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sábado, 24 de julho de 2010

Nude do dia

Na França, quatro "Borat" pegam carona com o luxemburguês Andy Schleck na 17ª. etapa do Tour de France para aparecer. Schleck e o espanhol Alberto Contador disputam o título de campeão desta edição da Volta da França, a prova de ciclismo mais prestigiada do mundo, com cerca de 3 mil Km de percurso.




Nos EUA, a cantora Katy Perry tira a roupa para a capa do novo álbum, "Teenage Dream".


sábado, 26 de junho de 2010

Perdemos nossa inibição

O título deste post faz parte da música-tema da World Cup 2010: "As we lose our inihibition". É, a música que é da Coca-Cola. Porque cada pedacinho da Copa do Mundo é pago, é conversível em publicidade. OK. A Copa do Mundo é de uma entidade particular, da FIFA, e não um evento sem fins lucrativos.




Mas nem por isso quero deixar de registrar um sentimento que, presumo, acomete o mundo em duas grandes ocasiões: durante uma Copa do Mundo e nas Olimpíadas. De dois em dois anos, dos 6 bilhões de passageiros desta nave incerta que é a Terra, alguns milhares concentram-se para reproduzirem em algum lugar deste planeta um show de integração.



Hoje estamos a meio caminho deste evento. São 15 dias de Copa do Mundo e faltam apenas outros 15. Até agora, dos 32 países que foram à África do Sul, 16 já disseram adeus. Outros 16 engalfinham-se. Certo, há uma ligeira semelhança com tons de guerra. Mas, pode-se dizer que nesta guerra, as regras são mais rigorosas e quase que cumpridas, com baixas aqui e ali, mas sem morte. Espero.




O que quero dizer é que dos EUA à Coreia do Norte, durante 30 dias há pessoas dos cinco continentes que, representadas por um determinado percentual de torcedores que tem condições de ir pessoalmente ao evento, perde a inibição e é capaz de desfazer, por poucos dias, a babel duramente construída pelos seculares tijolos humanos que deram início à nossa grande tragédia, da humanidade, de nos separarmos tanto a ponto de parecermos diferentes.




No entanto, apenas parecemos diferentes. A língua, que é o elemento mais evidente dessa diferença, não quer dizer muita coisa, na minha opinião. Já viajei para terras "estranhas" o suficiente para dizer que a comunicação, quando necessária, se faz. Basta que sejamos, você e eu, humanos. Nos entenderemos perfeitamente por gestos, olhares, mímicas ou seja lá o que for preciso para que nos coloquemos em bons termos.




Perdemos nossa inibição porque, no mais profundo de todos nós, não tem o menor sentido nos constrangermos uns com os outros pelo simples fato de você ter nascido sob o sol inclemente das margens do Saara e eu ter nascido ao abrigo do gelo do Alaska. É apenas geografia.




Adoro saber que podemos perder a inibição, de nos mostrarmos e à nossa alegria da mesmíssima forma. Assisti a poucos jogos deste campeonato mas, repare! Os rostos dos norte-americanos, ganeses, marfinenses, coreanos, alemães, portugueses, eslovacos, dinamarqueses, uruguaios, argentinos, brasileiros, italianos, franceses e tantos outros são iguaizinhos: urram, gritam, sorriem, beijam alguma coisa íntima, saltam, ajoelham, agradecem, choram. São todas emoções desinibidas que nem as 40 câmeras de cada estádio são capazes de conter. E quantos serão os olhos que acompanham esse imenso big brother mundial? A última informação que li sobre audiência dava conta de que pelo menos 30 bilhões (audiência acumulada nos 30 dias) devem ver os jogos em 214 países!




Pois então por que não ser desinibido? Por que não arrancar a camisa e sair de peito aberto para comemorar tanta vibração? Por que não contaminar os demais 335 dias do ano com tanta emoção? Será que é tão difícil converter gols em gestos? Será que é tão complicado perder a inibição em cadeia mundial não mais de TV, e sim ao vivo, ao lado?




Embora as tragédias cotidianas continuem a ocorrer dia após dia nesses 30 dias que duram a World Cup, tenho a impressão que a Cup contém a maior parte do veneno. Assim como no Brasil, nas grandes cidades, o congestionamento cai a 0 Km, é quase como se a dor mundial caísse a níveis administráveis. 




Ou, pelo menos, a mídia, nessa era de real time, globalizado, converge seu foco para a Copa e deixa o resto do mundo com seus problemas. Sabe que é um fôlego, um respiro? É uma trégua e dá, sim, um alento. Pois aproveite que temos 15 dias pela frente. Depois, de volta à vida! Ou, no caso de muitos, à morte!


P.S. Escrevi este post e esperei quase 2 horas para publicá-lo porque a minha provedora de banda larga, a NET, saiu fora do ar. Como acontece todos os dias. Começo aqui uma campanha: a Campanha pela Real Conexão porque o mundo não é dos nets coisa alguma, e sim dos que reclamam seus devidos direitos de consumidor. Me respeite, NET, ou passe a cobrar time on demand. Lhe asseguro que sua arrecadação comigo cairá o bastante para sua qualidade melhorar. Que inferno!

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Sonho de Ícaro

Em visita a um blog malaio - Jejak Habib (Impressões de Habib)-, da cidade de Pekan, região de Pahang, Malásia, que me adicionou por meio do Google Friend Connect, vi as fotos dos homens-voadores reproduzidas abaixo.





(Tatuagem que tenho impressa no meu corpo para que eu não me esqueça de voar)


O evento aconteceu no dia 28 de outubro na capital da Malásia, Kuala Lumpur, e reuniu 98 esportistas radicais que saltaram da torre malaia (construída em 1995 para as comunicações do país, está entre as cinco estruturas mais altas do mundo), num voo de 421 metros. O voo é livre: por alguns segundos, os praticantes de B.A.S.E. jump planam em completa liberdade.




B.A.S.E. jump é um dos esportes mais perigosos do mundo. Não há chance para erros. B.A.S.E. quer dizer Building, Antenna, Span e Earth (respectivamente, prédio, antena, ponte e montanha). Estes são os quatro objetos fixos dos quais os base jumpers saltam. B.A.S.E. jumping também é conhecido como fixed object jumping (salto de objetos fixos). Basicamente, saltar de paraquedas sem estar em voo. A maioria dos saltos é realizada de alturas muito baixas, o que aumenta o risco de forma exponencial. Não há paraquedas reserva, já que na parte dos casos, se houver uma pane no equipamento principal, não haveria tempo para a abertura de um reserva.




Um paraquedas demora entre 3 e 4 segundos para ficar completamente aberto, o que equivale a uma trajetória de 50 metros. Portanto, os esportistas têm cerca de 370 metros para voar, literalmente, até que o paraquedas seja acionado. Não sou bom de cálculo e muito menos detenho conhecimentos sobre paraquedismo, mas estimo que sobrem quase 20 segundos para o voo totalmente livre.



Quando eu fazia a faculdade de administração de empresas (é, sou o homem das faculdades!) em Ourinhos, interior de SP, cidade próxima da minha própria cidade natal, a música abaixo estava completamente em evidência. Me recordo que havia uma fileira de ônibus das mais diversas cidades vizinhas - dos estados de São Paulo e do Paraná - e que, desses ônibus, havia uma turma do Paraná (não sei de qual cidade) que cantava essa música. Eu adorava e sonhava com voos altos. Um adolescente tão iludido por voos.


Hoje não sei se almejo voos tão altos. Sinto que estou com as asas podadas. Talvez por mim mesmo. Quero reaprender a voar, a ter o sonho de Ícaro. Nem que for para cair em queda livre feito os homens da torre da Malásia. Nem que for para ver derreter a cera das minhas asas. Quero o risco. Minhas asas estão doloridas. Não estão amputadas, ainda. Mas talvez estejam em processo de atrofia.


Abaixo, as fotos dos homens-Ícaro que não se furtam aos voos arriscados. Ainda, o vídeo da música da minha adolescência e, mais abaixo, a letra.












Sonho de Ícaro

por Byafra
composta por Pisca e Cláudio Rabello

Voar, voar
Subir, subir
Ir por onde for
Descer até o céu cair
Ou mudar de cor
Anjos de gás
Asas de ilusão
E um sonho audaz
Feito um balão...

No ar, no ar
Eu sou assim
Brilho do farol
Além do mais
Amargo fim
Simplesmente sol...

Rock do bom
Ou quem sabe jazz
Som sobre som
Bem mais, bem mais...

O que sai de mim
Vem do prazer
De querer sentir
O que eu não posso ter
O que faz de mim
Ser o que sou
É gostar de ir
Por onde, ninguém for...

Do alto coração
Mais alto coração...

Viver, viver
E não fingir
Esconder no olhar
Pedir não mais
Que permitir
Jogos de azar
Fauno lunar
Sombras no porão
E um show vulgar
Todo verão...

Fugir meu bem
Pra ser feliz
Só no pólo sul
Não vou mudar
Do meu país
Nem vestir azul...

Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...

Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...

Do alto, coração
Mais alto, coração...

Faça o sinal
Cante uma canção
Sentimental
Em qualquer tom...

Repetir o amor
Já satisfaz
Dentro do bombom
Há um licor a mais
Ir até que um dia
Chegue enfim
Em que o sol derreta
A cera até o fim...

Do alto, o coração
Mais alto, o coração...



quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O que pode vir de podre do reino da Dinamarca

Na próxima sexta-feira, 2, 97 membros do Comitê Olímpico Internacional (COI) votam na cidade-sede das Olimpíadas de 2016. Estão no páreo Chigaco (EUA), Tóquio (Japão), Madrid (Espanha) e Rio de Janeiro (Brasil).


Todos os representantes de cada país estão reunidos em Copenhague (Dinamarca) para o anúncio de sexta-feira: Barack Obama, a apresentadora Oprah, o rei Juan Carlos, Lula e Pelé. Sobram farpas e acusações (oficiosas) por todo lado. São muitos os argumentos a favor e contra, conforme a vertente e a cidade.


O jornal Folha de São Paulo fez uma série com as cidades-candidatas de domingo até hoje, quarta-feira, e os orçamentos, somados, chegam a US$ 32,4 bilhões (cerca de R$ 58 bilhões em valores do dólar desta quarta-feira, dia 30). É dinheiro que não acaba mais. Para dar a dimensão do montante, a arrecadação federal brasileira de julho deste ano foi de R$ 58,6 bilhões. É o mesmo valor também que o diretor executivo-chefe da siderúrgica britânica ArcelorMittal, Lakshmi Mittal, considerado o homem mais rico da Inglaterra, perdeu ao final do ano passado em função da crise mundial.





O Brasil, depois de levar a Copa de 2014 (e os Jogos do Pan de 2007), agora quer sediar as Olimpíadas. Tudo bem não fosse a ausência de infraestrutura básica em uma centena de áreas. Para não dizer que sou pessimista, dou um exemplo do que ocorre no bairro onde moro, distante da Avenida Paulista apenas duas quadras: toda vez que chove mais forte, parte do bairro fica às escuras, com todo o caos que isso acarreta. A Avenida Paulista é considerada a mais importante via da cidade de São Paulo e, quiçá, centro nervoso financeiro e empresarial da América Latina. Como sou da opinião de que a minha aldeia (no caso, bairro) é local mas capaz de se refletir em termos globais, dou de graça que o que ocorre no meu bairro se espalha pela cidade e, por etapa, pelo Brasil, incluso o Rio de Janeiro.





Não vou nem entrar em temas macros que poderiam ser considerados. Mas, das quatro cidades, três pertencem às grandes economias que, efetivamente, mandam no mundo: EUA, Espanha e Japão. Nós, ainda que me considere otimista, afinal, com o Brasil, somos apenas a franja do mundo, ladeados pelo imenso continente africano que se despregou de nós desde Pangea.





Temos mais afinidades com a África em termos financeiros e culturais do que gostamos de admitir, e não com a Europa, os EUA ou a Ásia (a parte rica, claro). Dos quatro orçamentos, o Rio de Janeiro não quer posar de patinho feio. Não! É o cisne negro: o Rio oferece o maior orçamento ao COI: são US$ 14,4 bilhões. Na comparação, Tóquio acena com US$ 7,1 bilhões, Madrid com US$ 6,1 bilhões e Chicago, que pertence à maior economia do planeta, com modestos US$ 4,8 bilhões.





Fala-se muito no retorno que um evento do porte das Olimpíadas (ou da Copa do Mundo) traz para o país ou cidade-sede. Uma campanha bem-humorada, idealizada por um publicitário de Chicago, aponta as razões pelas quais o evento deve ocorrer no Rio, e não em Chicago. Você pode acompanhar pelo site Chigacoans For Rio 2016. Interessante observar no site os prejuízos que as cidades que já sediaram o evento acumularam. O Brasil (e seja que cidade for) não está preparado para arcar com prejuízos desse porte pelo simples fato de querer ostentar ao mundo que somos, finalmente, o país do futuro. De um futuro que não se concretiza nunca e que apenas arranha as portas daqueles que realmente dão as cartas.


Os dados estão nas mesas de Copenhague. Somente espero que algo de podre não nos seja presenteado do reino da Dinamarca.

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Seremos 200 milhões em ação em 2014. Pra frente, Brasil?

Éramos 90 milhões em ação em 1970. Hoje, somos mais de 191 milhões e, em 2014, seremos quase 200 milhões. Pra frente, Brasil! Que um filho teu não foge à luta. Antes que me apontem ares de ufanismo, aparentemente embriagado de verde e amarelo, refuto a festa que celebra o País como palco do maior evento mundial de 2014, a Copa do Mundo. Que antes venha o pão e apenas depois, se houver tempo e vontade, o circo.


A um custo inicial previsto de R$ 5,7 bilhões (cerca de US$ 3 bilhões), o Brasil começou, neste domingo, 31, o desafio para se preparar para a Copa do Mundo de 2014. A Federação Internacional de Futebol Associação (FIFA) anunciou as 12 cidades-sede da copa que o Brasil abrigará daqui a cinco anos.


(Vivaldão, Manaus)


(Morumbi, São Paulo)

Conforme esperado, as cidades que sediarão a Copa são: Belo Horizonte, Brasília, Cuiabá, Curitiba, Fortaleza, Manaus, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro, Salvador e São Paulo (veja os projetos de cada capital no decorrer do post). O anúncio foi feito pela FIFA em Nassau, nas Bahamas, e acontece 59 anos depois do Brasil ter sediado o Mundial de 1950. Na ocasião, foram sede dos jogos as cidades de Belo Horizonte, Curitiba, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Na disputa entre as cidades brasileiras, ficaram de fora as capitais Belém, Campo Grande, Florianópolis, Goiânia e Rio Branco.


(Nova Fonte, Salvador)


(Maracanã, Rio de Janeiro)

O Brasil aguarda esse momento há 32 meses, desde que, em setembro de 2006, anunciou o interesse em sediar a Copa do Mundo de 2014. Agora, o País terá cinco anos para se preparar. Todos os estádios indicados terão que ser reformados ou totalmente construídos. A expectativa é que estejam prontos até o final de 2012, para acolher a Copa das Confederações, em 2013. Mas, quando se fala em prazos, no Brasil, é melhor ficar com um pé atrás ou o risco de sofrer um pênalti no último minuto do segundo tempo é alto.


(Cidade-Copa, Recife)


(Arena do Beira-Rio, Porto Alegre)

Espera-se que o retorno do investimento seja equivalente ao da última Copa do Mundo da Alemanha, em 2006, que investiu 1,7 bilhão de euros na modernização dos estádios e obteve um retorno de 6,5 bilhões gerados por toda a economia que envolve um evento dessa natureza (turismo, venda de ingressos, consumo etc.) A intenção (mas dessas, o inferno está com superlotação) é não repetir os Jogos Pan-americanos do Rio de 2007, que custaram dez vezes mais do que o orçamento originalmente previsto - era de R$ 386 milhões e foi a R$ 3,5 bilhões, bancados, essencialmente, pelo governo federal.


(Estádio das Dunas, Natal)


(Mineirão, Belo Horizonte)

Particularmente, minha opinião é que o Brasil, de forma geral, e São Paulo, onde moro, em particular, estão totalmente despreparados para receber um evento desta envergadura. Em São Paulo, não há sinalização nenhuma em inglês, os taxistas não falam inglês (e raro, o português), não há um transporte público eficiente e toda semana somos espremidos em congestionamentos monstros de 200 Km por toda a cidade.


(Castelão, Fortaleza)


(Arena da Baixada, Curitiba)

Sinceramente, não vejo motivo de euforia para acolher a Copa do Mundo. Imagino que repetiremos, por São Paulo e pelas demais capitais, uma prática que nos é (do governo) muito comum: um verniz superficial, cheio de brilho, com o essencial acobertado da mesma forma que os maus faxineiros fazem com o pó: o colocam por debaixo dos tapetes. Foi assim para receber autoridades internacionais como o ex-presidente dos EUA, George Bush, o papa Bento XVI e outros eventos correlatos.


(Verdão, Cuiabá)


(Estádio Nacional, Brasília)

Faremos, no Brasil, como a China fez no ano passado, ao sediar as olimpíadas: esconde o que é feio por detrás de tapumes e, depois que a poeira das celebrações passa, tudo volta ao normal, com a população a conviver com a realidade rotineira. Mas, no rastro da poeira dos tempos, a propósito, é sempre assim: pão e circo ao povo, de tempos e tempos, e se mantém a turba sob controle.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Pequim 2008

Começou!!! Eu amo as Olimpíadas!!!



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Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

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