, minha conta é boa
Minha conta é boa
Você vê, eu não sou um homem
Eu sou o rei, da ilusão
No fundo, que me perdoem
Eu sou o rei, o rei dos imbecis
Sou eu, o mestre do fogo
O mestre do jogo, o mestre do mundo
E veja o que eu sou de fato
Uma Terra gelada, uma Terra queimada
A Terra dos homens que os homens abandonam
Eu sou um homem no pé do muro
Como um erro da natureza
Sobre a Terra sem outra razão
Eu giro em círculos, eu giro em círculos
Eu sou um homem e eu meço
Todo o horror de minha natureza
Para minha pena, minha punição
Eu giro em círculos, eu giro em círculos

quinta-feira, 20 de março de 2008

Madonna

Esta é a capa do novo álbum da Madonna, com produção de Justin Timberlake, Timbaland, Danja e Pharrell Williams. Sobre o álbum, a fofa, educada, disse: "O título é uma justaposição entre desprezo e gentileza ... de certo modo, eu vou chutar sua bunda, mas, isto fará você se sentir bem." Ahãnn! Me bate, me chama de lagartixa e me faz que eu gosto (se for a Madonna, eu gosto mesmo!).

O 11º. disco de Madonna chegará às lojas no dia 29 de abril. O primeiro single, "4 Minutes", já está disponível para download. Abaixo, o track-list oficial:

1. Candy Store
2. 4 Minutes
3. Give It 2Me
4. Heartbeat
5. Miles Away
6. She is Not Me
7. Incrediable
8. Beat Goes On
9. Dance Tonight
10. Spanish Lesson
11. Devil
12. Voices

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