Blog Widget by LinkWithin
Connect with Facebook
Mostrando postagens com marcador Facebook. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Facebook. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Aquela nuvem que passa sou eu, é você e mais 2 bilhões

A mais favorita de todas as bandas para mim é o Sigur Rós, como postei várias vezes aqui. Se algum dia me for ofertada uma viagem para a Europa, para destino a escolher, escolherei Reiquiavique, a capital da Islândia, cuja área metropolitana abriga dois terços da população do país. Estive perto de chegar lá, quando viajei para a Finlândia. Mas, não perto o suficiente para conhecer a ilha de gelo, despregada dos demais escandinavos, mas ainda assim parte deles. A origem da Islândia é norueguesa e, portanto, tem razão de ser a afinidade com a Escandinávia - que, além da Islândia, é formada pela Noruega, Finlândia, Suécia e Dinamarca. Alguns incluem as Ilhas Feoré também.




A Islândia tem apenas pouco mais de 300 mil habitantes, ficou em 17º. lugar no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) em 2010, 100% de alfabetização e quase 100% dos cidadãos têm conexão de banda larga, o que possibilita um acesso quase que integral da população à internet.


E, com isso, a pequena ilha ao norte do continente europeu acaba de fazer história: sob o conceito crowdsourcing, o governo islandês usa as redes sociais - Facebook, Twitter e YouTube - para reescrever a Constituição do país, que substituirá a atual, datada de 1944 (67 anos).




Crowdsourcing é um conceito revolucionário que surgiu justamente com a disseminação da internet. Literalmente, é um modelo de produção que usa a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários, espalhados pela teia mundial que liga os computadores (a famosa WWW ou web), para resolver problemas, criar conteúdo e soluções e desenvolver novas tecnologias.


Embora você não se aperceba, já vivemos o crowdsourcing no dia-a-dia: sistemas de código aberto (open source) são desenvolvidos sob o crowdsourcing. São exemplos disso o Linux e o Firefox. Mas, também são exemplo disso toda a disseminação de conteúdo educativo por meio de redes sociais. Não, não se trata daquelas postagens bobas do Facebook ou do Twitter que falam da dor de barriga, da preguiça ou do ovo que você comeu no almoço. Crowdsourcing é conteúdo relevante, importante e que serve a muitos simultaneamente.


Parte-se do princípio, com o conceito de crowdsourcing, que o universo de mais de 2 bilhões de internautas pelo mundo (eram 2.095 bilhões em março deste ano) é capaz de fornecer, coletivamente, informações mais exatas, sobre os mais variados assuntos, do que os especialistas individuais que estão restritos às suas salas de pesquisas e centros de desenvolvimento. Outro exemplo poderoso de crowdsourcing é a enciclopédia virtual Wikipedia, alimentada exclusivamente pelo esforço colaborativo de voluntários.


Ao olhar para esse universo, a pequena Islândia não teve dúvidas: colocou em consulta pública a Carta Magna do país para que todos os 311 mil habitantes islandeses possam, caso o queiram, opinar sobre o texto que se transformará num rascunho da nova Constituição, no próximo dia 29.


A Islândia sofreu uma violenta crise em 2008 e viu o sistema financeiro ruir. E foi por isso que o governo entendeu que a população é capaz de se administrar e indicar o que é bom ou não para o país. Democracia: já que o governo foi ineficiente para barrar a quebra do país todo, por que haveria de ser eficaz na confecção do principal documento da nação?


Não sei quais serão os resultados e o quanto da colaboração dos islandeses poderá ser aproveitada na nova Constituição. Mas, as novas armas de colaboração em massa - de novo, Facebook, Twitter, YouTube, Orkut, blogs e uma série de outras ferramentas - estão, definitivamente, a transformar o mundo e, finalmente, a era da tecnologia da informação mostra a que veio. Para o bem ou para o mal, que sempre os há, ambos os lados.


Não é à toa que no próximo dia 13 a Apple, liderada por Steve Jobs, ou Jobs, que lidera a Apple, tanta faz a ordem dos fatores nesse caso, lança, dentro do iOS 5 (sistema operacional da empresa), o iCloud. Cloud é nuvem. Crowd é reunião, agrupamento, aglomeração. Você ouvirá e lerá tanto cloudsourcing quanto crowdsourcing. É a mesma coisa. Ambas as expressões significam ajuntamento de ideias para trabalhar coletivamente. Trabalho em nuvem, junto, coletivo, colaborativo. O iCloud da Apple criará uma nuvem (externa, com memória inicial de 5 GB) para você guardar fotos, músicas, apps, documentos, ou seja, todo o conteúdo que julga relevante. Onde é o externo? Em servidores os quais eu não tenho a mínima ideia de onde ficam.


Mas, atenção: cloud também é sombra, névoa ou mancha. E, se um dia, suponha, tudo o que é digital vá pelos ares (pela falta de energia elétrica, porque os sistemas globais pifaram ou por não haver mais capacidade possível para tanta informação acumulada), você ficará nu/a, despido/a de tudo o que é virtual. Daí, tudo o que tenho a dizer é que, se tudo o que é sólido desmancha no ar, tudo o que é virtual, eventualmente, pode muito bem cair das nuvens e desabar. #prontofalei

domingo, 27 de fevereiro de 2011

Meu rugido dominical


Nos EUA, na última quarta-feira, 23, o presidente Barack Obama, na voz do secretário de Justiça Eric Holder, finalmente começou a cumprir uma das promessas de campanha. Obama, como se sabe, não tem feito um governo exatamente revolucionário tal qual a sua própria eleição e tem sido, ao contrário, bastante criticado por posições ou nulas ou tardias.

Mas, na quarta, ao que parece, Obama começou a rever suas iniciativas. Ou melhor, algum assessor resolveu que o presidente dos EUA está em débito com o povo norte-americano: Obama ordenou ao Departamento de Justiça que não mais defenda a lei federal que define o casamento como uma instituição apenas entre um homem e uma mulher. Dessa forma, o casamento homossexual deve ser examinado sobre critérios mais amplos e não há nenhum fundamento racional para discriminar os casais do mesmo sexo. Ou seja, Obama resolveu defender o casamento gay.

A mudança de orientação indica que Obama passa a trabalhar, oficialmente, pela legalização das uniões homossexuais nos Estados Unidos. Até agora, apenas seis estados - Connecticut, Iowa, Massachusetts, New Hampshire, Vermont e Washington - autorizam o casamento gay.

No Brasil, na quinta-feira, dia 24, o ex-Big Brother Brasil (vencedor da quinta edição do programa da Rede Globo, com o prêmio de R$ 1 milhão) e agora deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) fez seu primeiro discurso na Câmara dos Deputados. Ao falar, disse que, como primeiro deputado federal assumidamente homossexual eleito no Brasil, trabalhará principalmente pela garantia dos direitos das lésbicas, gays, bissexuais e transexuais (LGBT). O deputado deve apresentar uma proposta de emenda constitucional (PEC) que reconheça o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo.

"É preciso mostrar que aquela família de comercial de margarina não existe ou existe ao lado de muitas outras famílias diferentes. A ausência de leis não significa que a realidade (da união de pessoas do mesmo sexo) não exista", discursou. Jean deixou claro que o casamento civil é diferente do reconhecimento da união estável entre gays, que está em julgamento pelo Supremo Tribunal Federal. O casamento garante os direitos sucessórios, algo que a simples união estável não faz.

Jean é parte de uma bancada gay e de simpatizantes do Congresso Federal que tem ainda a senadora Marta Suplicy (PT-SP), Manuela D'Ávila (PC do B-RS) e Fátima Bezerra (PT-RN), que devem trabalhar juntos pela criação de uma Frente Parlamentar pela Cidadania LGBT.

E o trabalho do deputado já começou: pela primeira vez, este ano a Secretaria da Receita Federal (que gerencia o Imposto de Renda) incluiu parceiros homossexuais como dependentes para fins de dedução fiscal. Claro que uma contra-ofensiva, formada por parlamentares evangélicos, tenta derrubar a iniciativa da Receita Federal. Como providência, o deputado disse que vai discutir esta semana com outras lideranças da Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, ainda em reestruturação, uma maneira de barrar o movimento articulado pelo deputado Ronaldo Fonseca (PR-DF), que considera o benefício ilegal.

Isso é apenas o início de uma longa batalha pelos próximos quatro anos, que é o tempo do mandato de Jean Wyllys. Pelo histórico do Congresso Nacional e pela própria atuação da ex-deputada Marta Suplicy, agora senadora, todas as tentativas semelhantes foram mal-sucedidas. Sempre a bancada evangélica derruba qualquer esforço de evolução num debate que, na minha opinião, deveria passar ao largo de qualquer teor religioso. Embora sejamos um Estado laico, por definição, bancas evangélicas (e, claro que sim, católicas) entendem que a minha vida, a sua (se você é gay) ou a de qualquer outro ser está nas mãos delas. Xô!!! Sai satanás, que não preciso de homens obtusos, que recolhem dinheiro de fieis desinformados, para conduzir a minha vida sob essa ou aquela lei.

A única lei que vale é a lei do livre-arbítrio e eu decido o que quero fazer, com quem e quando. Espero que o deputado consiga levar adiante alguma novidade nesse debate. Circulou pela internet a informação de que a página de Jean Wyllys no Facebook havia sido bloqueada a semana passada. Isso teria ocorrido, segundo o deputado, menos de 24 horas depois de ele ter começado a percorrer a Câmara para pedir assinaturas para a criação da Frente Parlamentar LGBT. Uma série de usuários combinou de denunciar a página do político juntos para causar o bloqueio prévio até que a direção do Facebook analise se as denúncias procedem. Eu acessei hoje mesmo a página de Jean no Facebook e a encontrei em operação normal. É uma guerra que, de santa, não tem nada. Apenas o apelo ao imaginário popular que ainda acredita que alguns deputados agem mesmo pela fé. Eu digo é que agem pela má-fé.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

A caminho da roça, tudo o que as pessoas desejam é fazer uma colheita feliz

Este ano, a Organização das Nações Unidas (ONU) prevê que, da população mundial total - pouco mais de 6,8 bilhões de pessoas - cerca de 51,3% - ou 3,488 bilhões de habitantes - passem a viver nas cidades. Até o ano passado, a proporção da população urbana e da rural era de 50/50. Com isso, a migração da humanidade do campo para a cidade, iniciada na década de 60, atinge um novo patamar em que o mundo estará mais urbano do que rural.


No Brasil, o processo de urbanização aconteceu de forma relativamente rápida: na década de 50, éramos 36,2% do total da população na cidade. Em 2000, já chegávamos a 81,2% da população que vive nas cidades. Em 2005, saltamos para 84,5% do Brasil que vive nos meios urbanos, o que significa, praticamente, que de cada 10 brasileiros, quase 9 vivem nas cidades. Até 2050, a projeção do Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE) é que sejamos 93,6% urbanos.


Esses dados confirmam que a migração do campo para a cidade é uma realidade mundial. Eu, particularmente, faço parte dessa massa migratória quando, com a minha família, deixei a roça para morar na cidade. Assim como, praticamente, todos os meus vizinhos rurais. Atualmente, uns poucos resistentes, aos quais chamamos entre nós, em casa, de "sertanejos", permanecem assentados no campo.




Essa migração não acontece sem traumas. Leva-se tempo para se adaptar à cidade e para que a cidade, finalmente, te acolha. Estamos em 2010 e esse processo de ir da roça para a cidade acontece há, pelo menos, uns 70 anos em todo o mundo. Nesse contexto, há pelo menos duas gerações que se desenvolveram nas cidades e o campo passa a ser uma tênue lembrança. Por vezes, nem isso.


Mas a internet, com sua poderosa presença, tem feito o caminho inverso. Ainda que virtualmente, há um enorme contingente de pessoas - estima-se que sejam mais de 250 milhões em todo o mundo - que passam algum tempo totalmente ocupadas em seus afazeres em suas fazendinhas virtuais. Em geral, as fazendas ou roças virtuais estão atreladas a alguma rede social como o Facebook. No Brasil, destaque para a presença do Orkut. Apenas o Facebook tem 350 milhões de usuários e, desses, mais de 100 milhões são fazendeiros.


As fazendinhas virtuais representam, de alguma forma, o retorno ao campo. Já que não podemos mais cultivar nossos roçados, tratar das galinhas, escovar os cavalos, ordenhar as vacas e preparar a terra, plantar e colher in natura, o mundo virtual acabou por nos carregar para um universo em que não há intempéries: não chove, não há devastações e basta ficar atento ao prazo das colheitas e aos vizinhos para enriquecer. Dessa forma, urbanos, nos deslocamos, na segurança e conforto de nossos computadores, para a terra. Tornamo-nos lavradores online. Onde as lavouras, longe de serem arcaicas, são mecanizadas e, sobretudo, assépticas: não nos sujamos e somos, quase sempre, excelentes vizinhos.


Abaixo, os jogos das fazendas virtuais mais famosos com os respectivos links:


- FarmVille: talvez seja a fazenda virtual mais bem-sucedida. São mais de 100 milhões de usuários ativos. O aplicativo pode ser acessado tanto no site da Zynga, proprietária do jogo, quanto por meio do Facebook.




- Colheita Feliz: é a onda do momento do Orkut e estima-se que pelo menos 14 milhões de usuários já ativaram suas atividades de agricultura e pecuária.




- FarmTown: com mais de 20 milhões de usuários, essa é a fazenda virtual da empresa Slashkey's. Foi a primeira fazenda virtual do Facebook, suplantada (ou plantada?) pelo FarmVille.




- FarmLife: é da poderosa desenvolvedora de games Ubisoft e pode ser acessada de forma independente no site próprio ou também pelo Facebook.




- HappyFarm: tem quase 20 milhões de adeptos, dos quais Taiwan se destaca com 3 milhões de jogadores.  Em Taiwan, chegou a provocar polêmica quando o governo decidiu limitar o acesso aos funcionários públicos porque as pessoas gastavam a maior parte do tempo na fazenda do que no escritório. O game é da Arcade Studio. Também está no Facebook.




- CountryStory: é o game da Playfish, recentemente comprada pela Electronics Arts, empresa conhecida no universo de videogames que tem títulos como "FIFA Soccer", "Spore", "The Sims" e "Need for Speed", entre outros. Também está hospedado no Facebook.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Te cutuco! Não cutuca! Te cutuco! Não cutuca! (Poke me, poke you back)

Nos EUA, uma mulher, Shannon, foi presa ao usar a função 'poke' (cutucão ou cutucar) do Facebook para acionar uma outra mulher. Mas Shannon estava proibida, por ordem judicial, de se aproximar da outra mulher por qualquer meio, inclusive digital. A cutucada que Shannon deu na 'amiga' do Facebook custará US$ 1,5 mil de fiança e mais uma multa de US$ 2,5 mil.


Ao ler isso, me lembrei de um outro projeto baseado no Facebook: o Gaydar (não confundir com o site Gaydar britânico), um programa feito por alunos do MIT que analisa o gênero e a sexualidade de amigos do Facebook e, teoricamente, consegue prever a orientação sexual da pessoa. Com dados sobre a vida offline (desconectada, ou seja, a vida real), o programa é capaz de identificar se os usuários do sexo masculino do Facebook são ou não gays.





O Gaydar é um projeto que teve início em 2007. Os criadores analisaram os perfis de 1.544 homens no Facebook que se identificavam como heterossexuais, 21 que se diziam bissexuais e 33 que afirmavam ser gays a fim de determinar as correlações entre a orientação sexual de um usuário e de seus amigos de Facebook. Proporcionalmente, os alunos do MIT descobriram que os gays tinham mais amigos gays (OK, isso não é novidade).





Mas, com essa informação, era possível dar ao Gaydar (humm, ficou meio redundante...) elementos para analisar as ligações de outros 947 homens que não revelavam, no Facebook, sua orientação sexual. A despeito de não ser um levantamento científico, e sim por amostragem, feita com dez pessoas, os estudantes concluíram que o programa identificava com precisão os homens gays. Mas não conseguia identificar homens e mulheres bissexuais e lésbicas.


O projeto Gaydar causou polêmica e é acusado de ser homofóbico. Claro que não entrou na lista de aplicativos do Facebook. A esse tipo de projeto dá-se o nome de 'rede de análise', pela qual é possível listar informações pessoais de um crescente número de usuários (o Facebook tem mais de 300 milhões de assinantes) apenas com base entre o relacionamento que você e eu mantemos com 'amigos' de Facebook.





Com isso, seria possível inferir, por exemplo, minhas ou suas preferências sexuais, políticas, filmes favoritos, pratos preferidos etc. etc. O próximo passo, tal qual um Big Brother onipresente, seria integrar as informações que as redes sociais têm de cada um de nós com outras bases de dados como registro médico, informações de cartão de crédito, compras online etc.


Há quem defenda que o projeto conduzido pelos alunos do MIT não tem nada de novo porque os julgamentos sobre as pessoas com base em seus hábitos sempre foram feitos, com ou sem redes sociais. E isso é um fato. O novo, no caso, é usar um artifício computadorizado para unir elementos que me deem mecanismos para definir uma pessoa. É um tipo de fofoca digital, uma investigação mais rápida do que a feita antes por comadres ou fofoqueiros de plantão.


Outras avaliações sugerem que o Gaydar aponta para um padrão de comportamento que se intensifica: usamos as informações do 'amigo virtual' para recolher as pistas e traçar, assim, um perfil do que é real desse amigo. Segundo essas avaliações, ainda que o Gaydar seja capaz de identificar com precisão alguns gays, não significa que é um software completamente habilitado a identificar meandros de um perfil de um gay mais discreto. Ou seja, se o gay estiver 'no armário', não haverá software ou vizinho que o fará cometer o 'outing'. O certo é que as pessoas, seja na vida real ou na virtual, oferecem informações ambíguas sobre si mesmas e as formas como os demais reagem com o intercâmbio desses dados variam muito entre o que é público e o que é privado.


Para resumir: apenas divulgamos o que queremos. Se alguém quiser nos conhecer a fundo, provavelmente não conseguirá. Nem na vida real, nem na virtual. Porque o ser humano, sob alguns aspectos, é indecifrável. E nem mesmo o mais potente software ou a visão do ser humano mais acurado será capaz de transpor a mente de outra pessoa.





E isso me remete, ainda, a outro assunto: acaba de ser lançada uma biografia, não-autorizada, sobre o ator Paul Newman ("The Man Behind the Baby Blues" - "O Homem por Trás de Baby Blues") que revela, entre outras coisas, a bissexualidade de Newman. O autor, Darwin Porter, já escreveu biografias, igualmente não-autorizadas, sobre Marlon Brando, Humphrey Bogart e Howard Hughes. No livro, Porter afirma que Newman teve relações homossexuais com Robert Stack (na Marinha), com Marlon Brando, com James Dean, Steve McQueen, Montgomery Clift, Yul Brinner e Rock Hudson. Ainda, Newman teria mantido uma paixão platônica por Tom Cruise durante as filmagens de "A Cor do Dinheiro".


Para finalizar a conturbada vida sexual de Newman, o próprio filho do ator, Scott Newman, morto aos 28 anos, teria se envolvido com um ex-amante do pai, Sal Mineo (ator de "Juventude Transviada"). A família e a esposa de Newman, Joanne, com quem esteve casado por mais de 50 anos, negam. Mas o escritor diz que Joanne, antes de se casar com Paul Newman, era casada com o escritor Gore Vidal, assumidamente bissexual, e que os três - Paul, Joanne e Gore - compartilharam a mesma cama por algum tempo.





Relato o fato aqui para concluir que a humanidade sempre tentará, de alguma forma, traçar retratos e perfis de todos nós, famosos ou não. E sempre haverá essa busca pela sexualidade alheia, principalmente quando o sexo foge do estereótipo 'Adão-Eva'. É da condição humana tentar desvendar o outro e, ao mesmo tempo, esconder a si próprio. Isso me leva a crer que usamos, todos, aquelas terríveis camisolas de hospital que nos deixam com as nádegas à mostra (até hoje não entendo porque esse modelito é assim): enquanto estamos de frente, achamos que somos respeitáveis; bastou darmos as costas para aparecermos ao outro com toda a nossa nudez. Desmascarados, por fim. Ou apenas humanizados, afinal.


Autor e redes sociais | About author & social media

Autor | Author

Minha foto
Redneck, em inglês, define um homem rude (e nude), grosseiro. Às vezes, posso ser bem bronco. Mas, na maior parte do tempo, sou doce, sensível e rio de tudo, inclusive de mim mesmo. (Redneck is an English expression meaning rude, brute - and nude - man. Those who knows me know that sometimes can be very stupid. But most times, I'm sweet, sensitive and always laugh at everything, including myself.)

De onde você vem? | From where are you?

Aniversário do blog | Blogoversary

Get your own free Blogoversary button!

Faça do ócio um ofício | Leisure craft

Está no seu momento de descanso né? Entao clique aqui!

NetworkedBlogs | NetworkedBlogs

Siga-me no Twitter | Twitter me

Quem passou hoje? | Who visited today?

O mundo não é o bastante | World is not enough

Chegadas e partidas | Arrivals and departures

Por uma Second Life menos ordinária © 2008 Template by Dicas Blogger Supplied by Best Blogger Templates

TOPO